O caderno apresentando a ficha corrida de Jader Barbalho (PMDB), publicado ontem em O LIBERAL, - os textos também foram publicados no jornal Amazônia - será entregue a todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderão analisar as tentativas jurídicas do peemedebista para retornar ao Senado Federal.
A entrega de cópias do caderno será feita pela senadora Marinor Brito (PSOL/PA), conforme ela anunciou ontem. O caderno apresenta a carreira de processos do peemedebista, que completa 25 anos. Marinor também pedirá que o caderno fique registrado como lido no Senado. A senadora ocupa a cadeira que foi negada pelo STF a Jader, por impedimento previsto na Lei da Ficha Limpa.
"O jornal conseguiu sintetizar o histórico de processos judiciais que já foram enunciados pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quando manteve a posição dele no Supremo Tribunal Federal, que rejeitou o recurso do Jader para assumir no Senado. Gurgel usou todo o arsenal que a imprensa nacional já tinha publicado, até de jornais extintos. É lamentável que depois de tantos anos esses processos não tenham sido julgados", disse a senadora.
Marinor também está pedindo uma audiência com a presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), desembargadora Raimunda do Carmo Gomes Noronha, para que os processos de Jader e de outros políticos na mesma situação sejam julgados com prioridade antes que os crimes prescrevam. O pedido será feito em nome do PSOL, de outros parlamentares e de lideranças estudantis e sindicais. A senadora também já formalizou, por escrito, um pedido de informações ao TJE sobre o andamento dos processos abertos contra deputados, senadores, governadores, prefeitos, vereadores e presidentes de partidos no Pará. "Também estamos cobrando uma posição da Justiça federal sobre os mais de 10 processos que o prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), responde na área da saúde. Não queremos ver esses processos festejarem bodas, como se fossem casamentos", completou Marinor.
Os representantes da sociedade civil organizada também consideraram o "Dossiê Jader" esclarecedor. Segundo a coordenadora de política sindical do Sintsep-PA (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado do Pará), Neide Solimões, a imprensa possui papel fundamental em revelar para a população os escândalos políticos. "Já está mais do que na hora de investigar e punir tudo o que Jader Barbalho fez no Pará e no Brasil inteiro. A Justiça deve ser feita, Jader tem que ser preso e devolver aos cofres públicos tudo o que tirou deles. Não podemos nos calar e aceitar que a corrupção se torne algo comum em nosso País", avalia Neide.
Além da senadora Marinor Brito, o deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL/PA), afirmou que "é papel da imprensa divulgar os fatos reais". Na opinião do deputado, a Justiça funciona de maneira mais efetiva quando se trata dos menos favorecidos. "Espero que ele [Jader] possa provar a sua inocência, ou, se forem comprovados os desvios, que ele possa pagar pelo que fez", disse o deputado. (No Amazônia)
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