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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Mobilização contra mosquito

O ministro do Planejamento, Valdir Simão, garantiu ontem, em Belém, que não faltarão recursos públicos para o enfrentamento ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus.

“Precisamos trabalhar isso de forma constante, serena e consciente, pois essa é uma emergência em saúde”, acrescentou. Ele participou, na manhã de ontem, do mutirão de combate ao Aedes aegypti que ocorreu em todo o País para incentivar a população a ajudar na eliminação dos focos do mosquito.

Segundo o ministro Valdir Simão, o momento agora é de enfrentamento ao mosquito. “Essa é uma tarefa diária; 70% dos focos estão nas residências. As famílias precisam ter um olhar atento para identificar e eliminar esses focos”, disse. Ele destacou a mobilização das Forças Armadas nesse trabalho de conscientização da população. São 220 mil homens do Exército, Marinha e Aeronáutica atuando no Brasil, dos quais dez mil no Pará. Esse efetivo se soma aos servidores dos Estados e dos municípios.

O governador do Pará, Simão Jatene, afirmou que essa é uma luta necessariamente coletiva. “Precisamos estar unidos nesse enfrentamento”, disse. “Nenhuma esfera de governo, nem a soma das esferas dos governos, é mais importante que a mobilização da sociedade nessa luta”, afirmou. Ele disse que o Pará já chegou a registrar quase 300 mil casos de malária. Esse número caiu para seis mil casos em 2015. “Essa redução só foi possível com o engajamento cotidiano das pessoas, com essa consciência de que essa luta é no presente”, afirmou.

O prefeito Zenaldo Coutinho disse que Belém praticamente dobrou o número de agentes de endemias, passando de 500 para 863, chegando a 940 em março.

O general-de-Exército Carlos Alberto Neiva Barcellos, comandante Militar do Norte, disse que as Forças Armadas estão colocando à disposição da sociedade todos os seus meios de planejamento e logísticos. “É um dia nacional de esclarecimento à sociedade do combate ao mosquito”, afirmou.

No Pará, 6.275 pessoas estarão envolvidas na campanha, entre servidores públicos da área de Saúde do Estado, da capital e da União, Sociedade Brasileira de Infectologia, sociedade civil e profissionais da Defesa Civil, além de 35 agentes de saúde mirins da Fundação Pro Paz e 4.700 militares da Aeronáutica, Exército e Marinha. A maioria estará nas ruas fazendo este trabalho. A abertura oficial dos trabalhos ocorreu na praça Batista Campos.

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