A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, pediu desculpas por um trecho da entrevista que concedeu, no início da semana, à jornalista Renata Lo Prete, da GloboNews.
Ao tratar da Operação Lava Jato e do julgamento do caso no Supremo, a ministra afirmou que os ministros não eram autistas. E afirmou que a Corte teria, neste caso, o mesmo empenho que houve no julgamento do mensalão.
O uso do termo provocou reações, inclusive da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Neste sábado, a ministra divulgou o pedido de desculpas. “Peço desculpas por isso e esclareço, ainda uma vez, que jamais tive a intenção de ofender ou de manifestar discriminação”, afirmou em nota publicada abaixo:
"Em entrevista concedida há alguns dias, fiz uso –sem qualquer motivação de ofensa ou desqualificação– a condição autista. Recebi manifestações –justas e motivadas– de que o uso era indevido e poderia ser interpretado como ofensivo.
Vivo o cuidado com uma linda e querida pessoa em família que tem essa qualidade, pelo que jamais poderia me passar ser assim interpretada.
Diante da repercussão, sei agora que não poderia ter feito uso da palavra, pois poderia ensejar má interpretação.
Peço desculpas por isso e esclareço, ainda uma vez, que jamais tive qualquer intenção de ofender ou de manifestar discriminação, no meu caso impossível, como disse, pela experiência familiar. a) CÁRMEN LÚCIA ANTUNES ROCHA."
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