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sexta-feira, 22 de março de 2019

Igreja pode ordenar casados na Amazônia: ‘Sínodo dirá sim ou não’

Trabalho pastoral de evangelização, preservação do meio ambiente, combate à pobreza, desmatamento da floresta, proteção à população indígena e formação do clero para a região estão entre os temas que serão debatidos pelo Vaticano, em outubro, na Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Amazônia. Um dos principais desafios é aumentar o número de sacerdotes, que hoje é insuficiente para atender a uma comunidade de mais de 34 milhões de habitantes espalhados pelos territórios de noves países, cuja superfície ultrapassa 7,5 milhões de km².

“Perto de 70% das comunidades não recebem os sacramentos da Eucaristia, da Penitência e da Unção dos Enfermos, por falta de padres”, afirma o arcebispo emérito de São Paulo, cardeal Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Um dos caminhos para a solução do problema seria a ordenação de homens casados (viri probati), leigos de vida exemplar que receberiam o sacerdócio com dispensa do celibato. Dom Cláudio mostra-se simpático a essa solução, mas adverte que a decisão será do papa Francisco. O Sínodo é uma assembleia consultiva, mas não deliberativa. Os bispos votam e, com base em suas conclusões e conselhos, o papa pode publicar um documento final.

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