Murilo Benício interpretou Tufão em Avenida Brasil
João Nogueira ao lado de Júnior
A ‘Bíblia do Flamengo’, de Luís Miguel Pereira e prefácio
de Zico, foi escolhida como livro oficial dos 120 anos do clube. O autor
português, apaixonado pelo time da Gávea, representa a força que o
vermelho e o preto têm no mundo. As cores, aliás, deram título a outra
publicação literária, de Ruy Castro: ‘O Vermelho e o Negro - A Pequena
Grande História do Flamengo.’
Jorge Ben Jor cantou o sentimento de expectativa com mais
uma falta para ‘o camisa 10 da Gávea’ bater e pediu para Fio Maravilha
fazer ‘mais um para a gente ver.’ Já Moraes Moreira transformou em frevo
a dor de não poder mais assistir aos gols de Zico, que havia se
transferido para o futebol italiano, e lembrou a gaitinha de Ary
Barroso. Na cadência do samba, João Nogueira decretou que domingo era
dia de ver mais um baile do Flamengo no Maracanã. Em 1995, ano do
centenário do clube, na Avenida, a Estácio de Sá avisou: ‘Vesti
rubro-negro, não tem para ninguém.’
O cinema angariou
recursos que ajudariam a erguer o estádio da Gávea. ‘Alma e corpo de uma
raça’, dirigido por Milton Rodrigues, irmão de Nélson, estreou em 15 de
novembro de 1938, com o ex-presidente Getúlio Vargas na plateia. O
filme ‘Uma vez Flamengo’, de Ricardo D’Halvor Solberg, mostrou a relação
de amor entre o carioca, com o torcedor rubro-negro como referencial.
‘Flamengo Paixão’, de David de Neves, contou conquistas do clube pelo
olhar do torcedor.
Da poltrona do cinema para o sofá de casa, famílias, por
todo o Brasil e não só rubro-negras, se reuniram para torcer por Duda
(Cláudio Marzo), um dos ‘Irmãos Coragem’, que brilhou com a camisa do
Flamengo no horário nobre. A novela foi ao ar pela primeira vez em 1970,
criação de Janete Clair e direção de Daniel Filho. Em remake de pouco
sucesso, em 1995, Dias Gomes e Marcílio Moraes atualizaram a trama, com
Marcos Winter escalado de craque fictício.


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