Centenas de manifestantes a favor de Lula caminharam pelas ruas de Belém, na noite de ontem (18). O ato, organizado pela Frente Brasil Popular, em favor da democracia e também contra o impeachment da presidente Dilma, reuniu movimentos sociais, militantes e estudantes. Segundo os organizadores, cerca de 40 mil pessoas participaram do protesto. A Polícia Militar informou que não vai dar estimativa de participantes.
Em Belém a manifestação começou por volta das 18h15, saindo da Praça da República em direção à São Brás. O protesto foi encerrado por volta das 19h20, sendo acompanhado por um esquema de segurança formado por 500 policiais militares e 100 guardas municipais, segundo informou o Coronel Dilson Jr., comandante do CPC (Comando de Policiamento da Capital).
O representante da CUT, uma das entidades que faz parte da Frente Brasil Popular, Martinho Souza, explicou o objetivo do ato. 'O grande objetivo dessa manifestação é ser contra o golpe. É dizer para a direita nesse país que não vai assumir a Presidência da República dando golpe. Nós queremos defender a democracia. Nós também estamos brigando contra a reforma da Previdência, contra o ajuste fiscal. Queremos mais emprego, defendendo a democracia e garantindo direito aos trabalhadores', ressalta.
Protesto contrário - Um grupo também se reuniu em outro ponto a cidade, na Rua Antônio Barreto, esquina com a Avenida Doca Visconde de Souza Franco, para protestar contra o Governo da presidente Dilma Roussef e a favor do impeachment. O protesto contou com pessoas dos grupos ‘Corrente do Bem’, ‘Vem para a Rua’, ‘Movimento Brasil Livre’ (MBL) e o ‘Movimento da Defesa Nacional’. Trinta e sete policiais militares do Canil observaram a manifestação para impedir depredações de patrimônio e qualquer tipo de confusão. ‘A Dilma vai cair porque ela deu um tiro no pé ao nomear o Lula como ministro. Hoje ele não é mais ministro’, falou um dos organizadores da manifestação e integrante do grupo 'Corrente do Bem', o publicitário Murilo Guimarães, 47 anos. Segundo informou a Polícia Militar, nenhum confronto foi registrado nas duas manifestações.

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