Para sair do papel, o acordo coletivo, divulgado na intranet da empresa, depende de negociação com a Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Além de propor redução salarial e das horas trabalhadas nos escritórios, a petroleira quer reduzir a carga de trabalho de dez para oito horas diárias em unidades operacionais, como plataformas e refinarias.
No dia 26 de agosto, a nova direção da empresa havia anunciado que promoveria um corte de “gastos operacionais gerenciáveis” de US$ 12 bilhões até 2019. Na prática, a petroleira vai suspender direitos até então garantidos aos seus trabalhadores - 80,9 mil funcionários próprios e 200 mil terceirizados. Em resposta ao Broadcast, a Petrobrás informou que “está aberta ao diálogo para as negociações sobre o acordo”.
Para o representante dos funcionários no conselho de administração, Deyvid Bacelar, a retirada de benefícios e direitos dos trabalhadores é um retrocesso. “Isso é gasolina que a companhia jogou sobre a categoria, agora basta acender um fósforo”, ironizou. “Se a categoria brincar, a empresa pode retirar outros direitos. O governo federal, como acionista controlador, tem responsabilidade sobre esse processo. Não tenho dúvida que vamos ter grande adesão para uma greve forte na categoria.” (Estadão)
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