Ontem (11), com muita segurança e clareza, a santarena Sofia Lisboa, presidente da Caixa de Assistência aos Funcionários do Basa (CASF), fez uma importante é completa explanação sobre a atual situação administrativa e financeira da entidade que dirige há pouco mais de 40 dias. Demonstrou que o quadro é crítico, com sérios riscos da Casf encerrar as suas atividades, caso não seja cumprido um Plano de Recuperação ao longo dos próximos 24 meses, com redução de despesas e grandes aumentos dos valores das contribuições dos associados.
Para mostrar que a situação financeira é gravíssima, Sofia disse que a entidade está devendo aos seus prestadores de serviços (hospitais, clínicas, laboratórios, etc) aproximadamente 24 milhões de reais. A receita mensal é de 8,5 milhões.
Quem estava presente, ficou indignado ao saber que as diretorias anteriores cometeram erros de toda ordem, como por exemplo, permitir que os médicos contratados para dar assistência aos associados da Casf, em sua sede, atendessem clientes particulares em horários de expediente. Membros do Conselho Deliberativo recebiam salários sem participar de reuniões que nem sequer eram realizadas. Além disso, os registros contábeis estavam desatualizados e imprecisos.
Um fato constrangedor: o ex-presidente da diretoria que antecedeu a atual, estava presente, e escutou tudo ca-la-do, sem nada contestar o que foi dito sobre a sua péssima gestão.
Ao final do evento, que contou com expressivo número de associados, foram demonstradas varias opções para que cada um possa, até ao dia 30 do corrente, resolver se permanece ou não sendo assistido pela Casf.
Foto 1: Sofia palestrando
Foto 2: Expressiva presença de associados
Foto 3: Eu estava lá (em primeiro plano)
Para mostrar que a situação financeira é gravíssima, Sofia disse que a entidade está devendo aos seus prestadores de serviços (hospitais, clínicas, laboratórios, etc) aproximadamente 24 milhões de reais. A receita mensal é de 8,5 milhões.
Quem estava presente, ficou indignado ao saber que as diretorias anteriores cometeram erros de toda ordem, como por exemplo, permitir que os médicos contratados para dar assistência aos associados da Casf, em sua sede, atendessem clientes particulares em horários de expediente. Membros do Conselho Deliberativo recebiam salários sem participar de reuniões que nem sequer eram realizadas. Além disso, os registros contábeis estavam desatualizados e imprecisos.
Um fato constrangedor: o ex-presidente da diretoria que antecedeu a atual, estava presente, e escutou tudo ca-la-do, sem nada contestar o que foi dito sobre a sua péssima gestão.
Ao final do evento, que contou com expressivo número de associados, foram demonstradas varias opções para que cada um possa, até ao dia 30 do corrente, resolver se permanece ou não sendo assistido pela Casf.
Foto 1: Sofia palestrando
Foto 2: Expressiva presença de associados
Foto 3: Eu estava lá (em primeiro plano)



Prezado Ercio,
ResponderExcluirCom a devida vênia, permito-me pontuar alguns esclarecimentos sobre o teu poster, sobretudo quanto ao que você qualificou como constrangedor que “ o ex-presidente ... escutou tudo ca-la-do, sem nada contestar o que foi dito sobre a sua péssima gestão”.
Preliminarmente, ressalvo-lhe que, como homem ético, disciplinado e coerente, compareci à mencionada reunião predisposto a nada contestar, sabendo, de antemão para a programação, constava o interesse da nova diretoria, denegrir a imagem e o trabalho desenvolvido pela diretoria antecedente. É um chavão comum em todo e qualquer processo sucessório entre blocos politicamente antagônicos. Aliás, convicto quanto a isso, nenhum fato me inspiraria a comparecer à mencionada reunião, não fora a minha radial abstinência à covardia, versus a plena vocação que tenho para encarar os fator de frete. No caso, até mesmo para que, constatadas eventuais ofensas à minha dignidade ética, moral e profissional, disponha eu dos elementos necessários para promover o devido desagravo, na esfera recursal que bem me convier.
Os que entenderam o meu silêncio como “chancela aos dados demonstrados” ou “confissão de culpa por erros ou equívocos na gestão”, ressalto, INCIDIRAM EM TORPE, QUASE PUERIL EQUÍVOCO. Afinal, estando a CASF em regime de direção fiscal decretado pela ANS, toda e qualquer responsabilidade da gestão que lideramos é objeto de apuração e, se cabível, da aplicação das devidas sanções, na forma da lei. Não é a sucessor em delirantes ressentimentos pós eleitoral que prestarei contas de eventuais deslizes na gestão. Lembro que experiência idêntica, passei entre 2011 e 2013, quando, pelo exercício de Membro Eleito dos Conselhos da CAPAF (CONDEL e CONFIS), de 1997 a 2011, respondi, na forma da lei, a Comissão de Inquérito instaurada no curso de Regime de Intervenção naquela entidade e, ao cabo, recebi a CERTIFICAÇÃO DA LISURA COM QUE ME DESINCUMBI NO MISTER durante 14 anos, conforme os termos de expediente emitido pelo Órgão Regulador, no caso a PREVIC.
Quanto ao teor dos dados explanados pela atual Presidente, muitos são os itens que precisão ser contestados o que, deliberadamente me poupei protagonizar no curso da reunião, em respeito à dinâmica delineada pelas doutas promotoras do evento, prefixando como restrição à planária, o direito de somente se manifestar ao final da explanação de Sofia e, exclusivamente por meio de perguntas, por escrito. Mesmo sendo um homem que não costuma “levar desaforo para o aconchego do lar” deliberei apenas ouvir, evitando assim desdobramentos inadequados e indevidos ao foco da reunião. Asseguro-lhe Ercio, que alguns números, dentre fantasiosos ou equivocados e alguns argumentos peremptoriamente inverídicos, pontuados no discurso da atual presidente da CASF, muitos serão objeto de contestação na esfera adequada ao pleno reparo do que for devido. Independentemente dessa linha de encaminhamentos que adotarei, em respeito ao O Mocorongo, da sua digna relevância como veículo de comunicação social bem como aos seus leitores, fico a sua disposição para, querendo, ouvir-m
. e, em entrevista para publicação em O Mocorongo, tratando sobre CADA PONTO DISSERTADO PELA ATUAL PRESIDENTE da CASF, na reunião de ontem (11/09); não apenas quanto as denúncias sobre os nossos atos de gestão, mas, também, sobre os encaminhamentos técnicos que vêm sendo dando à solução da crise pela qual passamos, incluindo a capitulação da resistência tenaz e irresponsável que, com o seu grupo e sem conhecimento de causa, Sofia impingiu ao UNICASF, o novo plano que criamos e implantamos desde abril/18. Quanto a isso, pasme-se, Sofia anunciou um percentual de 230% para o reajuste do PLANCASF, a partir deste setembro/18. Senão como como instrumento de pressão às migrações, a verossimilidade desse índice não pode ser acolhida, sem a ampla divulgação do teor técnico do respectivo cálculo.
Finalizando, Ercio, aguardo o teu aceite à entrevista a que me disponho, oportunidade para que, afinal, O Mocorongo se consolide como mídia aberta ao contraditório.
Uma notícia dessas é de causar infarto em qualquer cardíaco.
ResponderExcluirIncidentemente, não foi à toa que a chapa capitaneada pela última diretoria ficou em último lugar na preferência dos associados.
Acredito que este blog, numa segunda investida, pudesse trazer o teor das opções oferecidas pela atual diretoria, não só para atender àqueles que por este ou aquele motivo não puderam estar presentes à reunião, como para permitir que o universo de iminentes prejudicados , num autêntico “tour de force”, possa dar a sua contribuição no sentido de tentar “descobrir” uma maneira menos traumática de resolver o problema.
Pensar que a solução possa estar restrita ao universo de apenas meia dúzia de cérebros é estar muito próximo do orgulho.
Dizer simplesmente que só resta à continuidade da Casf um plano que incorpore “grandes aumentos dos valores das contribuições”, num momento em que os contribuintes não estão podendo nem pagar as atuais, é o mesmo que, delicadamente, dizer que a Casf acabou.
Muito já se conversou, através deste blog, sobre o grande problema que está fazendo acabar as atividades de qualquer plano de saúde, ou seja, a liberdade de os agentes de saúde cobrarem pelos “quilômetros de esparadrapo” que quiserem, praticamente sem qualquer controle.
Parece que isso não foi cogitado na palestra e considerando que é “impossível” acabar com esse “vírus”, vamos pensar em outras maneiras capazes de permitir a continuidade do atendimento para o maior número possível de associados e dependentes, “condenando-se à morte” apenas aquele contingente que for “infectado” por essa “virose”, e não o universo de enfermidades.
Em tempo de crise, acabar com a comunicação com os seus clientes (no caso pacientes/contribuintes) não ér o melhor caminho para vencer as crises. Caso ainda existisse o Ascom/Casf era de sua atribuição "traduzir" o inteiro teor da explanação no auditório do Banco em matéria jornalística veiculada tempestivamente no mesmo dia do evento. Os associados que não puderam comparecer, por várias razões, inclusive por causa da avançada idade e seus achaques, poderiam tomar ciência do que aconteceu pela versão oficial. Na ausência desta o que prospera são relatos pessoais, não necessariamente com o rigor dos fatos. Agora, dizer que a Casf só irá sobreviver se as contribuições forem reajustadas em 230% a partir deste mês é , no mínimo , uma falta de racionalidade e de bom senso. Para uma empresa que cuida da saúde espalhar essa notícia mal sã é se arriscar a levar muitos associados ao infarto e a óbito, inclusive. Em nenhum momento da explanação falou-se da responsabilidade do Banco da Amazônia no incentivo à saúde de seus empregados através dos Planos de Saúde CASF, cujo apoio retirou em 1996 e nunca mais voltou. É a única empresa estatal mista que não contribui com nada com os planos de saúde dos funcionários. Atribuir as mazelas da Casf apenas a gestões anteriores, a famosa estratégida da "herança maldita" , é também procurar esconder as responsabilidades de seu criador e por muito tempo patrocinador. Algo parecido com o quer aconteceu na CAPAF, que faliu após mais de 50 anos de gestão monitorada pelo seu patrocinador, o Banco da Amazônia, que depois procurou jogar a culpa nos aposentados e pensionistas, justamente as maiores vítimas dos desacertos na gestão do Fundo de Pensão. A história se repete. A campanha terrorista também.
ResponderExcluirEm campanha, os novos dirigentes da CASF prometiam resolver todos os problemas de gestão, pois contariam com o “calor” oficial da diretoria do Banco da Amazônia, que efetivamente deu uma “forcinha” na sua eleição, ” recomendando ” a Chapa 3 a executivos e chefes em todas as dependências e gerências do Banco.Mas agora, como já era esperado. elas estão tentando esconder a responsabilidade do Banco, que desde 1996 retirou qualquer parceria ou ajuda aos Planos de Saúde de seus empregados. Prometeram também reduzir os gordos salários dos dirigentes da CASF em 50%, mas quando eleitos só reduziram 20%. Afinal, a “boquinha” é boa: R$-18 mil para a presidente e R$-15 mil pra os diretores. Agora atribuem todas as mazelas da CASF a gestões anteriores, na famosa estratégia da ”herança maldita” como forma de esconder sua própria responsabilidade sobre a CASF e de seu “padrinho”, Banco da Amazônia. E partem para pregar a migração total ao UniCasf como a única saída para “salvar a CASF” . Na campanha eleitoral, vale dizer, elas prometiam que iriam reverter esse plano e discutir novas saídas. Agora também ameaçam que os associados que não migrarem para o Unicasf até o dia 30 de setembro serão “punidos” com o reajuste de 230% em suas contribuições, índice sugerido pela ANS. Os aposentados e pensionistas que, por causa da idade, já pagam contribuições em média de R$-2 mil mensais passariam a pagar mais de R$-4 mil pelo Plano Casf. Seus proventos de aposentadoria da CAPAF giram em torno de R$-2 mil reais líquidos. Diante da frieza dos números apresentados pela “nova” presidente da CASF, Sofia Cardoso, não restará a aposentados e pensionistas outro caminho que não as penosas filas do SUS ou da UPAS. Isso depois de pagarem por mais de 30 anos contribuições para um Plano de Saúde de excelência que já foi o da Casf.
ResponderExcluirÉ interessante a idéia de “trocar idéias” sobre a maneira mais “interessante” de tirar a CASF do “buraco” em que está metida. Meia dúzia de cérebros, mesmo privilegiados, pensando numa mesma direção,talvez não consigam responder a isso.
ResponderExcluirDiz-se que ela tem uma renda mensal de 8 milhões e deve 24 milhões.
A pergunta principal é: Por que ela entrou nesse “buraco” ? Alguém tem condições de responder ?
Se alguém puder identificar o “buraco”, a pergunta seguinte será: Como fechar esse “buraco” ?
Pra identificar o “buraco”, a primeira coisa a fazer é vêr como o “buraco” foi aberto. Pra isso, haverá de se saber pra onde foram e continuam indo os recursos de que a entidade dispõe.
Eu acho que a CASF deve possuir um sistema de controle que ofereça à sua Diretoria uma visão detalhada de “para onde” está indo o dinheiro arrecadado.
Divididos os gastos entre os grupos “interno” e “externo”, ou seja, entre as despesas da sua própria manutenção e as despesas com a manutenção da saúde dos seus filiados, a partir daí devem existir grupamentos contábeis que indiquem quais são os títulos mais onerosos para a saúde fiscal da entidade, em cada um dos dois grupos.
Em relação aos gastos com a saúde dos seus filiados, por exemplo, deve existir um detalhamento que permita verificar onde está a concentração de gastos, em função das espécies de procedimentos realizados e do numero de filiados atendidos nesses procedimentos.
Cada fatura de uma clínica ou de um hospital, por exemplo, deve ser submetida a uma decomposição que permita avaliar individualmente, separados em sub-grupos, qual o estabelecimento envolvido, a natureza do internamento, quais os procedimentos realizados (tipo, natureza e custo de cada um dos exames realizados, diárias em UTI, custos com cada tipo de intervenção cirúrgica, e etc. etc. etc.), tudo detalhadinho ao máximo possível,
de forma a permitir uma visão da natureza do custo de cada procedimento, em função da sua “espécie” , da quantidade de filiados atendidos e de “quais” filiados atendidos, além dos próprios estabelecimentos envolvidos.
Um controle desse tipo forneceria à Diretoria, uma visão global comparativa ,que lhe permitiria “ver” como age cada estabelecimento em função de uma determinada patologia e os custos que cada um deles exibe, em função de uma mesma “causa”.
Permitiria também “ver” a concentração de gastos em função de cada tipo de exame , tipo de intervenção e incidência de cada um deles frente ao universo de assistidos.
Se realizado esse controle, sobre, por exemplo, as ocorrências realizadas nos últimos três ou seis meses,isso funcionaria como um indicador imediato de certos procedimentos a serem adotados.
Simplesmente aumentar em 230% a mensalidade, ou qualquer loucura desse tipo,ou colocar em prática procedimentos que aumentem o fornecimento de recursos que continuarão a fluir na direção dos agentes de saúde é, simplesmente, adiar a extinção da entidade.
Num universo em que os planos de saúde enfrentam uma discutível fiscalização dos organismos “reguladores” e as decisões por vezes estapafúrdias do judiciário, não há outro caminho senão trazer, ao máximo possível, os procedimentos, para os limites da sua própria responsabilidade, objetivando livrar-se das garras dos “adoradores de buracos”.
Esse será o objetivo de uma primeira fase.
A gente fica perdido nesse tiroteio.
ResponderExcluirUma coisa parece certa: O cheiro é putrefacto.
Enquanto nenhuma simples sindicância, ao que se tenha conhecimento, é feita nos hospitais e clinicas para averiguar as denúncias veiculadas nos diversos convescotes realizados pelas entidades que aglutinam os planos de saúde, a respeito dos exageros e conluios que regem a conduta desses agentes de saúde,
a entidade encarregada de “regular” o mercado de planos de saúde privados “larga o sarrafo” nos pobres filiados. Ou seja, contribui decisivamente para a evasão de mais e mais recursos na direção desses agentes de saúde cuja conduta todo mundo condena.
Ainda um dia desses foi feito um “ensaio” pela tal “agência reguladora”, que a diretoria da Casf de então se apressou em fazer cumprir, dando um prazo de salvo erro 30 dias pra todo mundo se filiar ao novo plano, e esse “ensaio” acabou brecado pela Presidente do Supremo Tribunal Federal, que declarou em alto e bom som que saúde não é mercadoria sujeita ao jogo do mercado.
E a coisa, ao que se sabe, está suspensa, para a realização de exames mais detalhados.
Agora, vem a nova diretoria da Casf e larga no nosso esqueleto essa decisão de nos alinharmos a um plano que, a uma primeira vista, parece ser o mesmo que anteriormente serviu de modelo e que foi brecado pela presidente do STF.
Se o é, será o caso de perguntar: A decisão da ANS tem um peso maior do que a decisão do STF ?
Eu acho que a Casf está nos devendo uma explicação. Afinal, a decisão que agora nos compele a mudar o atual “status quo”, advem de uma recomendação de março transato da ANS, ouseja, contemporânea daquela que culminou com a decisão contrária da Presidente do STF para melhores estudos.
Com a palavra a Casf.
Minha mãe é pensionista dessa desgraça chamada CAPAF que dela arranca mais de mil reais por mês como contribuição da sua já desgastada aposentadoria, para piorar agora vem a CASF é também aumenta o plano de saúde de minha mãe passando para mais de 1.200,00, e para piorar ainda mais , minha mãe recebeu hoje um boleto para pagar mais 500,00 de mensalidade além dos 1.300,00 já descontados todo mes na FIP dela, esclarecendo que minha mãe não fez qualquer procedimento caro neste período, portanto estou vendo a hora de minha mãe não receber mais nada so para manter a CASF e A CAPAF, mas deixo bem claro que vou lutar para que essas duas instituições paguem bem caro essa maldade, pois minha mãe está muito triste com essa situação , pois tem 80 anos e não merece isso, Deus fará justiça.
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