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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Lava Jato: José Dirceu é indiciado por quatro crimes

Dirceu e Vaccari
Relatórios de investigação da Polícia Federal indicam que o esquema de corrupção atribuído ao ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Lula) movimentou mais de R$ 59 milhões propinas. A PF estima que o valor pode ultrapassar os R$ 84 milhões.

O ex-ministro foi indiciado ontem, 1, pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além dele, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e outros 12 investigados na Operação Pixuleco – desdobramento da Lava Jato – foram enquadrados pela PF.

“Esta fase da operação se concentrou na investigação de pagadores e recebedores de vantagens indevidas oriundas de contratos com o Poder Público, alcançando beneficiários finais e “laranjas” utilizados nas transações”, destaca a Polícia Federal.
Na vida a gente paga pelos erros’, diz Lula
Ontem (1), dia em que a Polícia Federal indiciou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto por envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que alguns petistas cometeram “erros” e disse que “na vida a gente paga pelo erro”.

Segundo Lula, no entanto, as falhas cometidas pelos companheiros não podem contaminar todo o partido. “O PT tem um milhão e não sei quantos mil filiados. É evidente que em uma família deste tamanho existe o risco de alguns companheiros terem cometido erros. Na vida, quando a gente comete erro a gente paga pelo erro. Temos defeitos, mas ninguém fez mais do que nós fizemos por este país”, disse Lula, ontem, na cerimônia de lançamento do Memorial da Democracia, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Governo está 'desorientado, quebrado e cínico', diz Cristovam

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou nesta segunda-feira (31) que a proposta de Orçamento da União para 2016, com previsão de déficit de R$ 30 bilhões, revela que o Brasil está quebrado e o governo, desorientado.

— Algo inédito no país, o orçamento deficitário mostra que a arrecadação não vai ser suficiente para pagar os gastos correntes nem os juros da dívida pública — disse o senador.

E isso vai forçar o país a cortar gastos ou aumentar impostos, avaliou Cristovam Buarque, ao lembrar que a Constituição proíbe algumas medidas que foram adotadas na Grécia, como a demissão e a redução de salários de servidores públicos.

Cristovam Buarque observou que, ao receber uma proposta de orçamento deficitário, o Congresso Nacional ficou com o ônus do corte de despesas e de programas criados pelo governo, sem ter dinheiro para tirá-los do papel.

— Eu acho que o governo está desorientado, quebrado e cínico. Desorientado, porque não sabe o que fazer, quebrado, porque não tem dinheiro, e cínico, porque jogou para nós o problema. Eu não vejo como é que nós vamos poder trabalhar para pôr ordem nisso e depois a presidente vai dizer que fomos nós que fizemos os cortes dos gastos que ela autorizou. (Agência Senado)

Copa do Brasil: Sem clássicos regionais

A CBF realizou ontem, no Rio de Janeiro, o sorteio das quartas de final da Copa do Brasil. A fase que definirá os classificados para as semifinais do torneio não terá clássicos regionais, diferentemente do que aconteceu nas oitavas.

O São Paulo vai enfrentar o Vasco, pressionado pela crise que vive no Brasileiro -o time do Rio é o último colocado do torneio, com 13 pontos.

Já o Palmeiras terá pela frente o Internacional, enquanto o Santos vai encarar o Figueirense. Grêmio e Fluminense fazem o outro jogo desta fase.

O sorteio definiu também o chaveamento final da competição. O vencedor do confronto entre São Paulo e Vasco vai encarar Figueirense ou Santos. Do outro lado estão Palmeiras x Inter e Grêmio x Fluminense.

Os mandos de campo foram definidos em um novo sorteio. São Paulo, Figueirense, Inter e Fluminense disputam a primeira partida em casa. Os jogos de ida serão nos dias 23 e 24 de setembro, e os da volta, em 30 de setembro e 1º de outubro.

Modelo que imobilizou namorado em porta de boate em Belém desabafa: ‘repercussão foi ruim para ele’

No jornal Extra Digital - RJ
As últimas semanas foram turbulentas para a modelo e estudante de odontologia Zélia Pamplona (foto), de 33 anos. A mulher ficou conhecida após aparecer em um vídeo dando uma “chave de perna” no namorado na porta de uma boate em Belém do Pará. Porém, apesar de muitos terem vibrado com a atitude de Zélia, a modelo diz que a repercussão não foi boa para a imagem do namorado, com quem está há quase três anos.

- As pessoas viram como uma coisa boa eu ter usado o jiu-jítsu para segurá-lo. Mas a repercussão não foi boa para ele, foi uma situação vergonhosa. Ele foi julgado pelas pessoas, criaram piadas nas redes sociais. Ele não é brigão. Eu só tentei protegê-lo de uma situação que poderia ser ruim. Também não foi bom para mim, alguns amigos desaprovaram minha atitude - desabafou a modelo, que também é dona de um salão de beleza.

Zélia explica que a confusão ocorreu por volta das 5h30 da manhã do dia 22 de agosto, em frente a uma boate no bairro Umarizal. Segundo ela, o casal havia terminado o relacionamento no dia anterior, e, naquele dia, estavam na mesma festa. Foi quando o homem decidiu puxá-la a força para ir embora da boate.

- Ele queria que eu saísse com ele de qualquer forma, então me puxou. As pessoas acharam que ele estava me agredindo, mas não estava. Deixei isso claro, mas tentaram segurá-lo. Até que uma menina me ofendeu, disse que eu “gostava de apanhar”. Eu reagi e ela, junto com os amigos, tentaram me agredir. Nesse momento, meu namorado tentou me defender. Foi quando eu dei a chave de perna nele, pois ele estava fora de si. Não foi difícil, ele logo cedeu - afirmou, destacando que lutou jiu-jítsu por muitos anos, mas que está parada há três anos.

Após a confusão, o casal voltou para o apartamento em que vive e, segundo ela, ficou tudo bem entre os dois. No dia seguinte, quando acordaram, Zélia recebeu o vídeo da confusão através do WhatsApp. Mas não esperava que fosse ter uma repercussão tão grande.

- Tenho até medo de andar na rua, as pessoas ficam me encarando. Chegaram a pedir para tirar foto comigo na farmácia. Jornalistas do mundo inteiro estão me procurando - afirmou a modelo.

Gilmar diz que despacho de Janot é 'infantil' e sugere atuação 'viciada' da PGR sobre Dilma


No Estadão
O ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), classificou como "ridículo" o despacho em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou um pedido de investigação sobre a campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff. O ministro disse que a fundamentação para o arquivamento "vai de infantil a pueril". Como revelou o Estado, no último dia 13, Janot decidiu arquivar uma notícia de fato que pedia a apuração de eventuais crimes cometidos na campanha eleitoral do PT em 2014, com relação a serviços prestados por uma gráfica.

Em entrevista concedida em seu gabinete no Supremo Tribunal Federal (STF) ao Estado, Gilmar Mendes disse que a conduta da Procuradoria neste caso específico foi distinta da adotada em outras questões eleitorais. "E aí vem com argumentos de pacificação social, até usando um voto meu. Ora, o Ministério Público a toda hora está pedindo cassação de mandato de vereadores, de prefeitos, de governadores, de senadores. Então isto (arquivamento) vale apenas para a campanha da presidente Dilma?", criticou.

Abaixo trechos da entrevista:

Estado: Como avalia o despacho do procurador-geral da República pelo arquivamento de uma das verificações para apurar trechos das contas de campanha da presidente?

Gilmar:
Vem o despacho do procurador determinando o arquivamento, sintomaticamente no dia 13 de agosto, deve ser mera coincidência. E diz que não há o que investigar porque a campanha já se encerrou, quando nós não estamos falando de ilícitos eleitorais. Não tem nada a ver com este tema. O que nós estamos cogitando é de eventuais ilícitos criminais de ordem societária, falsidade e até estelionato contra a própria campanha. E vem com argumentos de pacificação social, até usando um voto meu. Ora, o Ministério Público a toda hora está pedindo cassação de mandato de vereadores, de prefeitos, de governadores, de senadores. Então isto vale apenas para a campanha da presidente Dilma?

Estado: Na sua avaliação, o critério adotado pelo procurador-geral para a investigação da presidente é diferente do usado em outros casos?

Gilmar: Por fatos muito menos graves, que nós conhecemos aqui no Supremo, muito menos evidentes, o procurador-geral tem aberto inquéritos. (…) O que surpreende é essa posição da procuradoria nesse caso específico. Porque se ela adotasse essa posição em todos os casos ela não poderia pedir a cassação de ninguém. Ela não poderia pedir a cassação de vereador, de prefeito, de senador, governador. Toda atuação da Procuradoria, no geral, não é no sentido de tirar a Justiça eleitoral do jogo político. Pelo contrário, é de provocá-la. Veja só estamos falando de investigação, ninguém está fazendo pré-julgamento. Pode ser até que em alguns casos desses a campanha tenha sido vítima. Desde logo não se pode oferecer uma blindagem, sobretudo em nome do prazo de 15 dias para impugnação.

Estado: Qual a avaliação da atuação da Procuradoria no processo de análise das contas da presidente?

Gilmar: A Procuradoria da República já atuou nesse processo de uma maneira bastante viciada. Quando o processo foi a mim distribuído, o procurador Eugênio Aragão (vice-procurador-geral eleitoral) entrou com agravo contra a distribuição juntamente com o PT. Tanto é que vocês vão ver na minha manifestação um claro repúdio, dizendo que isso seria em prol da candidata e que ele o fizesse publicamente, mas que fosse sentar na bancada de advogados e não na condição de procurador. Ele deu parece pela aprovação integral das contas, quando ele tinha outros critérios, já propôs a rejeição das contas de outros candidatos.

Estado: O fato de ter sido Janot e não Aragão que assinou o despacho sobre as contas da presidente faz alguma diferença?

Gilmar: Não tem o menor significado para nós. A Procuradoria que atue bem sob a pena de não ficar desmoralizada.

Estado: A PGR corre risco de ficar desmoralizada?

Gilmar: Ela tem que ter cuidados. Agora mesmo, o parecer é ridículo. Ele não tem sustentação jurídica. Recomendar ao eleitoral que aja de forma pacificada? Sabe o que isso representa? É como se a gente dissesse o seguinte: para resolver um conflito entre o sequestrador e a vítima a polícia não deveria intervir porque assim o sequestrador leva a vítima e com isso o assunto está resolvido.

Estado: O procurador-geral da República negou, em sabatina no Senado, qualquer tipo de"acordo político" nas investigações.

Gilmar: Não vou fazer psicografia de despacho. Não me cabe. Agora, que a fundamentação vai de infantil a pueril é evidente.

Estado: As investigações sobre a campanha da presidente continuam?

Gilmar: Em relação ao Tribunal isso vai continuar de uma maneira geral. Não haverá esse bloqueio de ações. Isso vai continuar sendo investigado pelos outros setores também. Veja, o Fisco de São Paulo está olhando, isso vai continuar sendo verificado.

Estado: O senhor cogita enviar mais informações sobre as contas para outros órgãos, após a decisão da PGR?

Gilmar: Não estou cogitando isso. Estamos em contato com a Polícia Federal e tudo mais. Agora, se a Procuradoria se tornar um órgão de advocacia partidária certamente nós temos que ser reflexivos.

Estado: A análise do TSE sobre as contas de campanha eleitoral se tornou mais rigorosa?

Gilmar:Até pouco tempo o exame das contas pela Justiça eleitoral era muito formal. Este exame formal muito provavelmente estimulava esse tipo de atitude (prática de irregularidades). "Ah, o TSE se contenta com um maço de papel" era a visão de todo mundo. Agora não. O propósito é de tão somente proceder o exame. Por isso acho temerário dar uma blidagem dessa. Dizer "ah, não houve ilícito. E se houvesse ja estaria prescrito". Vocês imaginam que se alguém tirasse dinheiro da campanha e mandasse matar alguém, a gente poderia dizer que o homicidio estava prescrito? E nem estou me lembrando de Celso Daniel (ex-prefeito de Santo André assassinado em 2002).

Estado: Qual a intenção de promover as investigações?

Gilmar: O que estamos querendo é constuir um modelo sério da justiça eleitoral. Tanto é que foi essa a minha preocupação. Estamos conversando com os parlamentares, discutindo o sistema. Estamos olhando o Brasil do futuro. (…) Qual foi meu argumento no caso da ação de impugnação de mandato? Os fatos são suficientemente graves e devem ser investigados. Só isso. Vai resultar em alguma coisa? Não é disso que se cuida. Veja, tem coisas graves sendo imputadas e seria bom até que se pudesse dizer que isso não houve na campanha. Exemplo: lavagem de dinheiro na campanha, doação de propinas que vieram da Petrobrás transformadas em doações legais. Seria bom que se pudesse dizer: "não, isso não houve", depois de uma investigação rigorosa.

Ministro da Justiça rebate Gilmar Mendes: "Um equívoco histórico"

No Correio Braziliente
As afirmações do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes em entrevista publicada pelo Correio ontem enfureceram o governo e o PT, a ponto de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se prontificar a responder. “Ele comete um grave equívoco histórico, talvez motivado por uma paixão política que todos os cidadãos podem ter, mas não os juízes no exercício de suas funções”, rebateu Cardozo. O que mais irritou o governo, em especial a presidente Dilma Rousseff e os ministros, foi Mendes dizer que “o uso de recursos de estatais para atividade política não se trata de acidente, mas de um método de governança”.

Na entrevista ao Correio, Gilmar Mendes disse também que, na política, vivemos hoje uma hemorragia. Nas duas últimas semanas, ele pediu investigações sobre eventuais irregularidades no financiamento da campanha de Dilma. À reportagem, Mendes traçou um paralelo entre o mensalão e o petrolão. “A rigor, eles são irmãos gêmeos, é claro que o que se percebe no petrolão é que há uma abrangência muito maior.”

Para o governo, entretanto, Mendes ultrapassou todos os limites. “Um governo que tem como método a corrupção não se investiga nem cria mecanismos para essas investigações”, disse Cardozo. “Quem regulamentou as delações premiadas foi o nosso governo. Do governo Lula para cá não nomeamos engavetadores. Antes do governo Lula, tínhamos ausência efetiva de políticas e mecanismos de combate à corrupção, que, no Brasil, não nasceu hoje, é histórica.”

O ministro da Justiça afirmou ainda não se lembrar de um tempo em que o Supremo debatesse tantos casos de corrupção. “E não é que não tenha existido, e sim porque a maioria dos processos nem chegava lá. Eram engavetados antes”, comentou. Quanto à análise que o ministro Mendes faz das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff, Cardozo mencionou que os advogados do partido “entendem que Gilmar não poderia agir nesse caso até por decisões anteriores”. “Mas não vou me pronunciar sobre isso. Não tenho por hábito comentar manifestações de juízes, até por respeito à separação dos Poderes, mas, quando um magistrado envereda pelo campo da discussão política, como cidadão, me sinto autorizado a colocar a minha discordância. E ela se prende à análise política feita pelo cidadão Gilmar Mendes e se vê que a paixão distorce a realidade dos fatos”, afirmou. 

Salário mínimo será de R$ 865, 50 em 2016

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O ministro do Planejamento Nelson Barbosa anunciou que o salário mínimo em 2016 será de R$ 865, 50. Esse valor faz parte do Projeto de Lei Orçamentário Anual entregue ontem (31/8) pelo governo ao presidente do Congresso Nacional, o senador Renan Calheiros.

Gás de cozinha terá aumento de 15% a partir de hoje, diz Petrobras

Gás de cozinha tem reajuste de preço acima da inflação em Curitiba (Foto: Reprodução/RPC TV)
A Petrobras informou ontem (31) que reajustará os preços de gás liquefeito de petróleo para uso residencial, envasado em botijões de até 13 kg (GLP P-13).

Segundo nota enviada à imprensa, a alta média será de 15% e entra em vigência a partir de desta terça-feira (1).

De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), o presidente da Sergás (sindicato das revendedoras), Robson Carneiro dos Santos, afirma que o reajuste será repassado ao consumidor. “Não tem como segurar o preço final por muito tempo porque os nossos custos também subiram muito”, afirmou, segundo nota divulgada no site do sindicato.

Governo busca aval do Congresso para cobrir rombo de R$ 30 bi no Orçamento

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy e Nelson Barbosa( Planejamento), durante entrega da proposta orçamentaria 2016 para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)
 O ministro da Fazenda, Joaquim Levy e Nelson Barbosa( Planejamento), durante entrega da proposta orçamentaria 2016 para o presidente do Senado, Renan Calheiros 

Com déficit no Orçamento de R$ 30,5 bilhões e sem alternativa para bancar os gastos públicos, a presidente Dilma Rousseff decidiu ontem, 31, buscar no Congresso aval para o projeto de lei orçamentário de 2016 que aumenta impostos de celulares e bebidas, entre outros, além de cortar gastos em programas sociais vitrine de sua gestão, como o Ciência Sem Fronteiras, que terá R$ 1,4 bilhão a menos no próximo ano, e o Pronatec.

A opção de dividir com deputados e senadores os danos políticos do projeto foi decidida na reunião da coordenação política do governo logo pela manhã no Palácio do Planalto, quando houve a defesa da mobilização do Legislativo para promover uma espécie de “reforma estrutural emergencial” a fim de tentar encontrar recursos para melhorar as contas públicas, pelo menos em 2016. O crescimento da economia foi reduzido de 0,5% para 0,2% no próximo ano.

À tarde, os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) apresentaram a proposta, que contém o rombo bilionário inédito, e explicitaram a estratégia.

Barbosa sugeriu a participação do Congresso na busca da saída para a crise. O ministro disse que o governo tem trabalhado em “soluções” para o déficit de R$ 30,5 bilhões – indicando medidas para controle dos gastos da Previdência – e citou a importância de envolver o Congresso no processo. “São medidas que precisam ser construídas com o diálogo e com o Congresso, passando pelo fórum com as centrais sindicais para discutirmos a Previdência Social, depois faremos o mesmo com o setor da saúde e já estamos fazendo isso com o funcionalismo.”

Levy sugeriu ainda a participação “da sociedade” e disse que, “com diálogo”, a “equação Brasil” terá solução. “Essa é a minha convicção. Essa equação, não só as agências (de rating), mas a população toda, vai ajudar a resolver.”

Cunha e Renan - Após a apresentação do Orçamento do próximo ano, Dilma se reuniu separadamente com líderes da base na Câmara e no Senado. Deputados sugeriram que ela vá até o Congresso defender a proposta. A ideia foi refutada pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). Mas, segundo relatos, Dilma se mostrou simpática à proposta. Ela também agendou um encontro nesta terça à tarde no Planalto com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seu desafeto político, para tratar do assunto.

O primeiro sinal positivo à mobilização do governo veio com a declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que está se reaproximando do Planalto. “O Orçamento de 2016 com o déficit tem de mobilizar a todos – Congresso, governo e sociedade – para que se encontre uma saída para o País”. A postura do presidente do Senado animou o Planalto e Dilma pediu o empenho de todos no governo para melhorar a relação com o PMDB.

Antes do envio da proposta orçamentária deficitária ao Congresso, Dilma fez questão de falar por telefone com Cunha e com Renan, para apresentar a situação crítica das contas públicas e pedir ajuda para que não sejam criadas novas despesas e derrubados vetos presidenciais que elevem gastos como o aumento de 56% para o Judiciário. O governo quer o apoio do Congresso para encontrar saídas para as chamadas “reformas estruturais emergenciais”, que aumentem a arrecadação.

O rombo previsto só não é maior porque o governo cortou despesas em programas como o financiamento estudantil (Fies) e anunciou a redução no ritmo da nova fase do Minha Casa Minha Vida e nos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento, além de diminuir subsídios ao Plano Safra e aos investimentos de empresas.

Caso tivesse bancado a volta da CPMF, que renderia uma arrecadação de cerca de R$ 70 bilhões, o governo enviaria uma proposta orçamentária não só sem déficit fiscal, mas com um pequeno superávit. A opção “realista”, pode, no entanto, colocar em risco o selo de “grau de investimento” do Brasil nas agências internacionais de rating. Esse selo garante a investidores internacionais que o País é seguro.  (Estadão)

'John Lennon resistiu a assinar contrato de dissolução dos Beatles', diz ex-assistente

Fundador dos Beatles, John Lennon hesitou antes de assinar o contrato de dissolução que determinou o fim oficial do grupo musical mais bem-sucedido da história, afirma May Pang, ex-assistente pessoal do lendário músico.

"John não queria assinar. No dia marcado para a reunião, ele enrolou até o último minuto e acabou decidindo não comparecer. Ele repetia 'não consigo assinar, eu simplesmente não consigo assinar", contou May Pang, que está em Liverpool (Inglaterra), cidade natal dos Beatles, por ocasião do festival International Beatleweek.

Apesar de o grupo ter se separado em 1970, a dissolução oficial só veio a acontecer em 1974, devido a uma série de questões legais que ainda mantinham John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr atados uns aos outros.

A reunião que deveria selar o divórcio oficial dos Beatles foi marcada para Nova York. Harrison e McCartney viajaram da Inglaterra para os Estados Unidos, enquanto Starr assinou os papéis previamente e participou do encontro por telefone. Mas Lennon, que morava a poucos quarteirões do local escolhido para a reunião, acabou por não aparecer, o que enfureceu os antigos companheiros de banda.

"George estava possesso, porque ele tinha feito uma longa viagem para resolver a situação, e John preferiu não ir. Recebemos a ligação de um dos presentes ao encontro e ele disse que George repetia sem parar que nunca perdoaria John por não ter ido. Quando John nos perguntou a respeito do telefonema, dissemos a ele que George tinha sido compreensivo e até o tinha convidado para uma festa", lembrou a ex-assistente do beatle.

O contrato acabou por ser assinado somente no fim dezembro daquele ano, quando Lennon estava com May Pang e o filho, Julian, na Disney. "Viajamos para as férias de fim de ano e um advogado nos levou os papéis. Foi uma situação surreal. Nós, na Disney, com aquela pilha de papéis com termos legais para ler e assinar", disse.

Além de assistente pessoal de John Lennon, May Pang teve um relacionamento amoroso de 18 meses com o astro, um período que ficou conhecido como o "Fim de semana perdido" do músico, em que ele se mudou de Nova York para Los Angeles. Segundo Pang, a relação foi proposta pela própria Yoko Ono.

"Yoko entrou no meu escritório num dia pela manhã e disse que precisávamos conversar. Nós, os funcionários do casal, sabíamos que o relacionamento deles não estava bom, mas nunca falávamos sobre o assunto. Ela então me disse que eles não estavam mais se entendendo e que John começaria a ver outras pessoas. Foi nesse momento que ela sugeriu que ficássemos juntos, pois eu era solteira e seria uma boa companhia para ele", contou May Pang, que no começo resistiu à ideia.

"Eu trabalhava para eles há quatro anos, não queria de maneira nenhuma fazer isso. E John também se assustou quando ficou sabendo da ideia. A gente passou a se evitar, porque não sabia como lidar com essa situação. Mas depois acabou acontecendo", confessou.

Ainda de acordo com Pang, Lennon só voltou a morar com Yoko Ono porque ajudaria no seu processo para conseguir o 'green card' americano. "Nós estávamos para comprar uma casa juntos, mas Yoko ligou e disse que ele estava pronto para voltar para casa. Perguntei a John como ficaríamos e ele disse que nada mudaria, que seria apenas para ajudar no seu processo de imigração. Mesmo depois que ele e Yoko voltaram a morar juntos, nós continuamos a nos encontrar. Nos encontramos por vários anos, até 1980 (ano em que o músico foi assassinado)", afirmou ela.

A International Beatleweek sempre promove encontros e palestras com pessoas que fizeram parte da história da banda. Na atual edição, além de May Pang, foram palestrantes os músicos Donovan e Peter Asher e a modelo Pattie Boyd, protagonista de um dos maiores casos de bastidores do rock ao se divorciar de George Harrison para se casar com Eric Clapton.

O festival, que acontece até a próxima terça-feira, reúne em Liverpool bandas de 20 países - sete delas do Brasil - e milhares de fãs dos Beatles de cerca de 70 nacionalidades.