SANTARÉM DA SAUDADE
A Feira da Cultura Popular, nos anos 60 e 70 era realizada anualmente na praça de São Sebastião, tendo à frente o Movimento de Educação de Base (MEB) em parceria com a Rádio Rural de Santarém. Para quem quiser copiar o bom ao invés de inventar o ruim, eis a receita do sucesso do citado evento.
-Não havia interferência e participação de políticos no planejamento e realização da Feira. A nenhum deles era dada oportunidade para fazer discursos e tirar proveito da presença de um grande público, para fins eleitoreiros.
- Sem levar em consideração a cor partidária dos líderes comunitários, os dirigentes e funcionários do MEB visitavam, com antecedência, todas as localidades do interior e do planalto santareno, fazendo reuniões, divulgando a promoção e conscientizando os moradores sobre a importância de suas participações. Com isso, a cada ano aumentava consideravelmente o número de comunidades que montavam com muito esmero e recursos próprios as suas barracas na Praça de São Sebastião, onde eram feitas a exposição e venda de seus produtos: artesanato, frutas, legumes, verduras, comidas típicas, licores, doces, etc., a preços baixos, diretamente aos consumidores.
- Se alguma comunidade não pudesse ou não quisesse instalar a sua barraca, participava de outra forma: no torneio de futebol e nos concursos de rainha e de calouros, por exemplo.
-Em suma, valorizava-se a cultura e os costumes do povo interiorano.
Foto: As candidatas ao título de Rainha da Feira, com Osmar Simões, Edinaldo Mota, Ercio Bemerguy, Haroldo Sena (diretor da Rádio Rural) e Francisca Carvalho (coordenadora do MEB).

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