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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

É bom saber

Concursos
Pelo menos 120 concursos públicos no país estão com inscrições abertas hoje e reúnem 14.501 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.654,95 no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Confira aqui a lista completa de concursos e oportunidades

Brasileirão
O Atlético-PR recebe hoje (29) o Botafogo na Arena da Baixada, em jogo que completa a 22ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Confira aqui o resultado dos jogos do final de semana e a classificação.

Jady revela romance com ídolo do Flamengo. 'Jogador mais famoso que o Bolt'

Carioca que subiu ao pódio com o astro jamaicano diz que o ouro vai para um ex-atacante do Flamengo, que é seu time do coração.
 
Usain Bolt deixou o Rio com três medalhas de ouro e uma de prata. Um dos principais nomes da Rio 2016, o jamaicano não teve adversários nas pistas, onde ganhou tudo, como nos dois últimos Jogos. Mas na prova de Atletismo Sexual a performance de Bolt foi apenas medalha de prata, segundo Jady Duarte, a estudante de 20 anos que ficou famosa por ir para a cama com ele. 

Segundo a moça, um jogador (ou ex) de futebol muito famoso imperou na prova de seu melhor amante: "Já peguei um cara famosíssimo. É um jogador (...) Aqui no Rio ele é mais famoso do que o Bolt (...) Só posso falar que ele adora andar em comunidade. É atacante e é lindo" se rende a jovem, que comparou: “Ele é o primeiro e o Bolt vem depois".
 
'Foram duas medalhas. Ele fez duas vezes. E foi bom, sim. Se fosse ruim eu falava’, disse Jady, sobre desempenho de Bolt
Leia aqui >O que disse Jady

‘Chamar impeachment de golpe é desserviço’, diz presidente da OAB

O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, que representa quase mil advogados, classifica de “desserviço” a tese de Dilma Rousseff e aliados de que o impeachment é um golpe. “O STF regrou o processo. É absolutamente democrático”. Ele revela que, para a Ordem, tomar a iniciativa de pedir a cassação da petista foi mais difícil do que na época do Collor, quando havia consenso. Porém, definida a posição, “em nenhum momento se pensou em retroceder.” Desta vez, o protagonismo foi menor, diz, porque se optou por não entrar no debate ideológico.

A moda pode pegar

Por Carlos Chagas, jornalista
Foi um triste espetáculo, a transformação do Senado num hospício. Melhor, porém, que tenha sido na segunda sessão do capítulo final da batalha do impeachment, não no final. Mesmo assim, não há certeza. Pelo menos, quando Dilma Rousseff for depor, hoje (29), o grupo das galinhas cacarejantes e do galinho maluco não encontrará pretexto para tumultuar os trabalhos. Para Gleise, Vanusa, Fátima e Lindberg, entre outros, o objetivo será transformar Madame em vítima, ainda que Caiado, Renan, Magno e seus pimpolhos estejam preparados para inverter a equação.

O desempenho dos senadores na manhã de ontem, porém, foi uma fraude. Demonstrou que se algum deus da baderna viesse a suprimir o Congresso de nossas instituições, o país inteiro aplaudiria. Com as exceções de sempre, o Senado suplantou a Câmara na encenação de uma das maiores pantomimas já verificada entre nós.

Será cobrada dos que maiores vexames ofereceram no funcionamento do Legislativo a punição da perda do mandato por qualquer Conselho de Ética. Não merecem representar o eleitorado e a federação.

Salvo inusitados, a tragédia aproxima-se do final. Dilma deve ser punida por permitir a ação da quadrilha que evoluiu a favor e contra ela.

Há quem imagine a possibilidade de Michel Temer não conseguir cumprir o anseio nacional de recuperação econômica, política e social. Tem gente preparada para apresentar em poucos dias seu pedido de afastamento. A moda pode pegar.

O ministro Ricardo Lewandowski obrigou-se a usar o Poder de Polícia na direção dos trabalhos, mas ficou na promessa. Bem que poderia ter determinado à Polícia Legislativa que conduzisse uns tantos senadores às celas certamente encontradas nos porões do palácio transformado em estabelecimento imoral.

Em provocação a Dilma, Caiado canta "Apesar de você", de Chico Buarque

De camiseta polo manga curta verde bandeira e mocassim Prada, Caiado disse que um dos traumas de sua vida é não saber cantar. No ensaio da primeira comunhão, uma freira teria dito ao senador goiano que ele deveria apenas mexer a boca em vez de cantar. "Mas hoje vou passar o dia treinando 'Apesar de você, amanhã há de ser um novo dia...'", provocou.

"Apesar de você" é uma das principais músicas de protesto composta por Chico Buarque nos anos 1970. O cantor voltou a entoar o hino neste mês, contra Temer, depois de ficar mais de 40 anos sem cantar letras muito associadas à luta contra o regime militar. Chico Buarque é um dos convidados de Dilma para a sessão desta segunda, junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"De um lado a elite política, que participou de todos os benefícios desses 13 anos em que a sociedade foi duramente penalizada. Do outro lado, a voz dos 200 milhões de brasileiros que foram para as ruas", afirmou Caiado, completando que a lista de convidados da base aliada é de "pessoas comuns".

O tom descontraído marcou a reunião dos líderes governistas na manhã deste domingo. Acostumados a irem ao Senado de terno e gravata, todos dispensaram a formalidade e foram de trajes esportivos, como calça jeans e camisas.

Perguntas a Dilma - Os senadores aproveitaram o encontro para discutir como vão abordar a presidente Dilma e a ordem de quem vai fazer as perguntas. Eles escalaram nomes de mais representatividade para serem os primeiros.

O relator do processo de impeachment no Senado, Antônio Anastasia (PSDB-MG), vai ser o quinto. O líder do governo na Casa, Aloysio Nunes (PSDB-SP), o sétimo. O presidente do PSDB nacional, Aécio Neves, será o 11º.

Até agora, 47 dos 81 senadores estão inscritos para fazer perguntas durante o depoimento da petista. A primeira será feita pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma. Do lado favorável ao impeachment, falará primeiro a senadora Ana Amélia (PP-RS).

Segundo Aécio Neves, as perguntas se delimitarão aos assuntos técnicos dos motivos do impeachment, como a edição de decretos suplementares e as chamadas pedalada fiscais, que são atrasos no repasse a bancos públicos. Ele disse que quem dará o tom será a presidente.

"Vamos tratar a presidente afastada com todo respeito que ela merece como pessoa e como presidente, mas não vamos aceitar provocações. Se existirem, serão respondidas à altura", disse o senador José Agripino (DEM-RN).

Protagonista dos principais estranhamentos nos primeiros dias do julgamento, Caiado foi questionado sobre como será sua reação caso os petistas o provoquem. Respondeu que "para cada ação, tem uma reação". "O risco que corre o pau, corre no machado", disse o senador, citando um ditado, segundo ele, goiano.

O depoimento da presidente afastada está marcado para começar às 9 horas. Ela terá 30 minutos para fazer uma exposição inicial, tempo que pode ser prorrogado. Em seguida, os senadores terão cinco minutos para fazer suas perguntas. A presidente não tem um tempo delimitado para as respostas.

Segundo os senadores, eles usarão o tempo não só para questioná-la sobre os pontos do processo, mas também para fazer análises sobre a atual conjuntura, uma consequência, de acordo com eles, da administração petista.

Os apoiadores do impeachment esperam que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, estabeleça limites para a fala de Dilma. No entanto, o magistrado não deve interromper a presidente afastada, uma vez que isso pode ser considerado, juridicamente, cerceamento de liberdade da defesa da ré. (AE)

Mais trapalhadas de Lula

"Eu não fiz nada disso, eu não sei de nada..."
A Receita Federal decidiu suspender a isenção tributária do Instituto Lula do período de 2011 a 2014 por "desvios de finalidade" e cobrar imposto de renda e contribuições sociais, além de multa milionária.

O fisco encerrou a investigação aberta em dezembro do ano passado sobre a entidade, fundada em 2011 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um comunicado será enviado ao instituto nesta semana informando das cobranças. A conta final está sendo fechada, mas deve ficar entre R$ 8 milhões e R$ 12 milhões. A investigação sigilosa considerou as declarações entregues pelo instituto à Receita Federal.

A principal irregularidade identificada foi o repasse de R$ 1,3 milhão para a empresa G4 Entretenimento, que pertence ao filho do ex-presidente Fábio Luís e a Fernando Bittar, dono do sítio de Atibaia investigado por ter sido frequentado por Lula.

Para os técnicos, houve simulação de prestação de serviço pela G4, como forma de mascarar a transferência de recursos da entidade para o ex-presidente ou parentes, configurando o desvio de funcionalidade.

Os auditores apontam também pagamentos sem destinatários e o aluguel de um imóvel apontado como sede, mas que era diferente do endereço do instituto, criado em 2011 em substituição ao antigo Instituto da Cidadania, também ligado ao petista.

No mesmo período auditado, a entidade recebeu quase R$ 35 milhões em doações, a maior parte de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato, como Odebrecht e Camargo Corrêa.

O fisco questionou a origem desses recursos, como o dinheiro foi gasto e se as contribuições foram declaradas. A suspeita era a de que o instituto tenha sido usado para lavar dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras. Essa investigação está sendo conduzida pela Polícia Federal.

A Receita se limitou aos aspectos contábeis das irregularidades. Os auditores pediram, por exemplo, explicações ao presidente do instituto, Paulo Okamotto, do motivo que teria levado grandes construtoras a doarem ao menos R$ 18 milhões.

Além disso, contestaram doações de duas entidades sem fins lucrativos que, juntas, destinaram R$ 1,5 milhão ao instituto entre 2013 e 2014. Diante desses elementos, a Receita concluiu que houve desvio de finalidade.

Inicialmente, chegou a avaliar uma cobrança de até R$ 22 milhões em cima de um critério extremo que configuraria má-fé por parte da entidade. Esse valor seria calculado sobre todos os recursos recebidos, ignorando as despesas declaradas à Receita. No entanto, decidiu-se que a conta a ser cobrada, entre R$ 8 milhões e R$ 12 milhões, vai considerar os balanços.

A decisão da Receita não cancela a isenção fiscal do instituto para depois de 2014, a não ser que novos indícios de irregularidades sejam identificados a partir do ano-base de 2015.

Palestras
- A investigação da Receita não contemplou a empresa de palestras do ex-presidente, a LILS Palestras e Eventos. Entre 2011 e 2015, o ex-presidente deu 70 palestras pagas por 41 empresas e instituições.

Segundo investigação da Operação Lava Jato, a LILS Palestras recebeu R$ 21 milhões no período, sendo R$ 9,9 milhões de empreiteiras investigadas.

O ex-presidente disse que era "remunerado de acordo com sua projeção internacional e recolhendo os devidos impostos".

Vale a pena ler: Dá para confiar nas pesquisas eleitorais?

Um sinal vermelho acendeu nos EUA. As pesquisas eleitorais estão cada vez mais imprecisas. A crise dos institutos tradicionais agrava-se há anos. Há mais de uma década a disparidade entre as previsões eleitorais e o resultado das eleições cresce.

São muitos os exemplos. Nas primárias da campanha presidencial, todos os grandes institutos de pesquisa apontavam Hillary Clinton liderando em Michigan por no mínimo cinco pontos. No entanto, foi Bernie Sanders quem levou a disputa, com quatro delegados a mais que Clinton. Um deslize bem acima da chamada "margem de erro".

O que estaria acontecendo então? Nos EUA a crise vem sendo explicada por um declínio imenso no índice de retorno das pesquisas. A principal metodologia para consultar eleitores lá é via telefone fixo. A regulamentação impede que sejam feitas ligações de pesquisas diretamente no celular dos eleitores. Com isso, a taxa de resposta a essas ligações, que era de 78% na década de 1980, é agora de apenas 0,9% em 2016.

No entanto, a questão não se esgota por aí. Outro fator crucial é que as pesquisas tradicionais não funcionam tão bem no mundo de hoje. Elas produzem um "instantâneo" da situação. Uma fotografia estática do momento eleitoral que não dá conta de sua dimensão dinâmica.
Mais aqui >Dá para confiar nas pesquisas eleitorais?

Dilma encara provável discurso final como presidente com 'alívio'

BRASILIA, DF, BRASIL - 24-08-2016 - A presidente Dilma Rousseff chega ao Auditorio dos Bancarios, onde e realizado o provavel ultimo ato publico de Rousseff antes do julgamento do seu Impeachment. (Foto: Alan Marques/Folhapress, PODER) 
Dilma no Auditório dos Bancários, na quarta (24), no provável último ato público antes do impeachment
Dilma Vana Rousseff, 68, começou a se preparar para aquele que deve ser seu último discurso como presidente da República há 13 dias.

Muitas vezes sozinha, dedicou-se exaustivamente à elaboração de sua defesa para encarar, nesta segunda-feira (29), no Senado, um de seus maiores fantasmas: a divergência.

Pediu a aliados sugestões por escrito, separou documentos —alguns jurídicos e outros, para inspiração, da Era Vargas— e reuniu números: um roteiro comum para quem já treinou 17 horas seguidas para um debate eleitoral na campanha de 2014.

No domingo (28), um pouco mais calma, recorreu a seu advogado, José Eduardo Cardozo, e a sua assessora Sandra Brandão, que conhece, com precisão decimal, os dados sobre seu governo, para discutir os últimos ajustes de sua fala, que define como o momento mais difícil desde seu afastamento do cargo.

Dilma não queria ir ao Senado. Resistiu até a semana passada, mas foi convencida por aliados de que era um bom momento para "fazer história".

Esperava encerrar logo o ciclo e, como disse aos mais próximos, ficará "aliviada" em acabar com a agonia pessoal que foi para ela o processo de impeachment.

A obsessão por afastar o contraditório teve reflexo direto na perda de condições para governar ao longo de seu segundo mandato, dizem auxiliares.

Dilma foi se desvinculando de quem discordava dela e passou a ouvir cada vez menos os divergentes, inclusive o ex-presidente Lula.

Cercou-se de pessoas que diziam "sim" para tudo o que ela ordenava, que tinham medo de seus famosos ataques de fúria quando confrontada e que não puderam evitar que esse comportamento fizesse ruir também seu relacionamento com o Congresso.

Nesta semana, enquanto revezava-se entre a elaboração de seu discurso e o mapeamento de votos que teria no Senado —para aprovar o impeachment são necessários 54 dos 81 votos—, a petista sentiu os reais reflexos de sua personalidade.

Um aliado escalado para convencer senadores indecisos a conversar pessoalmente com Dilma ouviu a constatação retórica de um deles: "Mas ela nunca me recebeu antes". Foi entusiasmado a "olhar o futuro", porém não se sabe se foi convencido.

A presidente afastada diz ter consciência de que as sessões do impeachment no Senado são "teatrais", que as decisões estão tomadas e que será muito difícil mudar algum voto com sua fala.

Preferiu não assistir aos senadores pela TV, mas pediu a assessores os discursos de aliados por escrito, para ter uma ideia do que se passava.

Ela quer fazer uma fala forte, pessoal e que sirva, em suas palavras, como um "registro histórico do golpe".

Nunca mais
- Caso seu afastamento definitivo seja confirmado nesta semana, Dilma quer deixar o Alvorada o mais rápido possível e voltar a Porto Alegre. Seu apartamento fica em um prédio antigo, daqueles com ambientes amplos, em um bairro de classe média alta da cidade. É ali que pretende descansar por um tempo.

Amigos apostam que Dilma deve participar de atos organizados por movimentos sociais, pode dar aula, mas não militará no PT, partido com o qual esteve às turras até a reta final do processo.

Ela também já esboçou vontade de escrever um livro e nele poderia lembrar de outro momento que, assim como no do julgamento do impeachment, foi tomada pela agonia que acabou em alívio.

Em 26 de outubro de 2014, segundo turno das eleições presidenciais, Dilma reuniu aliados na biblioteca do Alvorada.

Regados a uísque, água de coco e suco de caju, petistas assistiam apreensivos à apuração acirrada de votos pela TV.

Michel Temer, hoje presidente interino e ali candidato a vice na chapa da petista, estava sentado com a mulher, Marcela, no sofá preto, longe dos outros. Quando sua reeleição finalmente foi anunciada, Dilma abraçou Lula, seu antecessor e padrinho político, e soltou aquele que pareceu aos presentes o seu maior suspiro: "Eu nunca mais vou fazer isso".

Em 1992, expectativa era de Collor 'soltar os cachorros' em fala ao Senado

ORG XMIT: 120101_1.tif As fotos do século - Impeachment de Fernando Collor: o presidente Fernando Collor de Mello olha o relógio no momento de assinar o documento chamado "contra-fé", pelo qual reconhece que responderá, fora do exercício do cargo, por crime de responsabilidade, em 2 de outubro de 1992, em Brasília (DF). Collor recebeu um mandado de citação, assinado pelos presidentes do Senado, Mauro Benevides (PMDB-CE), e do Supremo Tribunal Federal, Sydney Sanches, comunicando a abertura do processo de impeachment e seu afastamento do cargo e um ofício assinado por Sanches colocando à sua disposição os 500 quilos de documentos em que a acusação se baseia. O texto de acusação da Câmara dos Deputados vem acompanhado de 927 páginas que compõem o processo. Brazilian President Fernando Collor de Mello looks at his watch at 10:18 a.m. on Oct. 2, 1992 in Brasilia, Brazil, just before signing a document to temporarily relieve him of his his presidency. Collor, whose term was marked by an economic crises and charges of corruption, was the first and only Brazilian President to be impeached. He resigned from office Dec. 29, 1992, they day before congress would have officially removed him. (AP Photo/Folhapress, Lula Marques) MANDATORY CREDIT  
 Collor prestes a assinar notificação de que responderia, fora do cargo, por crime de responsabilidade
O dia 29 de dezembro de 1992 começou com a expectativa do julgamento final do presidente Fernando Collor no Senado.

Ele até conseguira atrasar o início da etapa derradeira em uma semana —a tática era adiar a decisão até 1993, contando com erros do governo interino de Itamar Franco para voltar.

Mas o plano esbarrou em decisão do Supremo Tribunal Federal que definiu que Collor enfim começaria a ser julgado na última terça-feira do ano.

O país acordava também naquele dia querendo saber se o próprio Collor iria ao julgamento, que iria até a madrugada do dia 31, durando menos que o de Dilma Rousseff.

Até ali, dera inúmeros sinais de que se defenderia no Senado. Queria discursar por 30 minutos, sem ser apartado pelos senadores. Cogitou falar de improviso.

O aliado Ney Maranhão (PRN-PE) anunciou: "Ele vai vir em pessoa e soltar os cachorros".

Seus advogados defendiam a ida, mas havia também os que preferiam que ele faltasse, acusando cerceamento de defesa para justificar novo adiamento.

Na véspera, o porta-voz Etevaldo Dias dizia que Collor "tendia a comparecer" e repetia o que ele prometia há meses: "Jamais renunciará".

Em muitas ocasiões, nem deu abertura a aliados que defendiam a entrega do cargo exporem argumentos.

No dia D, minutos após o início da sessão, para a surpresa dos aliados, Collor deu sua última cartada para tentar se livrar ao menos da perda de direitos políticos.

Não foi ao Senado, descumpriu a promessa e renunciou à presidência da República.

Chico Buarque irá ao Senado para ver defesa de Dilma

CHICO DECLARA ABERTOS OS JOGOS FORA TEMERComo um furacão, o lendário compositor Chico Buarque de Hollanda deu literalmente o pontapé inicial nos jogos da re-existência olímpica e levou ao delírio todo Canecão num canto uníssono:APESAR DE VOCÊ AMANHÃ HÁ DE SER OUTRO DIA...  
Chico Buarque irá ao Senado para assistir à defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, na sessão do impeachment nesta segunda-feira (29). Ele foi um dos cerca de 20 convidados da presidente afastada. Dilma pediu para que o Senado autorizasse a entrada de algumas pessoas escolhidas por ela, entre elas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presença de Buarque foi confirmada na madrugada desta segunda.

Buarque participou de programas eleitorais de Dilma e, desde o início do processo de impeachment, militou (foto) contra o seu afastamento.