Queda de braço O Planalto reconhece que a adesão aos
protestos pró-impeachment foi expressiva, mas aposta no ato do dia 18,
com a presença de Lula, para mostrar resistência. O governo admite, no
entanto, que dificilmente conseguirá número similar nas manifestações
pró-Dilma. Com o veto deste domingo, petistas se apegam às vaias aos
tucanos como sinal de que o espólio das ruas não foi conquistado pela
oposição. Parece pouco para quem terá de enfrentar duríssima votação do
impeachment.
Quanto pior Na avaliação do PT, a hostilização ao
governador Geraldo Alckmin e ao senador Aécio Neves na Paulista mostra
que a situação política no país é ainda mais preocupante, com uma
“raiva” generalizada em relação a todos os partidos.
Exagero? “A história já mostrou diversas vezes que
quando há a negação da política, a sociedade corre sério risco de cair
em regimes ditatoriais. Não sabemos para onde vamos”, diz um dirigente
petista.
Inflexão Embora não deixe de reconhecer a repulsa ao
PT, ao ex-presidente Lula e ao governo Dilma Rousseff, parte do PT viu
nos atos deste domingo espaço para que a presidente passe a dar mais
atenção às pautas da esquerda e dos movimentos sociais.
Tô de olho Na terça-feira (15), os coordenadores
estaduais do MBL (Movimento Brasil Livre) vão ao Congresso para
pressionar os parlamentares a acelerar o processo de impeachment.
Reflexão
Aliados de Lula que ainda defendem que o petista assuma um ministério
para adquirir foro privilegiado disseram ao ex-presidente concordar com o
fato de que ele viraria herói se fosse preso — mas o título não se
estenderia para sua família.
Família ê! Caso o petista entre para o governo,
advogados próximos avaliam as chances de Lula puxar consigo para o
Supremo as investigações sobre seus parentes.
Lei da física Há um ano, quando a popularidade de
Dilma despencou, petistas foram a Lula pedir que ele assumisse um
ministério. “Não vai dar. Duas pessoas não ocupam a mesma cabeceira”,
respondeu o ex-presidente.
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