Aula de pragmatismo Os três partidos que negociam
espaços no governo — PP, PR e PSD — decidiram em conjunto deixar o
anúncio da nova configuração de ministérios para depois da votação do
impeachment em plenário. A avaliação é que, se Dilma Rousseff sobreviver
ao processo, precisará do “centrão” para governar e, portanto, cumprirá
o acordo. Mas, na hipótese da petista tombar pelo caminho, ao menos se
livram da foto da posse e elevam o passe para negociar com o governo do
dia seguinte.
Última hora A declaração de apoio à petista, porém,
teria de ocorrer antes da votação. O PP, que deve combinar com as demais
legendas parceiras a data do anúncio, já fala em se posicionar somente
em 11 de abril — a menos de uma semana do dia D.
Armados O Planalto adotou a tática do “bateu, levou”
no contato com veículos de imprensa. Em tom nitidamente mais
beligerante, a ordem é não deixar nada sem resposta. “É guerra, senhoras
e senhores”, dizem palacianos.
Diga “x” A doze dias da data prevista para a votação
do impeachment no plenário (17), a fotografia captura a seguinte
imagem: alto percentual de indecisos e crescente desgaste de Michel
Temer — agravado com a proposta de eleições gerais.
Vento ventania Um líder partidário entusiasta do
impeachment dizia ontem (4) em tom de lamento: “Os ventos parecem
mesmo que estão mudando”.
Só na hora A oposição pondera: uma coisa é o líder vender, outra é o deputado entregar.
Do contra Governo e PT estão pessimistas com a
possibilidade de o STF definir esta semana se o ex-presidente Lula
poderá assumir a Casa Civil. Hoje, a tendência na Corte é permitir que o
petista assuma o cargo.
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