Por Eliane Cantanhêde - Estadão
A verdade que precisa ser dita (ou escrita) com todas as letras é que, apesar de todas as crises, ou por causa delas, nunca antes na história deste País houve melhores condições para as reformas estruturais que assegurem um crescimento sustentável. Essas condições favoráveis são bem mais políticas do que econômicas, mas mesmo os indicadores da economia começam a colaborar. Quanto às delações da Odebrecht: o mercado teme, mas quer o avanço da Lava Jato.
A verdade que precisa ser dita (ou escrita) com todas as letras é que, apesar de todas as crises, ou por causa delas, nunca antes na história deste País houve melhores condições para as reformas estruturais que assegurem um crescimento sustentável. Essas condições favoráveis são bem mais políticas do que econômicas, mas mesmo os indicadores da economia começam a colaborar. Quanto às delações da Odebrecht: o mercado teme, mas quer o avanço da Lava Jato.
Fernando Henrique deu o primeiro passo na reforma da Previdência e Lula
deu o segundo, mas nenhum concluiu o serviço. FHC, porque perdeu força
política no segundo mandato. Lula, porque preferiu apostar no dueto
crédito-consumo, sem ameaçar um tico de sua imensa popularidade em
reformas polêmicas que mexem com os ânimos da sociedade e os apoios das
corporações.
Dilma até encenou dar o terceiro passo da reforma, mas era tarde. Ela perdeu legitimidade e já não tinha popularidade, força no Congresso e credibilidade dos agentes econômicos depois que ficou evidente que a Dilma do segundo mandato só falava em reformas e tinha nomeado Joaquim Levy na Fazenda para corrigir os tremendos erros da Dilma do primeiro mandato.
Quanto a Michel Temer? Bem, não é um bom começo subir a rampa do Planalto empurrado por um impeachment, com baixos índices de aprovação e sem perspectiva de disparar no gosto popular. Logo, ele tem outra prioridade para não fazer feio: entregar em 2018 um País azeitado, com bases sólidas para o crescimento, gerar empregos e garantir aposentadorias.
Dilma até encenou dar o terceiro passo da reforma, mas era tarde. Ela perdeu legitimidade e já não tinha popularidade, força no Congresso e credibilidade dos agentes econômicos depois que ficou evidente que a Dilma do segundo mandato só falava em reformas e tinha nomeado Joaquim Levy na Fazenda para corrigir os tremendos erros da Dilma do primeiro mandato.
Quanto a Michel Temer? Bem, não é um bom começo subir a rampa do Planalto empurrado por um impeachment, com baixos índices de aprovação e sem perspectiva de disparar no gosto popular. Logo, ele tem outra prioridade para não fazer feio: entregar em 2018 um País azeitado, com bases sólidas para o crescimento, gerar empregos e garantir aposentadorias.
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