SANTARÉM DA SAUDADE
Já falei sobre isto aqui e no meu blog, mas recebi insistentes pedidos de uns amigos, para que eu conte, novamente, como era, nas décadas de 60/70, em Santarém, a Casa da Maria Moraes, o motel da época, para homens e mulheres “fazerem amor”, tudo numa boa, sem drogas e sem risco de AIDS. Tempo bom!
E como era o tal motel? Era uma casa de madeira, coberta de palha, com três quartinhos que eram utilizados por pessoas de todas as camadas sociais, mediante pagamento antecipado de um valor cobrado pessoalmente pela dona da casa a cada uma hora de permanência dos casais. Não havia privilégios do tipo fura-fila, todos tinham que obedecer rigorosamente a ordem de chegada para adentrar ao recinto, modesto, limpinho, muito aconchegante, principalmente nas noites chuvosas. Em cada um dos quartos tinha: uma cama de casal, um travesseiro, uma mesinha, um balde com água, uma bacia, uma toalhinha e um penico.
A iluminação era feita por um candeeiro, uma vela ou petromax. Completado o tempo, ouvia-se uma forte batida na porta e a voz da Dona Maria, avisando: “Se avexem, não demorem, saiam logo, tem gente pra entrar!” Bebida, nem pensar... Um detalhe: caso a acompanhante do cliente fizesse algum barulho na hora do chamegamento, a proprietária advertia, ralhava em voz alta: “Credo! Pára com isso, menina. Se tú não aguenta, não te mete com homem. Pára logo com essa pavulage, esses gritinhos e esses gemidos. Este lugar é de respeito!” (o ambiente exige respeito, já dizia Billy Blanco em seu Estatuto da Gafieira) – Outra coisa: a “Dona” Maria guardava absoluto sigilo, não revelava de jeito nenhum e a ninguém, o nome de qualquer frequentador(a) de sua casa. Levava a sério o ditado: “O segredo é a alma do negócio!”
Já falei sobre isto aqui e no meu blog, mas recebi insistentes pedidos de uns amigos, para que eu conte, novamente, como era, nas décadas de 60/70, em Santarém, a Casa da Maria Moraes, o motel da época, para homens e mulheres “fazerem amor”, tudo numa boa, sem drogas e sem risco de AIDS. Tempo bom!
E como era o tal motel? Era uma casa de madeira, coberta de palha, com três quartinhos que eram utilizados por pessoas de todas as camadas sociais, mediante pagamento antecipado de um valor cobrado pessoalmente pela dona da casa a cada uma hora de permanência dos casais. Não havia privilégios do tipo fura-fila, todos tinham que obedecer rigorosamente a ordem de chegada para adentrar ao recinto, modesto, limpinho, muito aconchegante, principalmente nas noites chuvosas. Em cada um dos quartos tinha: uma cama de casal, um travesseiro, uma mesinha, um balde com água, uma bacia, uma toalhinha e um penico.
A iluminação era feita por um candeeiro, uma vela ou petromax. Completado o tempo, ouvia-se uma forte batida na porta e a voz da Dona Maria, avisando: “Se avexem, não demorem, saiam logo, tem gente pra entrar!” Bebida, nem pensar... Um detalhe: caso a acompanhante do cliente fizesse algum barulho na hora do chamegamento, a proprietária advertia, ralhava em voz alta: “Credo! Pára com isso, menina. Se tú não aguenta, não te mete com homem. Pára logo com essa pavulage, esses gritinhos e esses gemidos. Este lugar é de respeito!” (o ambiente exige respeito, já dizia Billy Blanco em seu Estatuto da Gafieira) – Outra coisa: a “Dona” Maria guardava absoluto sigilo, não revelava de jeito nenhum e a ninguém, o nome de qualquer frequentador(a) de sua casa. Levava a sério o ditado: “O segredo é a alma do negócio!”

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