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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Hospital para tratamento oncológico infantil é inaugurado em Belém

Inauguração de hospital é marcada por protesto (Foto: Antonio Silva) 
No jornal "O Liberal"
O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, primeiro hospital público da Amazônia especializado no tratamento de câncer para crianças e jovens de até 19 anos no Estado, foi inaugurado na manhã de ontem (12), em Belém. Cerca de R$ 80 milhões foram investidos no novo espaço, entre a estrutura física e equipamentos. O hospital, anexo ao Hospital Ophir Loyola, tem um centro médico com 108 leitos, sendo dez de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura tem capacidade para atender 15 pacientes concomitantes na quimioterapia e fazer 1.320 consultas de ambulatório por mês e 378 internações.

“Esse hospital é um ganho para todo o Estado. Teremos mais de 100 leitos para prestar um melhor atendimento para as crianças que tanto precisam de um tratamento especializado. É com obras com essa que damos dignidade ao nosso povo. Faço questão de dizer para cada paraense que esse hospital é público. Nenhum paraense, nenhum brasileiro, nenhum cidadão precisa pagar absolutamente nada além dos impostos que paga normalmente, para ter acesso, pois foi feito com o imposto que todo mundo paga. É um hospital de altíssima qualidade, de referência e faz parte de uma estratégia de implantação de serviços públicos de média e alta complexidade em todo o Estado que, por sinal, era um dos grandes desafios que estamos enfrentando”, afirmou o governador.

O novo hospital conta com profissionais de diversas áreas, entre médicos, equipe de enfermagem, multiprofissional, administrativo e apoio trabalharão para prestar o melhor atendimento aos pequenos pacientes. O espaço também conta com um solário localizado no quinto andar, além de outras áreas que amenizam o tratamento médico das crianças com câncer, como brinquedoteca e sala de música.
No jornal Diário do Pará
Inauguração de hospital é marcada por protesto 
O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, anexo do Hospital Ophir Loyola, foi inaugurado na manhã desta segunda-feira (12) em meio a protestos. Servidores do Ophir e membros da Associação dos Concursados do Pará (Asconpa) estavam com cartazes gritando em frente ao local, que tinha a presença do governador Simão Jatene. Quando Jatene falava, os manifestantes gritavam "Pega ladrão, pega ladrão!".

Os servidores do hospital reclamavam das péssimas condições de trabalho. “Tiraram a alimentação noturna e substituíram por café preto e pão. O hospital ficou desprovido de materiais clínicos importantes. O atendimento das demandas já estão precárias, mal dá pra se atender a necessidade”, explicou o servidor Edmilson Amaral.

O servidor ainda disse que falta itens básicos de atendimentos para o Centro de Matreiras Esterilizados, banco de sangue, laboratórios, nutrição, entre outros. - "Pedimos mais servidores para o hospital e não a privatização dos serviços", acrescentou Edmilson.
No blog da Franssinete Florenzano
Todos os brasileiros podem - e devem - exercer seu direito de crítica. Para isso muitos morreram durante a ditadura, defendendo a livre manifestação e expressão do pensamento. Agora, empastelar a inauguração do primeiro hospital público da Amazônia especializado no tratamento de câncer em crianças e jovens de até 19 anos, o único hospital público de toda a região Norte que vai ofertar especialmente serviço oncológico pediátrico gratuito, é cruel. Pois um grupo de ativistas políticos, usando estridentes apitos, cartazes e, ainda, gritando impropérios, tumultuou a programação, mesmo nos momentos em que crianças do grupo de percussão da Fundação Pro Paz se apresentaram, ao lado do cantor e compositor Alcyr Guimarães, além da cantora lírica Gabriella Florenzano e da pianista Leandra Vital - que doaram sua arte em prol das crianças -, cercados de muitos pequeninos que brincavam em mesas espalhadas sob o toldo de proteção, aproveitando o feriado nacional de Nossa Senhora de Aparecida e o Dia das Crianças.

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