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sábado, 4 de novembro de 2017

Editorial - Estadão: Roteiro para um ano difícil

O governo continuará batalhando no próximo ano para realizar os gastos obrigatórios, conter o Orçamento dentro do limite oficial – um déficit primário de R$ 159 bilhões – e, se possível, aplicar um pouco mais de dinheiro no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto de lei orçamentária enviado ao Congresso no fim de agosto previa um buraco de R$ 129 bilhões nas contas primárias. Uma atualização do projeto foi remetida ao Legislativo segunda-feira passada, com o saldo negativo revisto e novas projeções tanto da receita como de alguns grupos de despesas. Para maior segurança, o Executivo editou duas medidas provisórias (MPs), uma com aumento de Imposto de Renda sobre fundos exclusivos, outra com providências mais duras: o reajuste salarial de várias categorias do funcionalismo será adiado de 2018 para 2019 e a contribuição previdenciária de alguns grupos de servidores passará de 11% para 14%. Este aumento valerá para a parcela dos salários acima do limite máximo fixado para os benefícios da Previdência. 

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