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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Bem feito

Por Ercio Bemerguy

E, por falar em eleição e em voto, este fato é verdadeiro: recentemente, em uma festa de arraial em uma cidadezinha do interior paraense, o morador do modesto lugarejo resolveu tirar sarro, gozar com a cara de um candidato a prefeito que, aproveitando-se do evento que reunia muitas pessoas, prometia mil coisas, querendo conquistar votos. Pois bem, no alto-falante do serviço de propaganda comercial e de divulgação de mensagens, instalado no local da festividade religiosa, foi pro ar este recado: "Ao político que vem aqui só em época de eleição e pensa que a gente é besta, dedicamos este postal sonoro"... E é rodada a bela e sugestiva canção interpretada por Roberto Carlos: "Falando sério.../ é bem melhor você parar com essas coisas/ de olhar pra mim com esses olhos de promessas.../ Falando sério.../ entre nós dois tinha que haver mais sentimento/ não quero seu amor por um momento/ e ter a vida inteira pra me arrepender..."
Isso prova que os nossos queridos irmãos caboclos sabem das coisas, sabem sugerir, de forma delicada, com romantismo e musicalmente, aos indesejados visitantes, o que deveria ser dito de forma mais direta, assim: "Te manda daqui, oportunista, enganador, safado! Já estamos cansados de sermos ludibriados com promessas e mentiras eleitoreiras." 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Lei Eleitoral determina que eleitor não pode ser preso a partir desta terça

A partir desta terça-feira (27), cinco dias antes do primeiro turno das eleições de 2016, nenhum eleitor pode ser preso ou detido, a não ser em flagrante ou para cumprimento de setença criminal. Segundo o calendário eleitoral, essa garantia é válida até 48h após o pleito - ou seja, até a terça-feira (4), às 17h.

A regra está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e tem como objetivo garantir o exercício do direito do voto pelo maior número possível de pessoas sem ameaças ou pressões indevidas.

O artigo diz que "nenhuma autoridade poderá, desde 5 dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto".

Caso alguma prisão ocorra, o preso deverá ser "imediatamente conduzido à presença do juiz competente que, se verificar a ilegalidade da detenção, a relaxará e promoverá a responsabilidade do coator".

No segundo turno, que será no dia 30 de outubro, a garantia da não-prisão começa a valer em 25 de outubro e se encerra na terça-feira, dia 1º de novembro.

Estupro, congelamento de óvulos e homoafetividade

Dra. Albertina Duarte
Em 40 anos de profissão, a ginecologista Albertina Duarte Takiuti (foto), 64, coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente do Estado de São Paulo, foi muito além da investigação minuciosa da fisiologia feminina. Ela se dedica incansavelmente ao atendimento de mulheres sequeladas por conta de preconceito, machismo e violência.

Em entrevista publicada na Revista J.P, ela abordou assuntos como as diferenças entre a maneira de pensar do homem e da mulher. “Hoje concordo plenamente com a tese de que o homem trai para ficar no casamento, e a mulher, para sair. Ele busca um aditivo, mas preserva a relação estável que tem com a família. Então, quando ela o confronta, diz que o viu com outra, grita, joga na cara, ele nega sempre. Já a mulher costuma se envolver na relação extraconjugal e logo pergunta: “Será que eu deixo o meu casamento?”, disse ela.

 “Até hoje as mulheres têm medo de não agradar, de não agradar o marido, os filhos… e ainda hoje um homem destrói uma mulher se a chamar de ‘feia’ ou de ‘gorda’. Ela simplesmente desaba sem se dar conta de que é bem sucedida profissionalmente, que sustenta a casa e a família”.

Vale a pena ler: O exército do 'Fora, Temer'

Por Arnaldo Jabor - Estadão 
Eu também quero ser feliz. Fico com inveja dos manifestantes que berram “Fora, Temer”, orgulhosos, iluminados pela certeza de que lutam pelo bem do Brasil. Tenho inveja deles. Nada é mais cobiçado do que a chamada “boa consciência”, a sensação de estar do lado certo da história ou da justiça. Tenho inveja de famosos artistas e intelectuais que aderiram à causa do “Fora, Temer”, se bem que ainda não consegui entender o labirinto ideológico dentro de suas cabeças que desemboca nesses protestos. Fico inquieto, mas logo me tranquilizo, porque eles, pessoas especiais, têm um fino saber e se tivessem tempo (ou saco) me elucidariam sobre suas profundas razões. Esforço-me, mas ainda não alcanço essa profundidade. Acho que tenho de me rever, fazer uma autocrítica. Talvez eu seja levado por minha cruel personalidade que, como eles dizem, não deseja o progresso do País. Eu sei que, ai de mim, talvez eu não passe mesmo de um fascista neoliberal, mas também sou um ser humano. Por isso, me entendam – eu quero ser salvo, doutrinado, catequizado pelo saber histórico dos manifestantes. Peço, por favor, que me ajudem a entender suas teses, para que eu saia das trevas da ignorância. Eu sou um pobre homem alienado, mas quero me atualizar. Por isso, trago algumas perguntas para me livrar dessas dúvidas pequeno-burguesas. Por exemplo:

Me expliquem porque a palavra de ordem é “golpe, golpe”. Como assim? – pensei, na minha treva: se a Suprema Corte, o Congresso, o Ministério Publico, a PGR, a Ordem dos Advogados, a Associação dos Magistrados do Brasil levaram nove meses para cumprir o ritual constitucional e legitimaram o impeachment, por que é golpe? A turma do “Fora, Temer” deve saber. Talvez, alguém da direita tenha envenenado a mente desses juízes, congressistas, advogados e procuradores. Quem, na calada da noite, se reuniu com eles e juntos planejaram um golpe contra a Dilma? Imagino a cena, tarde da noite num bar de hotel: ministros e juízes bebem e celebram, às gargalhadas, um plano para arrasar o PT. Me expliquem esse mistério, pelo amor de Deus.

Gente querida

 (in memoriam)
Na internet encontrei esta foto que considero raríssima. Em um evento no Centro Recreativo, em Santarém, na década de 60, é registrada a imagem de Dagomar Macêdo, Joaquim da Costa Pereira, Francisco Coimbra Lobato, Paulo Campos Correa, Lahire Cavalero, Everaldo Martins, Arthur Vieira Brandão, João Vieira Cardoso, Wilson Dias da Fonsêca (Isoca) e José Fernando dos Santos. Todos já não estão mais entre nós, infelizmente.
Dica: Cliquem na imagem para aumentá-la.

No Diário do Poder - Claudio Humberto

Fisco aperta os ‘mini’ e poupa grandes devedores
A Receita Federal notificou ontem 668.440 microempresas e pequenas empresas a pagarem quase R$ 23,8 bilhões em débitos com impostos, previdência etc, que têm prazo apertado de 30 dias para isso ou serão excluídas do regime tributário Simples. A Receita não informou se vai adotar providências contra dívidas semelhantes, no valor astronômico de R$ 392 bilhões, de apenas 500 grandes empresas brasileiras. ** Só a fraude detectada pela Operação Acrônimo no Carf, o Conselho de Administração de Recursos Fiscais, é de mais de R$ 20 bilhões. ** O rombo estimado pela Lava Jato na Petrobras é de R$ 23 bilhões, mesmo valor das dívidas das 668.440 empresas que serão esfoladas. ** Só um diretor da Fiesp deve à Receita, na pessoa física, um terço da dívida das 668 mil empresas no paredão da Receita: R$ 6,9 bilhões.
Ministério da Cadeia
O PT poderia montar todo um Ministério com os seus filiados presos e/ou condenados apenas neste ano. José Dirceu, Paulo Bernardo, Guido Mantega e Antonio Palocci. Ainda falta o chefão.

'Montei uma quadrilha para tirar 36 milhões da miséria', diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem (26) que não aceitava as ofensas de "um menino procurador" que o acusa de formar "uma quadrilha".

Em um comício em apoio à candidatura de Jandira Feghali (PC do B) à prefeitura do Rio, ele pediu desculpas ao público por fazer um desabafo no final do seu discurso de 37 minutos e disse que estava "indignado" com o procurador da República Deltan Dallagnol.

"Não posso aceitar as ofensas de um menino procurador que diz que formei uma quadrilha. Montei uma quadrilha, sim, para tirar 36 milhões de pessoas da miséria. Uma quadrilha que criou 22 milhões de empregos formais, colocou milhões de pessoas na classe média", afirmou Lula na praça da Fé, em Bangu, zona oeste do Rio.

O ex-presidente contou que sente "um ódio acumulado" dos procuradores contra ele e disse que "o único mérito que eles têm é que são concursados".

"Vejo nesses meninos procuradores esse ódio. Eu não prestei concurso, tenho diploma de torneiro mecânico. O concurso não mede caráter, ética. É como a carteira de motorista. Não é porque você tirou a carta que sabe dirigir", acrescentou.

No dia 14, ele foi denunciado pela força-tarefa da Lava Jato sob acusação de comandar o esquema de corrupção na Petrobras e atuar, junto com a empreiteira OAS, no desvio de ao menos R$ 87,6 milhões da estatal. Segundo Dallagnol, "Lula era o maestro dessa grande orquestra concatenada para saquear os cofres públicos".

O ex-presidente disse que estava com "a consciência tranquila, apesar da devassa" na sua vida e de seus familiares. "Tem muita gente honesta no Ministério Público, na Polícia Federal, em qualquer lugar, mas ninguém é melhor do que eu, no máximo podem ser iguais", afirmou.

Ao falar sobre as eleições presidenciais de 2018, Lula mandou um recado aos procuradores. "Se vocês me perseguem para eu ser candidato, vocês se tornaram os meus principais cabos eleitorais", disse.

Congresso perdulário

Editorial - Folha de SP
Parece bagatela despesa de R$ 103 milhões anuais numa instituição cujo orçamento prevê consumir R$ 9,17 bilhões do contribuinte em 2016. Não é —em especial porque tal cifra escoa pelo ralo de uma estrutura ociosa de comunicação.

O valor, que não representa nem metade da despesa com esse setor no Congresso Nacional, daria para custear o benefício máximo do programa Bolsa Família (R$ 336) para 25.500 lares de brasileiros.

Cuidar dos recursos públicos é o mínimo que se espera dos políticos —pouco importa se as cifras montam a bilhões ou milhões.

Entre concursados, comissionados e terceirizados, as secretarias de comunicação da Câmara e do Senado somam 1.212 funcionários. Para comparação: o jornal "The New York Times", com 1,8 milhão de assinantes, emprega cerca de 1.300 jornalistas.

Os R$ 103 milhões abarcam só os pagamentos a terceirizados, não os salários dos 470 servidores públicos (as duas Casas parlamentares não discriminam gastos com pessoal por setor). Como seus proventos variam de R$ 14.300 a R$ 27.400, é fácil perceber que o dinheiro despejado na área vai bem além.

E tudo isso para quê? Nada, ou muito pouco. Integrantes da classe política, no Legislativo e no Executivo, sempre alegam que precisam prestar contas do que fazem ao público, porém há muito se sabe que estão mais preocupados com autopromoção e com multiplicar cabides de emprego.

A conclusão pela superfluidade de tamanha máquina de comunicação decorre de que, precisamente, ela comunica muito pouco.

Em abril, mês no qual a Câmara autorizou o processo de impeachment contra Dilma Rousseff (PT) e com isso atraiu as atenções Brasil afora, sua emissora de televisão ainda assim ficou relegada à 49ª posição no ranking de audiência. Marcou 0,07 ponto na escala Ibope, o que corresponde a 1.680 domicílios nas 15 principais regiões metropolitanas do país.

Parece fantasia, diante desse número, estimar em 50 milhões de pessoas o público potencial da TV Câmara e da TV Senado, como fazem seus dirigentes. Na prática, essas emissoras, ao lado de publicações impressas e noticiário eletrônico próprio, se limitam a uma cobertura parlamentar chapa-branca, à qual pouquíssimos recorrem. Dar acesso público aos atos, leis e, vá lá, discursos de deputados e senadores é algo que se pode fazer com uma equipe mínima, de perfil técnico. O Congresso, no entanto, como de hábito se inclina mais a malbaratar do que a poupar o dinheiro do contribuinte.

Venda da Big Bem

Estadão
Segundo fontes de mercado, um dos objetivos de curto prazo da Brasil Pharma seria a venda da Big Ben, considerado o melhor ativo de seu portfólio, com 258 lojas próprias e uma posição forte no Estado do Pará. O principal candidato à aquisição seria o Grupo Ultra, dono dos postos de combustíveis Ipiranga, que comprou a principal rival da Big Ben, a Extrafarma, há três anos. A meta de arrecadação com a Big Ben seria de R$ 1 bilhão, mas o Estado apurou que o valor pode acabar sendo mais baixo. “Uma das coisas a se pensar é que, por causa da concentração de mercado no Pará, o negócio pode ter dificuldades para ser aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)”, diz uma fonte.

Restaurante do Pará na lista dos "50 Melhores da América Latina"

Pela terceira vez consecutiva, o peruano Central é eleito o melhor restaurante da América Latina. A lista dos 50 melhores restaurantes da região foi anunciada ontem (26), em uma cerimônia na Cidade do México.

Comandado pelo casal de chefs Virgilio Martinez e Pía León, o Central é uma casa de celebração aos produtos andinos. Das quatro edições do 50 Best latino-americano, o restaurante de Lima venceu três.

Na famosa lista, o Remanso do Bosque, de Thiago Castanho, de Belém, apareceu em 44º.