Das oito escolas de samba do chamado grupo especial, apenas quatro têm comparecido às reuniões promovidas pela Fundação Cultural de Belém (Fumbel) para tratar da organização do carnaval 2011. Quem São Eles, Tradição, Bole-Bole e Piratas da Batucada serão as únicas a atravessar a avenida no sábado, 5 de março, noite do desfile oficial das escolas de samba do grupo 1, na Aldeia Amazônica. Outras quatro agremiações, Rancho, Império Pedreirense, Grande Família e Deixa Falar optaram por ficar fora da programação por motivos políticos ou financeiros.
A direção da Grande Família informou à Fumbel, por meio de um ofício, que não participaria do carnaval este ano. O motivo era um só: falta de dinheiro. "Nosso enredo era ‘Santarém, o Brilho da Pérola entre o Rio e a Floresta’, calculamos que o desfile não custaria menos de R$ 100 mil e não tínhamos de onde tirar esse dinheiro. Foi difícil, mas decidimos que o melhor seria não colocar a escola na avenida e nos preparar para o carnaval de 2012. Desfilar de qualquer jeito seria denegrir a imagem da escola e da cidade que queremos homenagear", contou o dirigente, que diz ter assumido a agremiação com muitas dívidas e quase nenhuma fonte de renda.
Segundo Martins, dirigente da Tradição, os desfiles das escolas não saem por menos de R$ 200 mil, ou seja, a contribuição municipal, além de chegar atrasada, não cobre nem a metade dos custos. "Para conseguir o restante a gente se vira como pode, com a colaboração de amigos e beneméritos". Para piorar, o Estado, até agora, não sinalizou com nenhum tipo de ajuda. "Entendemos a preocupação do governador com saúde, educação e segurança. É claro que isso tudo é prioridade, mas investir no carnaval é investir não só na cultura, mas também em educação e segurança, porque enquanto trabalham nas escolas, enquanto aprendem a tocar um instrumento com as nossas baterias, os jovens estão longe das ruas", defendeu o carnavalesco.
As escolas garantem que em cada comunidade são criados cerca de 1,5 mil empregos, diretos e indiretos, dos meses que antecedem a festa até o dia do desfile. Costureiras, sapateiros, ferreiros, marceneiros, eletricistas e artesãos, todo mundo lucra com a folia.
Essa não é a primeira vez que escolas de samba de Belém se retiram do desfile oficial, promovido pela prefeitura por meio da Fumbel. Em 2006, quando 13 escolas faziam parte do grupo especial, 11 delas decidiram não participar do desfile. À época, a alegação foi falta de apoio do Poder Público às agremiações. As escolas reclamam tanto do valor repassado, que este ano será R$ 46 mil para cada uma, por parte do município, quanto da demora do repasse, já às vésperas do desfile.
Para a diretora do Departamento de Ação Cultural da Fumbel, Lígia Albuquerque, quem mais perde com o esvaziamento do carnaval são as próprias escolas. "Não acho que o carnaval esteja sendo prejudicado. Como dissemos desde o início, o desfile vai ocorrer exatamente do mesmo jeito, mas apenas com as escolas que fecharam com a gente". (Fonte: Amazônia)
A direção da Grande Família informou à Fumbel, por meio de um ofício, que não participaria do carnaval este ano. O motivo era um só: falta de dinheiro. "Nosso enredo era ‘Santarém, o Brilho da Pérola entre o Rio e a Floresta’, calculamos que o desfile não custaria menos de R$ 100 mil e não tínhamos de onde tirar esse dinheiro. Foi difícil, mas decidimos que o melhor seria não colocar a escola na avenida e nos preparar para o carnaval de 2012. Desfilar de qualquer jeito seria denegrir a imagem da escola e da cidade que queremos homenagear", contou o dirigente, que diz ter assumido a agremiação com muitas dívidas e quase nenhuma fonte de renda.
Segundo Martins, dirigente da Tradição, os desfiles das escolas não saem por menos de R$ 200 mil, ou seja, a contribuição municipal, além de chegar atrasada, não cobre nem a metade dos custos. "Para conseguir o restante a gente se vira como pode, com a colaboração de amigos e beneméritos". Para piorar, o Estado, até agora, não sinalizou com nenhum tipo de ajuda. "Entendemos a preocupação do governador com saúde, educação e segurança. É claro que isso tudo é prioridade, mas investir no carnaval é investir não só na cultura, mas também em educação e segurança, porque enquanto trabalham nas escolas, enquanto aprendem a tocar um instrumento com as nossas baterias, os jovens estão longe das ruas", defendeu o carnavalesco.
As escolas garantem que em cada comunidade são criados cerca de 1,5 mil empregos, diretos e indiretos, dos meses que antecedem a festa até o dia do desfile. Costureiras, sapateiros, ferreiros, marceneiros, eletricistas e artesãos, todo mundo lucra com a folia.
Essa não é a primeira vez que escolas de samba de Belém se retiram do desfile oficial, promovido pela prefeitura por meio da Fumbel. Em 2006, quando 13 escolas faziam parte do grupo especial, 11 delas decidiram não participar do desfile. À época, a alegação foi falta de apoio do Poder Público às agremiações. As escolas reclamam tanto do valor repassado, que este ano será R$ 46 mil para cada uma, por parte do município, quanto da demora do repasse, já às vésperas do desfile.
Para a diretora do Departamento de Ação Cultural da Fumbel, Lígia Albuquerque, quem mais perde com o esvaziamento do carnaval são as próprias escolas. "Não acho que o carnaval esteja sendo prejudicado. Como dissemos desde o início, o desfile vai ocorrer exatamente do mesmo jeito, mas apenas com as escolas que fecharam com a gente". (Fonte: Amazônia)
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