Antevendo derrota, senador vai pedir pela terceira vez criação da CPI da Lava Toga
Ontem (10), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Toga, que pretende investigar Tribunais Superiores. Por 19 votos a 7, os senadores que integram o colegiado mais importante da Casa entenderam que a investigação não deve ter andamento.
Esse é o entendimento do presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), que encaminhou o pedido à CCJ em uma estratégia para minimizar seu desgaste político por engavetar ele mesmo a CPI da Lava Toga - o que, como comandante da Casa, tem a prerrogativa de fazer, como já havia determinado em um primeiro documento apresentado pelo senador Alessandro Vieira (PPS-ES).
O relator na CCJ, senador Rogério Carvalho (PT-SE), elaborou um parecer contra a instauração da comissão de inquérito. Confira os nomes dos parlamentares que votaram contra e a favor da criação da CPI da Lava Toga:
CONTRA
1 - José Maranhão (MDB-PB)
2 - Ciro Nogueira (PP-PI)
3 - Tasso Jereissati (PSDB-CE)
4 - Rose de Freitas (PODE-ES)
5 - Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB)
6 - Weverton (PDT-MA)
7 - Humberto Costa (PT-PE)
8 - Rogério Carvalho (PT-SE)
9 - Otto Alencar (PSD-BA)
10 - Arolde de Oliveira (PSD-RJ)
11 - Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
12 - Marcos Rogério (DEM-RO)
13 - Renan Calheiros (MDB-AL)
14 - Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)
15 - Marcio Bittar (MDB-AC)
16 - José Serra (PSDB-SP)
17 - Roberto Rocha (PSDB-MA)
18 - Paulo Rocha (PT-PA)
19 - Nelsinho Trad (PSD-MS)
A FAVOR
1 - Esperidião Amin (PP-SC)
2 - Oriovisto Guimarães (PODE-PR)
3 - Juíza Selma (PSL-MT)
4 - Alessandro Vieira (PPS-SE)
5 - Fabiano Contarato (REDE-ES)
6 - Jorginho Mello (PR-SC)
7 - Jorge Kajuru (PSB-GO)
Mesmo com parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirma que não vai desistir da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Cortes Superiores, a chamada CPI Lava Toga. O relatório da CCJ só será analisado após o feriado da Páscoa, mas o senador já antevê a derrota e traça planos para reapresentar o requerimento.
"Se efetivamente for arquivado, vamos partir para fazer uma nova iniciativa, similar, para que a gente possa conduzir o Brasil a ser uma verdadeira democracia, onde não haja nenhum poder inatingível", afirma Vieira, que diz manter o apoio dos 28 colegas que assinaram, com ele, o requerimento, que tem entre seus alvos os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para tentar evitar um novo arquivamento, Vieira pretende reunir os apoiadores e fazer alterações no texto do pedido. "A cada dia chegam novos fatos, novas denúncias, novas situações. E vamos fazer uma revisão que pode ter uma inclusão de mais fatos, talvez a redução de outros".
Vieira diz não temer um desgaste político com a "insistência" em investigar o Judiciário. "Se isso eventualmente vai desagradar alguém, provavelmente é alguém que eu não preciso agradar. Não temos constrangimento, vamos fazer o que tem que ser feito", garante.

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