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quinta-feira, 26 de março de 2015

Previdência privada não é obrigada a dar aumento

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que não reconheceu a obrigatoriedade da concessão de aumento real nos reajustes de aposentadoria complementar de entidade de previdência privada.

Os recorrentes ajuizaram ação de cobrança de diferenças de suplementação de aposentadoria contra uma fundação de seguridade social sustentando que o estatuto da entidade prevê que os valores devem ser reajustados nas mesmas datas dos reajustes dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e segundo os mesmos índices expedidos pelo Ministério da Previdência.

A Justiça mineira rejeitou o pedido, entendendo que se o regulamento da entidade de previdência privada estabelece como fator de reajuste o concedido pelo INSS, obriga-se somente aos índices de reajuste da aposentadoria em razão das perdas inflacionárias, e não aos de aumento real.

Os segurados recorreram ao STJ, alegando que o estatuto da entidade não faz menção à exclusão de qualquer percentual que esteja acima dos índices oficiais de inflação.

Para o relator do caso, ministro Villas Bôas Cueva, a previsão normativa de reajuste das suplementações de aposentadoria pelos índices incidentes sobre os benefícios do INSS refere-se apenas a perdas inflacionárias, já que sua função é garantir o poder aquisitivo existente antes do desgaste causado pela inflação, e não conceder ganhos reais aos assistidos.

Segundo ele, além de não ter sido contratado nem ter respaldo em cálculos atuariais, o pretendido aumento real e progressivo do benefício complementar não foi levado em consideração no plano de custeio.

Assim, o aumento iria onerar de forma proporcional os contribuintes, tendo em vista a dinâmica do regime de capitalização da previdência privada. Além disso, ressaltou o ministro, o STJ já concluiu que o objetivo do fundo de previdência complementar não é propiciar ganho real ao trabalhador aposentado, mas manter o padrão de vida semelhante ao que desfrutava em atividade. A decisão que negou provimento ao recurso especial foi unânime.

Denatran adia até 1º de julho exigência do extintor veicular ABC

O Denatran adiou nesta quarta-feira (25) por mais 90 dias a obrigatoriedade do uso do extintor veicular do tipo ABC. A nova data prevista para início da fiscalização será 1º de julho.

De acordo com o Ministério das Cidades, o motivo para adiar a obrigatoriedade é que o equipamento continua em falta nas lojas.

Desde dezembro, pouco antes de a medida entrar em vigor, os consumidores reclamam da falta do item no comércio.
 
A multa começaria em 1º de janeiro deste ano, mas, no dia 7 daquele mês, o governo anunciou o primeiro adiamento da exigência, para 1º de abril.

Quando entrar em vigor, a resolução irá punir com multa de R$ 127,69, além de cinco pontos na carteira de habilitação, os motoristas que trafegarem com extintor que não seja do tipo ABC.

Vale lembrar que o adiamento não desobriga o uso de um extintor automotivo, com prazo de validade em vigência. O não uso, ou uso de um item vencido também é passível de multa.

Apostas de SP e PA dividem R$ 7,2 milhões da Mega-Sena

Duas apostam acertaram as seis dezenas da Mega-Sena do concurso de número 1.689, dividindo um prêmio de R$ 7.220.466,26. O sorteio foi realizado nesta quarta (25), em Osasco (SP). O próximo concurso da Mega-Sena, que acontece no sábado (28), terá prêmio estimado em R$ 19 milhões.

Veja as dezenas: 02 - 05 - 13 - 27 - 41 - 53.

As apostas ganhadoras foram feitas em Redenção (PA) e São Paulo (SP). Cada um irá receber um prêmio de R$ 3.610.233,13. A quina teve 185 acertadores, que levaram prêmio de R$ 11.227,15 cada um. Além disso, houve 9.364 ganhadores na quadra, que rendeu R$ 307,98.

OAB e CNBB cobram que Supremo volte a julgar doações privadas eleitorais

A Ordem dos Advogados do Brasil e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediram ontem (25/3) a retomada do julgamento que avalia se são corretas doações feitas por empresas privadas para campanhas políticas. Representantes das entidades reuniram-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, quase um ano depois que a análise foi suspensa por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Para o secretário-geral da CNBB, D. Leonardo Steiner, o Supremo deve cumprir seu próprio regimento interno, que prevê rápida retomada dos julgamentos suspensos por pedidos de vista. Ele afirma que, caso os ministros considerem inconstitucional essa forma de financiamento, a decisão deveria ser aplicada nas eleições municipais de 2016.

Argumento semelhante foi apresentado pelo presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. A Ordem é autora da ADI 4.650, enquanto a CNBB entrou no processo como amicus curiae. Segundo o STF, Lewandowski já encaminhou o pedido a Mendes e ao relator do caso, o ministro Luiz Fux. Na última quarta-feira (18/3), ele havia anunciado que daria prioridade ao julgamento de processos com pedido de vista.

Até abril de 2014, a maioria dos membros da corte havia se posicionado contra as doações feitas por pessoas jurídicas. Os ministros Lewandowski, Marco Aurélio, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa (aposentado) alinharam-se à corrente defendida pelo relator, Luiz Fux. Único a votar pela validade das doações de empresas, o ministro Teori Zavascki apresentou seu voto-vista abriu a divergência. Faltam ainda os votos de Gilmar Mendes, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Celso de Mello.  (Conjur)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Dilma assina MP que prorroga correção do salário mínimo até 2019

A presidente Dilma Rousseff assinou ontem a Medida Provisória (MP) que prorroga a atual política de reajuste do salário mínimo para o período entre 2016 e 2019. A MP mantém a atual fórmula de reajuste, que leva em conta a inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, mas adia a discussão sobre a manutenção do mecanismo para aposentados e pensionistas.

"A política nacional de valorização do salário mínimo começou a valer ainda no governo Lula. Em 2011, mandamos um projeto (para o Congresso) que cobria até 2015, e a agora o novo projeto cobre até 2019. Portanto, até 2019, essa política que representou ganho real do salário dos trabalhadores mais pobres passa a ser novamente uma realidade", afirmou Dilma, em cerimônia no Palácio do Planalto. A presidente disse que a política de valorização do mínimo ajudou o País a atravessar a crise internacional sem que os trabalhadores fossem penalizados.

O governo concorda com a manutenção da fórmula atual, mas temia a mesma indexação aos aposentados e pensionistas. Por isso, costurou um acordo com o PMDB e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), retirou o projeto sobre o mínimo da pauta de votações. Lideranças da base ouvidas pelo Broadcast afirmaram que o Planalto ficou de estudar uma proposta que garanta ganhos reais para os aposentados e que deve ser apresentada antes da votação da nova MP.

As Medidas Provisórias têm força de lei e entram em vigor imediatamente após sua publicação. Depois, obrigatoriamente, toda MP é analisada pelo Congresso Nacional (primeiro vai para a Câmara, depois para o Senado) e precisa ser aprovada em até 120 dias para, definitivamente, virar lei. Do contrário, o texto perde validade.

1º de maio - O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), disse que Cunha, ao decidir sobre o tema de ofício, quebrou um compromisso público de só retirar itens da pauta após consultar o Plenário. "Estamos desapontados com o presidente", disse. O peemedebista reagiu e afirmou que não cedeu qualquer pressão. "Esse projeto não iria virar lei até o 1º de maio. O objetivo era ter uma lei em vigor para o dia 1º de maio, uma política conhecida para o trabalhador", afirmou.

Dilma também se manifestou sobre o assunto e disse, logo após assinar a MP, que o Palácio do Planalto não está "atropelando nada nem ninguém". "Temos no dia 1º de maio, daqui a um mês, nós temos o Dia do Trabalhador. Tradicionalmente foi sempre o Executivo que enviou as Medidas Provisórias de valorização do salário mínimo. Essa não foi a primeira vez que fizemos, é a segunda que eu assino", disse.

"Então o que temos certeza é que essa Medida Provisória tem urgência e tem toda a justificativa para ser enviada. Sempre fizemos isso. Não há nada de diferente. Estamos exercendo uma coisa que é característica do governo: o direito de iniciativa em algo que gera despesas", comentou a presidente

Ganho salarial - Dilma disse que nos últimos anos houve um reajuste acumulado em torno de 70% no salário mínimo. "Isso representou, certamente, um dos motivos pelos quais nós conseguimos passar por esse momento de dificuldade da crise, sem que os efeitos da redução do crescimento econômico caíssem sobre as costas dos trabalhadores", completou.

A presidente citou ainda que, no passado, chegar a US$ 100 o salário mínimo era o objetivo de uma luta política. "Mas agora temos uma situação de sistemático reajuste e valorização do salário mínimo. Creio que esse é um sustentáculo do desenvolvimento neste momento especifico do Brasil", acrescentou.

Dilma agradeceu a base aliada do Congresso, reforçando o acordo para que a MP do mínimo possa ser aprovada pelo Parlamento com urgência imediata. A presidente também citou as centrais sindicais e os movimentos sociais, que, segundo ela, também ajudaram na construção da política do salário mínimo. "Sei que houve temor e debate sobre a continuidade dessa política, mas o Brasil soube superar isso", completou.

MP mantém ganho real do salário mínimo até 2019 mas frustra aposentados do INSS que recebem acima do piso e ficaram de fora da fórmula

Astros seriam amantes há 30 anos

Os atores John Travolta e Tom Cruise seriam amantes, secretamente, há 30 anos, segundo a revista americana ‘Star’. Uma fonte próxima ao suposto casal teria dito que Travolta tornou-se “obcecado” por Cruise depois de ver o filme ‘Negócio Arriscado’, em 1983. A fonte revelou ainda o local secreto onde os dois se encontram.

A dupla estampa a capa da revista, publicada no último domingo. Travolta é casado há 24 anos com Kelly Preston e Tom Cruise já teve três mulheres: Mimi Rogers, Nicole Kidman e Katie Holmes, de quem está separado desde 2012. Os dois atores se conheceram em uma academia, no estado de Oregon, nos Estados Unidos, em 1985. Na época, Travolta já sabia pilotar aviões e Cruise, com 23 anos, ainda estava aprendendo.

De acordo com a revista, essa era a ‘desculpa’ perfeita para os vários encontros que os dois tiveram, já que voavam juntos de Los Angeles a Oregon. Naquele tempo, ambos já estavam casados — Cruise com Kidman —, mas sempre mantiveram o relacionamento às escondidas.

Além dos aviões, o casal teria em comum a religião Cientologia, que acredita em divindades que vivem em outros planetas. A igreja deles teria ainda um ‘trabalho’ para ‘curar’ os homossexuais.  (O Dia)

Semana Santa - Por Cardeal Orani Tempesta


A Semana Santa é o grande momento litúrgico do ano, quando celebramos o mistério central de nossa fé: a Ressurreição de Jesus. Para isso, temos um tempo muito especial e com celebrações profundas. No fundo é um grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A celebração do Domingo de Ramos lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-O com ramos de árvores. Por isso, hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor.
Mais aqui > Semana Santa

Contra ajustes, Paim ameaça 'dissidência' petista

Geraldo Magela: Sala de comissões do Senado durante audiência pública interativa da Comissão Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) para debater sobre as políticas públicas para pessoas autistas, por ocasião do Dia Mundial do Autismo que ocorrerá n
O senador Paulo Paim (RS-PT) voltou a criticar as medidas de ajuste fiscal do governo. Ele diz que se nega a votar projetos ‘contra o direito dos trabalhadores’ e ameaça a deixar o PT para criar uma nova sigla.

“É um equívoco grande achar que só a classe média alta foi para a rua no 15 de março. Uma parte dos assalariados também foi. O efeito dessas medidas será sentido sobretudo no chamado andar de baixo”, diz o senador Paulo Paim (RS), em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’.

Segundo ele, até o ex-presidente Lula está ‘constrangido com as medidas’: “Qual o discurso do PT e do governo hoje? Dos juros? Da inflação?”.

Paim afirma que, ‘do jeito que está’, o caminho natural será deixar e sigla e afirma que existes conversas concretas sobre uma fusão partidária na base governista.

Câmara aprova prazo de 30 dias para reindexação de dívidas dos estados

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem (24) o Projeto de Lei Complementar 37/15, do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que permite a aplicação da renegociação de índice de correção das dívidas estaduais com a União independentemente de regulamentação. A matéria será analisada ainda pelo Senado.

O projeto, aprovado por 389 votos a favor e 2 abstenções, concede prazo de 30 dias para a União assinar com os estados e municípios os aditivos contratuais, independentemente de regulamentação. O prazo contará a partir da data da manifestação do devedor, protocolada no Ministério da Fazenda.

Depois desse prazo, o devedor poderá recolher, a título de pagamento à União, o montante devido com a aplicação da lei, ressalvado o direito da União de cobrar eventuais diferenças após o recálculo.

Atraso na aplicação
Os deputados aprovaram, em 2013, o Projeto de Lei Complementar 238/13, do Executivo, transformado na Lei Complementar 148/14, para mudar o índice de correção das dívidas de estados, do Distrito Federal e de municípios com a União.

A renegociação de índice diminuirá o saldo devedor, com recálculo valendo a partir de 1º de janeiro de 2013. O projeto foi aprovado pelo Senado em outubro de 2014 e sancionado pela presidente Dilma Rousseff em novembro.

Desde 1997, no caso dos estados; e de 2001, no caso dos municípios, as dívidas são corrigidas mensalmente pelo IGP-DI mais 6%, 7,5% ou 9%, conforme o contrato.

A nova lei, cuja aplicação está sendo reforçada pelo projeto, determina a correção das dívidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% ou a taxa Selic, o que for menor.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse nesta terça-feira que fechou acordo com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para acelerar a análise do projeto. “Queremos que [a lei] seja implementada da forma como o texto foi sancionado pela presidente”, declarou Cunha.

Descontos
A lei também autoriza a União a conceder desconto sobre os saldos devedores dos contratos. Esses descontos devem ser equivalentes à diferença entre o saldo devedor existente em 1º de janeiro de 2013 e aquele apurado usando-se a variação acumulada da taxa Selic desde a assinatura do contrato até essa mesma data, considerando-se os abatimentos.