Por Francisco Sidou (chicosidou@hotmail.com)
Que tal um BRT cruzando os ares e os engarrafamentos colossais provocados pelos gargalos infernais de nosso trânsito caótico/neurótico ? Pois saibam que isso não é apenas sonho de uma noite chuvosa em Belém. Essa solução já é real em algumas cidades de médio porte, inclusive, como Alegrete (RS). Sem falar em megalópoles como Tóquio, Xangai e Dubai. O aerotrem é a solução para grandes núcleos urbanos, em cidades que não permitem mais intervenções viárias em suas vias entupidas de carros, motos, bicicletas, carroças e "calçadas compartilhadas".... O "nosso" BRT chega com um atraso colossal, simbolizado pelas "carroças" que estão transitando na via expressa da Almirante Barroso. Via expressa que para funcionar como tal deveria ser contemplada pelo menos com dois elevados, nos cruzamentos dos principais corredores como Lomas e Humaitá, além de passarelas para pedestres, ciclovias e ciclofaixas. Não seria o caso, prefeito Zenaldo, de se reestudar esse projeto e tentar transformá-lo num aerotrem com terminais de integração em São Brás e no Ver-o-Peso ?
Em São Brás poderia ser dada uma utilidade pública ao "Memorial do Barata", em forma de disco voador, transformando-o em terminal de integração. Os pertences do caudilho poderiam ir para um Museu dos muitos existentes em Belém. No Ver-o-Peso, o terminal poderia ser construído na imensa Praça Dom Pedro II, que seria revitalizada. A atual "estação rodoviária" de São Brás poderia ser removida para a nova Avenida Independência,que vai permitir o fluxo de veículos pesados da BR-316 até o Ver-o-Peso e vice versa, descongestionando o centro de Belém das carretas e também dos ônibus intermunicipais e interestaduais. A sugestão pode parecer absurda para os técnicos empedernidos, mas na verdade poderia recuperar anos e anos perdidos em projetos nunca implantados. Projetos que caducaram nas prateleiras e estantes empoeiradas da CODEM. Não seria o caso de se fazer uma projeção de seus custos ? O BRT já está orçado em R$-500 milhões, sem falar nos R$-44 milhões jogados pela janela da imprevidência e da impunidade pelo ex-prefeito Dudu. Chamem os técnicos japoneses da JICA novamente. Com sua competência e paciência milenar eles irão conseguir desatar esse nó do BRT. Se viver é preciso, ousar também é preciso.

Espetacular e oportuna a ideia de um "BRT dos sonhos", de autoria do jornalista cidadão Francisco Sidou.
ResponderExcluirEspetacular porque, decisivamente, não dá para acreditar na eficácia do atual BRT, precariamente iniciado pelo ex-prefeito Duciomar Costa e presentemente engendrado (com a melhor das intensões, acredito) pelo atual prefeito Zenaldo Coutinho, como solução para o trânsito neuro-caótico de Belém. Afinal, se o BRT em fase de implantação vier a resolver algo daquilo a que se propõe, não o fará aliviando o problema somente até São Brás. O gargalo passará a ser o escoamento do fluxo de transeuntes de São Brás para a área central de Belém. Cá com os meus botões, não acredito que todo o investimento que vem sendo feito com o BRT que está sendo implantado resolverá mais que 40 ou 50% da caótica mobilidade urbana em Belém. Vou pagar pra ver!
Por sua vez, o "BRT dos sonho" idealizado pelo Sidou, com terminais em São Brás, no Ver-o-peso e porque não nas imediações do Guamá/UFPa, possivelmente seria viável, com um custo menor do que os de uma efetiva solução "terrestre", digamos, que exigiria uma fabulosa soma de recursos, não apenas para as obras de construção de corredores de tráfego automotivo, em toda a cidade, concretamente capazes de resolver o problema, mas para atender, sobretudo, a enxurrada de desapropriações que tal projeto demandaria.
De tudo, não dá para perder de vista que sem um "BRT dos sonhos" (na verdade um metrô aéreo), o BRT que está sendo implantado em Belém, nada mais é que uma tentativa, regada a bons propósitos, de se resolver o problema da mobilidade urbana que tanto contribui para o stress coletivo em que vivemos.
Você foi direto ao ponto, caro Madipaz. Se duvidar , o BRT "terrestre" vai acabar saindo mais caro do que o aerotrem, tantos já foram os "desvios de rota" , por falta de planejamento adequado e tantos serão os "remendos" no projeto e as desapropriações ao longo da Rodovia Augusto Montenegro, sem falar na falta de espaço para construir vias expressas. Creio que o momento exige do prefeito um "choque de gestão" no Projeto BRT. Em Manaus estão construindo o monotrilho, projeto similar ao aerotrem. Já que eles "ganharam" a Copa, não vai lhes custar muito uma troca de figurinhas sobre transporte coletivo e mobilidade urbana. Afinal, Belém poderá servir de rota alternativa para turistas que irão a Manaus ver os três jogos, que vão custar R$-1,5 bilhão à viúva, mas encherão os cofres da FIFA......
ResponderExcluirChamar a JICA novamente! Será uma nova apresentação do Plano Diretor dos tucanos, que impediram o Edmilson de fazer algo melhor na Bandeira Branca. Isto merece uma nova cabanagem que fará aniversário no próximo mês..
ResponderExcluirIsto é sonho, mesmo. Jamais se tornará realidade enquanto o povo eleger gente despreparada, como Zenaldo, Jatene e tantos outros governantes.
ResponderExcluirBelém e o seu povo merecem isto e muito mais.
ResponderExcluirCaso o Zenaldo não coloque gente capacitada para gerir a execução do projeto Brt terrestre, ele e a ´tucanada`serão atropelados nas urnas eleitorais, jamais terão os votos dos belenenses. Mas, Deus nos livre dos Barbalho!
ResponderExcluirAcho que houve um grande engano do Sidou.
ResponderExcluirEm Alegrete, no sudoeste do Rio Grande do Sul é tipicamente um Município desenvolvido às custas da agropecuária, mas trem elevado, monotrilho e assemelhados não há por lá, não! O que existe lá pelo Sul fica em Porto Alegre, capital do Estado, que foi recentemente inaugurado com a inclusão de mais dois trens. Em Belém não há dinheiro suficiente para obras desse porte, além das dificuldades preliminares a serem resolvidas como o cabeamento de redes elétricas, telefônica e de tv a cabo, que exigirão muito tutano para serem alteradas (na verdade, deverão, nesse caso, serem subterrâneas). Concordo com o Madison: o BRT, que serviu apenas como obra de fachada pre-eleitoral, ficará longe de atender as necessidades que Belém exige como melhoria da mobilidade urbana. Para isso, será necessário investir nas "ruas" de Belém, cantadas em versos do Ruy Barata "...esse rio é minha rua". Falo do meio fluvial, para quem não entender de versos nem tampouco de acessos...