O governo continuará batalhando no próximo ano para realizar os gastos
obrigatórios, conter o Orçamento dentro do limite oficial – um déficit
primário de R$ 159 bilhões – e, se possível, aplicar um pouco mais de
dinheiro no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto de
lei orçamentária enviado ao Congresso no fim de agosto previa um buraco
de R$ 129 bilhões nas contas primárias. Uma atualização do projeto foi
remetida ao Legislativo segunda-feira passada, com o saldo negativo
revisto e novas projeções tanto da receita como de alguns grupos de
despesas. Para maior segurança, o Executivo editou duas medidas
provisórias (MPs), uma com aumento de Imposto de Renda sobre fundos
exclusivos, outra com providências mais duras: o reajuste salarial de
várias categorias do funcionalismo será adiado de 2018 para 2019 e a
contribuição previdenciária de alguns grupos de servidores passará de
11% para 14%. Este aumento valerá para a parcela dos salários acima do
limite máximo fixado para os benefícios da Previdência.
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