Jornal Amazônia
O Ministério Público Estadual (MPE) recomendou que a Associação Paraense de Supermercados (Aspas) adie por três meses a decisão de suspender o parcelamento de compras no cartão de crédito nos supermercados. O objetivo seria dar mais tempo para que o consumidor se prepare para a novidade. Ontem, após a reunião, o presidente da Aspas, José Antônio Oliveira, afirmou que a decisão que estava prevista para entrar em vigor no próximo dia 31 de março pode ser revista pelos empresários. "Vamos repensar esta decisão com os associados e ver como iremos fazer mais lá na frente", afirmou Oliveira, reconhecendo o impacto negativo que a notícia teve entre os clientes.
Ele afirmou que atualmente a maioria das pessoas que compra nos supermercados, setor que movimenta no Estado mais de R$ 6 bilhões por ano, o faz de forma parcelada. Porém, destaca as dificuldades que o mercado tem sentido de garantir esta facilidade sem repassar as custas da oepração ao preço dos produtos. Segundo ele, a diferença no valor das taxas cobradas pelas operadoras de crédito entre 30 e 60 dias pode chegar a mais de 70%. "E o prazo quem dá somos nós", afirmou Oliveira, citando o caso da sua própria empresa que há dois anos vem tentando renegociar esta taxa cobrada pelas operadoras de cartão de crédito, mas sem sucesso.
Costume - Na avaliação da promotora de Justiça de Defesa do Consumidor, Joana Coutinho, o tempo dado pelos supermercados foi muito curto para que o consumidor pudesse traçar outras estratégias de pagamento. Por isso, ontem, durante a reunião com os supermercadistas, ela ressaltou que, apesar da venda parcelada ser uma opção das empresas, regulada pelas regras da livre concorrência, este já era um costume do consumidor paraense e que, portanto, deveria ser levado em consideração pelos empresários.
"O costume é um princípio legal do direito. Hoje, o cartão de crédito, para muitos consumidores, passa a ser uma extensão da renda. O Ministério Público age em defesa do consumidor e entende que ele precisa de um tempo para se adequar às novas regras, se preparar para fazer suas compras de outra forma. A forma de pagamento não pode ser mudada de uma hora para outra", afirmou.
Outro ponto que pode influenciar no adiamento desta suspensão é o fato de que nem todos os supermercados aderiram à medida proposta pela Aspas. O percentual de adesão, segundo a própria associação, era de 70% das lojas dos 32 associados. Agora, a medida não será mais coletiva, mas determinada individualmente por cada supermercado.
Ele afirmou que atualmente a maioria das pessoas que compra nos supermercados, setor que movimenta no Estado mais de R$ 6 bilhões por ano, o faz de forma parcelada. Porém, destaca as dificuldades que o mercado tem sentido de garantir esta facilidade sem repassar as custas da oepração ao preço dos produtos. Segundo ele, a diferença no valor das taxas cobradas pelas operadoras de crédito entre 30 e 60 dias pode chegar a mais de 70%. "E o prazo quem dá somos nós", afirmou Oliveira, citando o caso da sua própria empresa que há dois anos vem tentando renegociar esta taxa cobrada pelas operadoras de cartão de crédito, mas sem sucesso.
Costume - Na avaliação da promotora de Justiça de Defesa do Consumidor, Joana Coutinho, o tempo dado pelos supermercados foi muito curto para que o consumidor pudesse traçar outras estratégias de pagamento. Por isso, ontem, durante a reunião com os supermercadistas, ela ressaltou que, apesar da venda parcelada ser uma opção das empresas, regulada pelas regras da livre concorrência, este já era um costume do consumidor paraense e que, portanto, deveria ser levado em consideração pelos empresários.
"O costume é um princípio legal do direito. Hoje, o cartão de crédito, para muitos consumidores, passa a ser uma extensão da renda. O Ministério Público age em defesa do consumidor e entende que ele precisa de um tempo para se adequar às novas regras, se preparar para fazer suas compras de outra forma. A forma de pagamento não pode ser mudada de uma hora para outra", afirmou.
Outro ponto que pode influenciar no adiamento desta suspensão é o fato de que nem todos os supermercados aderiram à medida proposta pela Aspas. O percentual de adesão, segundo a própria associação, era de 70% das lojas dos 32 associados. Agora, a medida não será mais coletiva, mas determinada individualmente por cada supermercado.
Nem ASPAS nem Ministério Público.
ResponderExcluirParcelar a compra não encarece para os supermercadistas tanto assim (quase nada!).
Por outro lado, adiar a decisão não vai "adequar os compradores às novas regras".
Ganância do comércio e mau hábito dos consumidores de empurra o débito com a barriga.
O que poderia ser feito era reduzir paulatinamente o parcelamento.
Finalmente, é mentira da ASPAS que a medida busca evitar aumento nas prateleiras. Com ou sem parcelamento os preços continuarão os mesmos. A diferença, e essa é a verdadeira razão, o lucro vem mais rapidamente para os cofres.