INATIVIDADE: DOENÇA, SOFRIMENTO...
Ontem encontrei-me com um amigo que não via há bastante tempo, talvez uns 10 anos, e fiquei estarrecido: está muito doente, esquelético, cego de um dos olhos, enfim, está um trapo humano. Aposentou-se no mesmo ano - 1992 - em que eu também, aos 49 anos de idade, ingressei no time dos "vagabundos", como éramos tratados pelo presidente FHC. Mas continuei trabalhando ativamente até aos 70 anos Daí, parei de vez, mas devidamente preparado para a inatividade total, e assim vivo muito bem até hoje, fazendo apenas o que quero, gosto, se a saúde permitir, logicamente. Ele, o meu amigo, não. Ficou sem fazer nada desde a sua aposentadoria ocorrida aos 50 anos e hoje, com 85, tornou-se vítima daquilo que Pascal descreveu assim: "Nada é mais insuportável ao homem do que um repouso total, sem atividades. Sente então seu nada, seu abandono, sua insuficiência, sua dependência, seu vazio, sua inutilidade. Incontinente passa a sofrer e a conviver com o tédio, a tristeza e o desespero". É lamentável!
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