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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Nesta terça-feira no programa Cartas na Mesa, transmitido pela Rádio Guarany FM de Santarém, apresentei esta matéria em áudio gravado em Belém, onde resido:
"Bom dia!
Vou citar algumas coisas de Santarém do passado, que talvez a moçada de hoje desconheça completamente, mas os seus pais e avós se lembram muito bem de tudo isto com muita saudade, eu creio.
Portanto, Vôvos, Vóvos, escutem com atenção. São coisas nossas, de nossa época, de nossa juventude, enfim dos bons tempos, inesquecíveis, lá das bandas dos anos 50, 60 e 70:

Eram deliciosos os sabores do “PAUMARI”, licor fabricado pela Dona Bibi, e dos guaranás “SACIL” - do coronel Mario Imbiriba e “IMPERIAL” - do Paulo Lisboa.

Eram atenciosos e eficientes os garçons Itamar, no Centro Recreativo e “Ligeireza” no Bar Mascote.

Nas igrejas catolicas, existiam as congregacoes dos Marianos e das “Filhas de Maria”, integradas por adultos, homens e mulheres. A criançada fazia parte da “Cruzada”.

Não existiam supermercados, apenas mercearias, tabernas, bodegas e quitandas. Em um caderno eram anotadas as compras com seus respectivos valores, para pagamento semanal, quinzenal ou mensal, de acordo com o tipo de freguês. Não eram acrescidos juros, não se sabia o que era a tal de inflação.

Muitas pessoas de diferentes camadas sociais eram conhecidas por apelidos, como estes: Quicé, Xixito, Satuca, Ninito, Mingote, Mamá, Gigi, Mimico, Ximico, Alarga Rua, Caixa d’água, Babico, Manga-dura, Pixirito, Pojó e Xelêco.

A assistência médica à população era feita no Hospital do Sesp e na Casa de Saúde São Sebastião, onde trabalhavam, entre outros excelentes profissionais, os médicos Waldemar Pena e Aloisio Melo, o laboratorista Phebus Dourado e as atenciosas enfermeiras Gracil Miranda, Coló, Diamantina e Laura.

Até ao início dos anos 90, para assegurar vida saudável ao povo santareno, existia a  SUCAM, com o saudoso Petronilio Oliveira, pai do Miguel, comandando uma equipe chamada de “guardas mata-mosquito” que borrifava periodicamente com DDT, os imóveis residenciais e comerciais para evitar doenças endêmicas como malária e febre amarela.

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