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domingo, 18 de maio de 2014

Vale a pena ler: Velhas novas lições

Por Francisco Sidou (  chicosidou@hotmail.com), jornalista
Parece jogada ensaiada. Os sindicalistas rodoviários pleiteiam justamente, claro, reajustes salariais. Afinal, a inflação corrói lenta,mas progressivamente, o poder aquisitivo dos assalariados.Os patrões, compreensivos, aceitam dar o reajuste, mas desde que os rodoviários façam primeiro uma greve barulhenta para chamar a atenção da imprensa e causar mais incômodos à população. De preferência, que façam uma "pedida" de reajuste bem acima daquilo que vai ser dado. Tudo combinado. Então os notáveis do Conselho Municipal de Transportes se reúnem para analisar a planilha de custos e definir o índice de reajuste das passagens. Chega-se então a essa brilhante proposta de se elevar o custo da passagem de R$-2,20 para R$-2,43. Parece até que esses 0,3 centavos embutidos nesse "estudo técnico" ,no qual se embasa a tal planilha, são fruto de uma mente perversa, com o propósito de proporcionar mais atropelos aos passageiros e mais lucros para os insaciáveis donos do negócio. Alguém, por acaso, ainda porta centavos em suas carteiras? Logo, a passagem acaba sendo arredondada para R$-2,45. O transporte coletivo em Belém é precário e os ônibus verdadeiras carroças. Mas em nenhum momento das negociações com os empresários desse negócio se coloca na mesa a renovação da frota ou uma repaginada no planejamento do tráfego com a redefinição de algumas linhas que demandam quase sempre o Ver-o-Peso e a Av. Presidente Vargas, causando verdadeiro caos em horas de picos. Na bagunça do trânsito sem ordem todo mundo buzina e ninguém tem razão. Agressões e ameaças são apenas o pano de fundo de um trânsito caótico/neurótico de uma cidade congestionada e travada. Em meio a esse cenário nada saudável para a qualidade de vida da população, vem aí novos capítulos de uma novela já conhecida, mas nada edificante. Mais licitações para novas linhas de ônibus. Fala-se tanto em novas linhas e os ônibus que circulam em Belém estão em petição de miséria, sucateados, sujos e fedorentos.. Quando são mandados do Rio para Belém já circularam na Cidade Maravilhosa pelo menos por 10 anos.

O cartel do Rio tem muitos tentáculos, um deles sufoca a população de Belém que usa transporte coletivo sucateado vindo da matriz...

Por que não se exige dos empresários de ônibus (tão sacrificados, coitadinhos...) a renovação de pelo menos 50% da frota que circula na cidade, alguns coletivos caindo aos pedaços, outros com goteiras, que se transformam em sucursal do inferno em dias de chuva ? As pessoas espremidas e estressadas parecem ser conduzidas como gado. Por que não se cria uma linha alternativa, com ônibus climatizados, mesmo com preço diferenciado ? Seu público-alvo seriam os donos de veículos que também estão estressados por que não mais encontram lugar para estacionar na cidade estrangulada, sem falar no assédio agressivo dos flanelinhas que se dão ao desplante de "guardar" (com cones) os lugares nas ruas para usufruto apenas de seus "clientes especiais". Muitos veículos deixariam de circular, diariamente, melhorando assim o fluxo do tráfego na cidade travada. Linhas circulares nos bairros com ônibus menores também seria uma opção para desafogar os principais e congestionados corredores de tráfego. Não se pode apostar apenas em uma solução do tipo BRT, que já chega com um atraso colossal em relação a outras alternativas de tráfego mais adequadas para metrópoles com mais de 1,5 milhão de habitantes, como os Veículos Leves sobre Trilhos (VLT e o Monotrilho , também conhecido como Aerotrem. No caso de Belém, caberia uma integração entre os dois sistemas , o BRT - que já está em andamento, mesmo aos trancos e barrancos - viria até São Brás, onde precisaria ser construída uma estação de integração com o deslocamento da atual Rodoviária para a Avenida Independência, novo e importante corredor de entrada e saída da cidade, que o governo do Estado pretende inaugurar até julho. De Icoaracy até o Entroncamento e de São Brás até o Ver-o-Peso não vislumbro outra solução melhor que o sistema monotrilho (aéreo), por absoluta falta de condições de se efetuar novas intervenções nos moldes do BRT na Almirante Barroso em vias como a Rodovia Augusto Montenegro ou Gov. José Malcher, por exemplo.
Vamos ousar, senhor prefeito Zenaldo ?

Do contrário, não teremos muita coisa para comemorar nos 400 anos de Belém. Nem a sua Comissão de Notáveis, que elabora a programação, vai ter algo a fazer, mesmo com o brilhante currículo e boas intenções de seus ilustres membros. 

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