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quarta-feira, 13 de abril de 2016

MBL vai ao STF por impeachment de Marco Aurélio e cita ministro

BRASÍLIA, DF, BRASIL 17.12.2015. Ministro Marco Aurélio participa da reunião do STF. Supremo Tribunal Federal retoma, em sessão plenária, julgamento dos ritos do processo de impeachment do mandato da presidente Dilma Rousseff. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
O MBL (Movimento Brasil Livre) recorreu ontem para que o STF (Supremo Tribunal Federal) determine ao Senado que dê prosseguimento ao processo de impeachment do ministro Marco Aurélio Mello.

Segundo a ação, não cabe ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fazer análise de mérito para dar início ao processo de impedimento.

O movimento cita inclusive decisão de Marco Aurélio que recentemente determinou que a Câmara comece a analisar o processo de impeachment do vice-presidente Michel Temer também por entender que não era atribuição do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avaliar o mérito do pedido de impedimento de Temer.

"Nestes moldes, observando-se a forma da disposição legal retro e, tomando por base a recente jurisprudência, que abaixo é colacionada, não cabe ao presidente do Senado, ora Impetrado o juízo de valor sobre o recebimento, ou não, da representação por crime de responsabilidade apresentada", diz o texto do advogado Rubens Alberto Gatti Nunes.

Na semana passada, Renan arquivou pedido de impeachment do ministro do STF protocolado pelo Movimento Brasil Livre, que defende a saída da presidente Dilma Rousseff.

O peemedebista comunicou sua decisão ao plenário nesta noite e, durante sua fala, teceu críticas veladas à decisão do ministro que determinou à Câmara dos Deputados dar seguimento ao pedido de impeachment do vice-presidente.

"Não podemos ser levianos com a democracia, não podemos menosprezar ou subestimar a importância da separação dos Poderes da República. É hora mais do que nunca de o Poder Legislativo ser Poder Legislativo, o Poder Judiciário atuar como Poder Judiciário e o Poder Executivo se portar como Executivo. Cada um exercendo e se limitando a sua competência. A interferência de um poder no outro é o maior desserviço que se pode fazer à República", disse.

Apesar das críticas, Renan afirmou que o ministro não cometeu crime de responsabilidade, como alegado pelo MBL.

Para o grupo, Marco Aurélio passou por cima da separação dos três Poderes da República ao intervir em um ato do presidente da Câmara, que havia arquivado o processo contra Temer. O presidente do Senado também informou que o representante do MBL, Rubens Nunes, que foi quem protocolou o pedido, não anexou à denúncia todos os seus documentos pessoais exigidos.

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