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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Obama: "O ataque nos lembra como é fácil colocar as mãos em armas de fogo"

"Qualquer ataque contra qualquer norte-americano é contra todos nós", afirmou Obama
O presidente norte-americano Barack Obama realizou pronunciamento, neste domingo (12), na Casa Branca, a respeito do ataque em boate gay que matou mais de 50 pessoas, em Orlando, na Flórida. Em sua fala, o governante dos EUA indicou necessidade de revisão na lei que permite o acesso a armas de fogo no país.

"Hoje é o dia do pior ataque do país. Isso nos lembra como é fácil colocar as mãos em arma e atirar em pessoas nos teatros, cinemas. Temos que decidir se esse é o tipo de país em que queremos estar", afirmou Obama.

No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o governo federal vai disponibilizar todos os recursos possíveis para as investigações para esse caso. Ele afirmou, ainda, que as apurações do FBI indicam ato de terrorismo. Ele também manifestou agradecimento aos policiais que agiram no momento do tiroteio: "Temos profunda gratidão aos policiais que correram para lá com coragem. Eles salvaram vidas e evitaram que fosse uma situação pior. Jamais poderemos agradecer o suficiente".

Obama também fez referência aos valores norte-americanos, que não devem ser abalados com o atentado. "Qualquer ataque contra qualquer cidadão norte-americano, seja de qualquer orientação sexual ou religião, é um ataque contra todos nós e sobre os valores e a dignidade que nos faz norte-americanos. Mas nenhum atentado mudará isso. Manteremos nossos valores", comentou o presidente.

Ao final do pronunciamento, o líder deixou uma mensagem às famílias e ressaltou a necessidade de "amar uns aos outros": Orem por eles e por suas famílias. Que Deus dê forças a eles. Precisamos demonstrar que nós somos um país pelo jeito que vivemos, mais do que pelo ódio que tirou a vida dessas pessoas. Diante do ódio, vamos amar uns aos outros. Não vamos abrir mão disso pelo medo. Vamos nos manter unidos como norte-americanos e agir contra essas pessoas que nos ameaçam. Esperamos que essas famílias consigam ser consoladas".

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