O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou, na tarde de ontem, resolução para que médicos de todo o Brasil orientem seus pacientes a realizarem os exames de hepatites B e C, sífilis e HIV com o objetivo de acelerar os diagnósticos. Em coletiva de imprensa, o presidente do conselho, Carlos Vital (foto), ressaltou a importância da recomendação. “Esperamos que, a partir dessa recomendação, os médicos façam a doutrina da proteção para que possamos ter um índice muito menor de pessoas que não conhecem o seu diagnóstico”, afirmou. Conforme dados do último levantamento do Ministério da Saúde, as notificações de aids no Brasil atingiram quase 40 mil casos.
As novas orientações foram apresentadas na sede do CFM, em Brasília. O infectologista do CFM Dirceu Greco relatou que cerca de 25% dos casos de HIV são diagnosticados quando o paciente já apresenta baixa contagem de linfócitos CD-4, células de defesa do organismo, o que implica em uma imunidade muito menor contra as doenças oportunistas que levam ao óbito.
O coordenador do Comitê de Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia, Valdez Madruga, considera que, ainda em caráter arbitrário, a recomendação é um grande avanço e deveria ser seguida para evitar diagnósticos tardios. “Ainda existe muita gente que não quer fazer e muitos médicos que se sentem constrangidos em propor os testes, mas é algo necessário, porque as infecções têm crescido cada vez mais”, salientou o médico.
Ainda na coletiva, Vital reiterou que os exames de diagnósticos das três doenças são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (Sus), bem como o tratamento ao vírus HIV em caso de diagnóstico “É uma conquista do SUS que deve ser ampliada cada vez mais e, para isso, precisa da adesão tanto dos médicos quanto dos pacientes”, informou.
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