Na última sexta-feira, 8, comemoramos o 69º aniversário de David
Bowie, cantor inglês que morreu aos 69 anos, domingo (10) após 18 meses lutando contra um câncer. A data veio marcada com o lançamento de mais um álbum do camaleão
do rock. Sua capa resume-se a isso, uma estrela negra sob fundo branco, algo que lembrava luto. Chamamos de Blackstar. O
disco foi gravado com uma banda de jazz nova-iorquina. A crítica
especializada classificou o trabalho como introspectivo, sombrio, mais
frio que os anteriores.
O novo single do álbum é Lazarus. O nome faz referência ao
personagem bíblico Lázaro — segundo a Bíblia, um homem que estava morto e
foi ressuscitado por Jesus depois de quatro dias de sua morte. O
videoclipe que acompanha a canção exala cores frias. Tem quatro minutos.
Bowie está numa cama de hospital – embora o cantor comece dizendo que
está “no céu” – e luta para sair dela. Tenta remover suas ataduras (“Eu
tenho cicatrizes que não podem ser vistas”, diz um trecho da letra), sem
sucesso. É agonizante.
Durante aqueles quatro minutos, Bowie tenta escrever uma carta — ou
um testamento, um bilhete de despedida. Não sabemos. Quando termina,
entra em um guarda-roupa. Assim encerra o videoclipe. Seus últimos
versos são: “Eu estarei livre. Não é assim, como eu?”. Foi uma
despedida. Hoje, sabemos que Bowie finalmente se libertou da luta que
travava com aquela doença havia 1 ano e meio e deixou seu testamento
musical. Planejou o fim de sua vida e carreira com uma lucidez
assombrosa. Não entendemos. Veja o vídeo:
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