Três anos depois de perder a esposa em um latrocínio, o gerente da Estação das Docas foi morto em assalto na noite de anteontem. Deolindo Lobato Goiano, 51, levou dois tiros na cabeça enquanto dirigia seu carro no bairro da Campina, em Belém. Seu cordão não foi encontrado, o que levanta as suspeitas de que foi vítima de latrocínio.
Goiano saiu do trabalho na Estação das Docas por volta de 18 horas rumo à sua casa, no bairro da Pedreira. No caminho, quando passava pela travessa Gaspar Viana, próximo à Benjamim Constant, foi abordado por uma dupla de assaltantes em uma moto. Segundo parentes da vítima, em vez de parar o carro, Goiano acelerou para tentar escapar. Os ladrões acertaram-lhe dois tiros na cabeça e o carro ficou sem controle, só parando ao bater em um poste.
A vítima foi encontrada por pedestres com a porta aberta, caindo do carro. Ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) o resgatou ao Pronto-Socorro Municipal do Umarizal. Depois de horas de internação, já na madrugada de ontem, foi atestada a morte de Goiano. Nenhum suspeito havia sido preso até o início da tarde de ontem.
Ao registrar ocorrência na Seccional do Comércio, o filho dele, Edielson de Oliveira Goiano, contou que os bandidos deixaram vários dos objetos que estavam no carro. O único item roubado foi o cordão de ouro que estava no pescoço da vítima. Edielson também garantiu que seu pai não tinha inimigos declarados, por isso ele considera ter sido latrocínio.
Passados três anos e quatro meses da morte violenta da esposa, Goiano foi a vítima em circunstância semelhante. Sua mulher foi perseguida após sacar dinheiro em um banco no bairro do Umarizal, no golpe da "saidinha". Ao ser abordada, levou um tiro no coração e morreu no colo do filho, Edielson, que estava no carro com ela na ocasião. "A família ainda nem tinha se recuperado direito da morte dela e acontece parecido com ele. É insegurança demais", lamenta Jane Lúcia da Silva, mãe da atual mulher da vítima. Até hoje os bandidos estão em liberdade. Goiano deixa três filhos e uma mulher. Ele trabalhou por oito anos na Estação das Docas. (No Amazônia)
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