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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

 LEITORADO

"Meu caro Ercio, eu sou o Carlito Mendonça, seu conterrâneo de Santarém, e resido em Recife/PE há mais de 40 anos. Sou professor universitário aposentado. Sou leitor e aprecio muito o seu blog. E tomo a liberdade de contribuir com uma lembrança do futebol da nossa terra. Se eu errar, por favor me corrijam porque vou me valer apenas da minha memória que já falha um pouco devido ao meu tempo de vida 7.8. Vou falar sobre como era o futebol amador santareno nos anos 50/60/70:

1. Os jogos eram realizados no Estádio Municipal Aderbal Corrêa, depois mudado o nome para Elinaldo Barbosa, ambos ex-prefeitos de Santarém. Não tinha vestiário nem alambrado. O campo de jogo não era gramado e sim, um areal em sua maior parte. Havia uma arquibancada de madeira dividida em duas partes de tamanhos iguais. Do lado direito ficavam os torcedores do São Francisco e, no esquerdo, os do São Raimundo, clubes rivais até hoje. Jogos à noite só foi possível acontecerem a partir da década de 70. 

2. A numeração das camisas dos times era de 1 a 11. E não havia, como é hoje, troca de camisas entre os jogadores ao final das partidas, porque a quantidade era limitadissima, adquiridas sob encomenda em uma loja que vendia material esportivo, do Sr. Agostinho Couto.

3. A formação tática era igual em todos os times: 1-2-3-5, ou seja, goleiro, dois zagueiros, três no meio de campo e cinco atacantes.

4. As chuteiras dos jogadores eram confeccionadas pelos sapateiros Balão e Manezinho, entre outros.

5. O árbitro Roosevelt Gonçalves atuava trajando calça comprida, blusa com mangas compridas, de cor branca e, reza a lenda, que às vezes, no RAI×FRAN, portava na cintura um revólver 38.

6. Aos 25 minutos do segundo tempo dos jogos, os portões de acesso ao Estádio eram abertos para a entrada de pessoas que não tinham condições de pagar ingressos.

É o que me lembro e peço a quem souber de mais detalhes que narre na caixinha de comentários desta narrativa."


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