O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, voltou a criticar a
presidente Dilma Rousseff ontem (20/11), durante evento do
partido, em Belo Horizonte, para comemorar o Dia da Consciência Negra.
Segundo ele, a agenda de reivindicações que pede o impeachment da
petista é uma demanda dos brasileiros. Ele traçou um quadro de mais
dificuldades para o Brasil em 2018 no campo econômico. Segundo o tucano,
a situação de aumento de desemprego e baixa de investimentos vai levar a
população a expressar a vontade de tirar a presidente do poder. “Para o
PSDB o calendário constitucional está aí, em 2018. O PSDB estará
preparado para ele, mas, se o Brasil continuar sendo desgovernado como
hoje, e a presidente da República uma mera inauguradora de Minha Casa,
Minha Vida, acho que a população brasileira é que vai pedir o seu
afastamento”, disse.
O senador por Minas afirmou ainda
que o partido vai se dedicar a criar uma espécie de agenda alternativa
para o que ele chamou de “dia seguinte” à gestão petista. As lideranças
tucanas vão se encontrar em dezembro para criar um conjunto de propostas
sociais para enfrentar a crise. “O Brasil entra no ano de 2016 com o
desemprego lá no alto, com inflação saindo do controle, com as pessoas
endividadas como nunca tiveram. Precisamos ter uma solução para isso,
para o dia seguinte do PT no governo, e é isso que vamos construir agora
ainda este ano, a partir do dia 8, um conjunto de propostas no campo
social que possa minimizar os efeitos dessa trágica crise na qual o PT
nos mergulhou”, afirmou.
Negando que a ideia de
impeachment tenha partido do ninho tucano, mas de uma vontade popular
devido a conjuntura, Aécio disse que a saída da presidente depende da
vontade do Congresso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do avanço
das investigações de irregularidades na Petrobras, no âmbito da Operação
Lava-Jato.
Sobre
as comemorações do Dia da Cosciência Negra, o presidente do PSDB disse
que apoiar políticas inclusivas é forma de minimizar os efeitos do
preconceito. “Vamos ser realistas: nosso país ainda discrimina e
discrimina muito. Portanto, combater o preconceito, apoiar políticas
inclusivas do ponto de vista do trabalho, da igualdade salarial, das
oportunidades, valorizando também a presença cada vez maior dos negros
nas escolas, nas universidades, será sempre uma prioridade para o PSDB”,
comentou.
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