Preso desde o ano passado em Curitiba (PR), Fernando Soares, também conhecido como Baiano e acusado de ser um dos “operadores” do esquema de desvios na Petrobrás, afirmou ao Ministério Público Federal ter feito pagamentos ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o jornal O Globo, Baiano relatou, em acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal, o pagamento de aproximadamente R$ 2 milhões a Fábio Luís, filho mais velho de Lula.
O repasse de recursos teria sido destinado ao pagamento de despesas pessoais de Lulinha, como o empresário é conhecido. Um profissional com acesso aos autos da Operação Lava Jato confirmou ao Estado a citação ao filho do ex-presidente, porém não soube precisar os valores.
Outro lado - O advogado Cristiano Zanin Martins, que representa o filho do ex-presidente Lula, negou as afirmações de Baiano. “O sr. Fabio Luís Lula da Silva jamais recebeu qualquer valor do delator mencionado”, afirmou. O Instituto Lula, mantido pelo ex-presidente, não comentou.
As afirmações de Fernando Baiano incluem também campanhas presidenciais do PT em 2006, quando Lula disputou a reeleição, e em 2010, ano da primeira candidatura de Dilma Rousseff ao Planalto.
Ainda de acordo com O Globo, na mesma delação, Baiano teria admitido contato com Eduardo Cunha (PMDB), porém sem fazer qualquer revelação mais comprometedora a respeito do presidente da Câmara. Fernando Baiano é apontado como lobista do PMDB no esquema de desvios da Petrobrás e alvo investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato.
Baiano foi preso em novembro de 2014, na Operação Juízo Final, etapa da Lava Jato que alcançou o braço empresarial do esquema de corrupção na Petrobrás. Em uma primeira ação, Fernando Soares foi condenado a uma pena de 16 anos e um mês de prisão. Ele ainda responde a outros processos no âmbito da Lava Jato.
Segundo o jornal O Globo, Baiano relatou, em acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal, o pagamento de aproximadamente R$ 2 milhões a Fábio Luís, filho mais velho de Lula.
O repasse de recursos teria sido destinado ao pagamento de despesas pessoais de Lulinha, como o empresário é conhecido. Um profissional com acesso aos autos da Operação Lava Jato confirmou ao Estado a citação ao filho do ex-presidente, porém não soube precisar os valores.
Outro lado - O advogado Cristiano Zanin Martins, que representa o filho do ex-presidente Lula, negou as afirmações de Baiano. “O sr. Fabio Luís Lula da Silva jamais recebeu qualquer valor do delator mencionado”, afirmou. O Instituto Lula, mantido pelo ex-presidente, não comentou.
As afirmações de Fernando Baiano incluem também campanhas presidenciais do PT em 2006, quando Lula disputou a reeleição, e em 2010, ano da primeira candidatura de Dilma Rousseff ao Planalto.
Ainda de acordo com O Globo, na mesma delação, Baiano teria admitido contato com Eduardo Cunha (PMDB), porém sem fazer qualquer revelação mais comprometedora a respeito do presidente da Câmara. Fernando Baiano é apontado como lobista do PMDB no esquema de desvios da Petrobrás e alvo investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato.
Baiano foi preso em novembro de 2014, na Operação Juízo Final, etapa da Lava Jato que alcançou o braço empresarial do esquema de corrupção na Petrobrás. Em uma primeira ação, Fernando Soares foi condenado a uma pena de 16 anos e um mês de prisão. Ele ainda responde a outros processos no âmbito da Lava Jato.
Lula no centro da Lava Jato
No site O Antagonista
Líderes da oposição acham que a denúncia de que Fernando Baiano pagou R$ 2 milhões em despesas de Fabio Luís, o Lulinha, colocam o próprio Lula definitivamente no centro das investigações da Lava Jato.
"Se Lula que é o pai, fez o que fez, agora com os filhos enriquecendo, abusando da influência dele, não seria diferente. O fato vem a agregar aos desmandos das pessoas que integram esse esquema criminoso", disse à Folha o líder do PPS, Rubens Bueno.
"O fato novo é grave e merece uma investigação profunda e aberta. Só assim podemos identificar e acelerar a prisão do cabeça de todo o esquema do petrolão", disse Ronaldo Caiado, líder do DEM no Senado.
"Se Lula que é o pai, fez o que fez, agora com os filhos enriquecendo, abusando da influência dele, não seria diferente. O fato vem a agregar aos desmandos das pessoas que integram esse esquema criminoso", disse à Folha o líder do PPS, Rubens Bueno.
"O fato novo é grave e merece uma investigação profunda e aberta. Só assim podemos identificar e acelerar a prisão do cabeça de todo o esquema do petrolão", disse Ronaldo Caiado, líder do DEM no Senado.
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