Black Bloc enfrenta a PM.
A terceira manifestação contra o aumento da passagem de ônibus em Belém terminou em confusão na noite de ontem, com três pessoas ligadas ao movimento black bloc presas e uma hospitalizada. Segundo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belpem (Semob), no momento em que os manifestantes fecharam a avenida Almirante Barroso, em São Brás, o congestionamento formado comprometeu o tráfego pela avenida Governador José Malcher, travessa Castelo Branco, avenida José Bonifácio, avenida Gentil Bittencourt e rua dos Mundurucus.
O protesto começou pacífico, com concentração na praça Santuário às 16 horas. Duas horas depois, após uma rápida assembleia, os jovens decidiram seguir pela avenida Magalhães Barata até a pista do BRT na avenida Almirante Barroso. Já no fim do protesto, à esquina da travessa Antonio Baena, os manifestantes discutiram entre si, dividindo-se em dois grupos. A maioria fez uma roda e decidiu encerrar a ação ali, uma minoria de cerca de 30 black blocs vestidos com roupas pretas e camisas nos rostos decidiu continuar. Eles tentaram interditar a via e acusaram o outro grupo de ter interesses políticos na próxima eleição. Os policiais militares da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam) entraram em confronto com os black blocs usando spray de pimenta para dispersar o grupo.
Segundo o tenente-coronel Rosinaldo, da Rotam, três manifestantes foram presos por xingar os policiais, enquadrados na lei que qualifica o desacato a autoridades. Dois homens e uma mulher foram encaminhados para a Seccional de São Brás, onde foi redigido um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e de onde foram liberados em seguida. 'Eles brigaram entre eles. A maioria queria encerrar aqui e a minoria queria fechar a Almirante. Eles xingaram os policiais e foram presos por desobediência e desacato', afirmou o tenente-coronel, que chegou a entrar em um ônibus da linha Júlia Seffer - Iguatemi para prender um dos manifestantes.
Os manifestantes, por outro lado, acusaram a Rotam de abusos. O estudante Atila Denis Cardoso da Silva, de 19 anos, passou mal com falta de ar após inalar o spray de pimenta e foi levado pelos próprios colegas para o Hospital de Pronto-Socorro Municipal (HPSM) Mario Pinotti, na travessa 14 de Março. Segundo informações do PSM, o jovem era alérgico a pimenta, foi medicado e melhorou. Atila ficou sob observação e receberia alta ainda na noite de ontem. 'No momento em que o pessoal decidiu seguir, eles chegaram empurrando para o BRT. Mandaram sair da rua e foram o jogando spray de pimenta no movimento, que era pacífico', disse o universitário Lúcio Ribeiro, de 20 anos. 'Eles têm a mesma composição que eu, também têm sangue e veias no corpo. Todos somos seres humanos, não tinha que fazer isso', argumentou manifestante Larissa Santos.
Grupo pede passe livre para estudantes e congelamento de tarifa
Antes da confusão, a manifestação seguiu pacífica com jovens andando por duas faixas de trânsito da avenida Governador Magalhães Barata, acompanhada pelos policiais que paravam nos cruzamentos para os estudantes passarem. Eles carregavam cartazes com dizeres contra o aumento da passagem para o preço de R$ 2,40 e a favor do passe livre para toda a população. O grupo também gritava palavras de ordem e distribuía panfletos para quem aguardava os ônibus nas paradas. No encontro da Governador Magalhães Barata com as transversais, os manifestantes paravam e mostravam as faixas para os motoristas que esperavam nos semáforos. Para o estudante secundarista Eziel Duarte, presidente do grêmio estudantil da Escola Estadual Ulisses Guimarães, o passe livre beneficiaria os estudantes que não podem pagar passagem de ônibus. 'Nós queremos o passe livre no transporte para atender a nossa cidade. Os estudantes vão ter mais acesso a cultura e lazer'. Segundo ele, as reivindicações foram entregues para a Prefeitura de Belém no primeiro ato deste ano, que ocorreu na primeira sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Belém (CMB), mas até hoje não houve resposta. (Jornal Amazônia)
O protesto começou pacífico, com concentração na praça Santuário às 16 horas. Duas horas depois, após uma rápida assembleia, os jovens decidiram seguir pela avenida Magalhães Barata até a pista do BRT na avenida Almirante Barroso. Já no fim do protesto, à esquina da travessa Antonio Baena, os manifestantes discutiram entre si, dividindo-se em dois grupos. A maioria fez uma roda e decidiu encerrar a ação ali, uma minoria de cerca de 30 black blocs vestidos com roupas pretas e camisas nos rostos decidiu continuar. Eles tentaram interditar a via e acusaram o outro grupo de ter interesses políticos na próxima eleição. Os policiais militares da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam) entraram em confronto com os black blocs usando spray de pimenta para dispersar o grupo.
Segundo o tenente-coronel Rosinaldo, da Rotam, três manifestantes foram presos por xingar os policiais, enquadrados na lei que qualifica o desacato a autoridades. Dois homens e uma mulher foram encaminhados para a Seccional de São Brás, onde foi redigido um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e de onde foram liberados em seguida. 'Eles brigaram entre eles. A maioria queria encerrar aqui e a minoria queria fechar a Almirante. Eles xingaram os policiais e foram presos por desobediência e desacato', afirmou o tenente-coronel, que chegou a entrar em um ônibus da linha Júlia Seffer - Iguatemi para prender um dos manifestantes.
Os manifestantes, por outro lado, acusaram a Rotam de abusos. O estudante Atila Denis Cardoso da Silva, de 19 anos, passou mal com falta de ar após inalar o spray de pimenta e foi levado pelos próprios colegas para o Hospital de Pronto-Socorro Municipal (HPSM) Mario Pinotti, na travessa 14 de Março. Segundo informações do PSM, o jovem era alérgico a pimenta, foi medicado e melhorou. Atila ficou sob observação e receberia alta ainda na noite de ontem. 'No momento em que o pessoal decidiu seguir, eles chegaram empurrando para o BRT. Mandaram sair da rua e foram o jogando spray de pimenta no movimento, que era pacífico', disse o universitário Lúcio Ribeiro, de 20 anos. 'Eles têm a mesma composição que eu, também têm sangue e veias no corpo. Todos somos seres humanos, não tinha que fazer isso', argumentou manifestante Larissa Santos.
Grupo pede passe livre para estudantes e congelamento de tarifa
Antes da confusão, a manifestação seguiu pacífica com jovens andando por duas faixas de trânsito da avenida Governador Magalhães Barata, acompanhada pelos policiais que paravam nos cruzamentos para os estudantes passarem. Eles carregavam cartazes com dizeres contra o aumento da passagem para o preço de R$ 2,40 e a favor do passe livre para toda a população. O grupo também gritava palavras de ordem e distribuía panfletos para quem aguardava os ônibus nas paradas. No encontro da Governador Magalhães Barata com as transversais, os manifestantes paravam e mostravam as faixas para os motoristas que esperavam nos semáforos. Para o estudante secundarista Eziel Duarte, presidente do grêmio estudantil da Escola Estadual Ulisses Guimarães, o passe livre beneficiaria os estudantes que não podem pagar passagem de ônibus. 'Nós queremos o passe livre no transporte para atender a nossa cidade. Os estudantes vão ter mais acesso a cultura e lazer'. Segundo ele, as reivindicações foram entregues para a Prefeitura de Belém no primeiro ato deste ano, que ocorreu na primeira sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Belém (CMB), mas até hoje não houve resposta. (Jornal Amazônia)
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