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quinta-feira, 4 de julho de 2019

Saudade: 33 anos sem OSMAR SIMÕES
Lembro, com muito pesar, que em 04 de julho de 1986 faleceu Osmar Loureiro Simões, o meu inesquecível e querido mestre e grande incentivador da minha carreira como radialista. Ele ajudou a nascer e a crescer a Rádio Rural de Santarém, onde trabalhamos juntos e que amanhã estará completando 55 anos no ar.
Descanse em paz, querido amigo.
Na foto, ele e eu.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Bandas

Estou em dúvida. Estes estudantes, desfilando no Dia da Pátria, são do Colégio Dom Amando ou do Álvaro Adolfo?

Turma do América

Em Santarém, onde passei minha infância, adolescência e juventude, uma turminha de rapazes de diversas classes sociais se reunia todas as noites em um dos bancos da Praça da Matriz para esperar o início da venda de ingressos para os filmes exibidos no Cinema Olímpia e, depois da sessão cinematográfica, ia prosear no Bar Mascote. Essa rapaziada era conhecida como A Turma do America, time de futebol já extinto. Entre outros, faziam parte dessa confraria de amigos,  Márlio Cunha, Maurílio Pinto, Arnaldo Joseph, Solaninho, Paxá, Paca-toca, Zé Camaleão, Josué Monteiro, Licurgo Anchieta e eu.

Fica na tua, cara


Tenho um amigo, viúvo, já setentão, que resolveu, como me disse ele,  aproveitar, curtir mais a vida, entrar na onda jovem. E, com este objetivo, está desfrutando dos prazeres que as noites oferecem em barzinhos e nas baladas, por exemplo. Na sua estreia em uma dessas baladas turbinadas pelos sons e ritmos da moda, o coroa ficou espantado com o assédio explicito das pessoas de todos os gêneros, com olhares e gestos provocantes querendo companhia, querendo ficar com alguém. Uma bela jovem aproximou-se dele e disse: pô, cara, vai ficar aí paradão? Dança comigo! A resposta dele foi esta: obrigado, minha filha, já estou indo embora, fica pra outra vez. E não poderia ser de outra forma, afinal, o distinto senhor é do tempo em que, nos bailes, a música não era mecânica, era orquestrada e os ritmos dançantes eram o bolero, a valsa e o samba. A festa dividia-se em partes, ou seja, tinha intervalo entre uma e outra música e, então,  o cavalheiro ia até à mesa onde estava sentada a moça, a donzela, o brotinho e, respeitosamente, sob os olhares severo dos pais dela, era feito o convite para dançar, que era aceito ou, às vezes, recusado. E, para encurtar a história, eu digo que o meu amigo decidiu viver como antes: jogar dominó, bebericando nos botecos com os amigos. Nada de agitos, nada de badalação da vida moderna.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Ednaldo Rodrigues, meu confrade na Academia de Letras e Artes de Santarém está aniversariando nesta terça-feira  (02). É pessoa muito estimada,  do tipo solidária, gente boa. Parabéns, amigão!

Editorial do Estadão: A serventia da imprensa

Houve notável entusiasmo de grande parte da sociedade brasileira com os resultados das eleições de 2018, porque esse desfecho parecia simbolizar uma ruptura com a era lulopetista, marcada pela corrupção e pela irresponsabilidade administrativa. O triunfo dos candidatos que se apresentaram como o “novo” e como a antítese de tudo o que se atribuía ao PT indicava a clara insatisfação do eleitorado com aquele estado de coisas e, por conseguinte, denotava a esperança de mudanças radicais que despertariam o enorme potencial adormecido em razão da captura do Estado por quadrilhas e corporações corruptas.
Para os mais empolgados, a vaga reformista, capitaneada não só pela eleição do presidente Jair Bolsonaro, como pela surpreendente renovação dos quadros parlamentares na União e nos Estados, demanda da sociedade brasileira total engajamento para atingir os fins a que se destina – quais sejam, limpar o País da corrupção e das influências da esquerda e colocá-lo no rumo do crescimento exuberante, mercê das reformas estruturais modernizantes. Mas o que deveria ser um movimento de revivificação das forças nacionais vai-se tornando um impulso de radicalização e de desunião, incapaz de analisar criticamente as razões de sua própria paralisia. Prefere-se atribuí-la a quem não anuncia sua absoluta aderência aos, digamos, princípios do bolsonarismo e a quem quer que deles se desvie ou em relação a eles nutra qualquer crítica.
Nesse contexto, não são poucos os que julgam que a própria imprensa deveria unir-se aos esforços do governo. O jornalismo, segundo essa visão, deveria refrear seu natural ímpeto de fazer reparos às iniciativas governamentais, pois estas visariam exclusivamente ao interesse público e ao bem comum; por outro lado, o jornalismo deveria dedicar-se a apontar as artimanhas daqueles que lucrariam com o retorno ao desvario lulopetista.
Conforme essa visão, os erros do governo e de seus membros seriam fruto quase natural e esperado de um pedregoso processo de reconstrução nacional, ao passo que qualquer reparo aos projetos governistas só pode ser resultado do inconformismo da “velha política” com o saneamento moral empreendido pelo bolsonarismo. Logo, ao focar sua atenção mais no governo, procurando dissecar os problemas políticos e administrativos da Presidência de Jair Bolsonaro, a imprensa estaria fazendo o jogo dos inconformados e, no limite, prejudicando o País.
É neste momento, portanto, que se faz essencial relembrar qual é a serventia da imprensa em uma democracia. O escritor George Orwell, que entendia como poucos a essência do totalitarismo, dizia que, “se liberdade significa alguma coisa, significa o direito de dizer às pessoas o que elas não querem ouvir”.
A imprensa estará cumprindo bem seu papel se mantiver em relação ao governo o distanciamento necessário para ter sobre ele uma visão questionadora e independente. É o que o Estado vem fazendo ao longo de sua história de 144 anos. Não se trata de fazer a crítica pela crítica, e sim observar se os princípios da boa administração e da boa política estão sendo respeitados, pois disso depende em grande parte a saúde da democracia.
Por isso, nenhum governo pode ser tratado com condescendência pela imprensa. O escrutínio público dos atos de governantes em geral é o único antídoto eficaz para o autoritarismo. Sem essa fiscalização permanente, que é tarefa precípua do jornalismo sério, os cidadãos tendem a ficar no escuro a respeito de decisões que afetam o País e seu futuro. Sem informações críticas para aquilatar o trabalho das autoridades, os cidadãos podem se ver enredados quer pelo discurso oficial, quer pela narrativa da oposição – em qualquer dos casos, alimentam-se o populismo e o extremismo, sem que o interesse nacional seja de fato atendido.
Há quem diga que, a despeito de tudo isso, a imprensa deveria “colaborar” para que o governo seja bem-sucedido, pois disso dependeria a redenção do País. Essa colaboração se daria de duas formas: primeiro, por meio do reconhecimento das boas intenções do governo; segundo, por meio da crítica aos que estariam efetivamente prejudicando o País – nomeadamente os corruptos recalcitrantes.
Ora, nesses termos não haveria mais a necessidade de uma imprensa livre; bastaria a propaganda oficial. Mas então não estaríamos mais numa democracia.

A quem interessar...

Perdendo ou ganhando, sempre serei Caprichoso.
O Boi Garantido venceu o 54º Festival Folclórico de Parintins e conquistou o 32º título de sua história. Parabenizo os seus integrantes e sua vibrante galera.
Socorro Lisboa muda de idade hoje (2). Forma com o maridão,  Paulo, um casal de muitos amigos e que vive sempre alegre e com muita dignidade. São pessoas que eu admiro e prezo muito. Parabenizo a aniversariante,  almejando que a sua vida seja uma sequência de dias felizes, com muita saúde.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Para reflexão
O protesto verdadeiramente benéfico deve ser feito no momento do voto e não na rua. A corrupção política é uma consequência do voto em candidato "ficha suja". Nas eleições do próxim ano vote contra a falta de ética e a roubalheira na gestão pública. O nosso voto é a arma da mudança!