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sábado, 21 de novembro de 2015

Aécio diz que Dilma virou "mera inauguradora do Minha Casa, Minha Vida"

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, voltou a criticar a presidente Dilma Rousseff ontem (20/11), durante evento do partido, em Belo Horizonte, para comemorar o Dia da Consciência Negra. Segundo ele, a agenda de reivindicações que pede o impeachment da petista é uma demanda dos brasileiros. Ele traçou um quadro de mais dificuldades para o Brasil em 2018 no campo econômico. Segundo o tucano, a situação de aumento de desemprego e baixa de investimentos vai levar a população a expressar a vontade de tirar a presidente do poder. “Para o PSDB o calendário constitucional está aí, em 2018. O PSDB estará preparado para ele, mas, se o Brasil continuar sendo desgovernado como hoje, e a presidente da República uma mera inauguradora de Minha Casa, Minha Vida, acho que a população brasileira é que vai pedir o seu afastamento”, disse.

O senador por Minas afirmou ainda que o partido vai se dedicar a criar uma espécie de agenda alternativa para o que ele chamou de “dia seguinte” à gestão petista. As lideranças tucanas vão se encontrar em dezembro para criar um conjunto de propostas sociais para enfrentar a crise. “O Brasil entra no ano de 2016 com o desemprego lá no alto, com inflação saindo do controle, com as pessoas endividadas como nunca tiveram. Precisamos ter uma solução para isso, para o dia seguinte do PT no governo, e é isso que vamos construir agora ainda este ano, a partir do dia 8, um conjunto de propostas no campo social que possa minimizar os efeitos dessa trágica crise na qual o PT nos mergulhou”, afirmou.

Negando que a ideia de impeachment tenha partido do ninho tucano, mas de uma vontade popular devido a conjuntura, Aécio disse que a saída da presidente depende da vontade do Congresso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do avanço das investigações de irregularidades na Petrobras, no âmbito da Operação Lava-Jato.

Sobre as comemorações do Dia da Cosciência Negra, o presidente do PSDB disse que apoiar políticas inclusivas é forma de minimizar os efeitos do preconceito. “Vamos ser realistas: nosso país ainda discrimina e discrimina muito. Portanto, combater o preconceito, apoiar políticas inclusivas do ponto de vista do trabalho, da igualdade salarial, das oportunidades, valorizando também a presença cada vez maior dos negros nas escolas, nas universidades, será sempre uma prioridade para o PSDB”, comentou.

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