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domingo, 19 de junho de 2011

Enquanto o bem-casado é servido ao final de uma festa de casamento, o bem-velado é uma doce lembrança de uma despedida do "mundo material". Esse é apenas um dos itens do serviço diferenciado oferecido pelo funeral home. O negócio do ramo funerário já invadiu muitas capitais das regiões Sul e Sudeste e não deve demorar muito tempo para ser oferecido em Belém. Com um velório assim, dá a impressão de que a passagem do plano material para o espiritual pode até ser amenizada.

O funeral home é um termo em inglês e foi criado nos Estados Unidos. Em geral, são casas de luxo, casarões ou construções históricas adaptadas para a realização de velórios. A maioria deles é para velório de luxo. A ideia americana foi apresentada como forma de deixar o mais restrito possível à família e aos amigos íntimos o momento de despedida do ente querido, além de se desvencilhar da concepção de capela e dos adereços que compõem o velório tradicional.

Cristiano Leão é tanatólogo. Ele tem uma rotina de realização de autópsia. Há 40 anos, o profissional trabalha no ramo funerário e já passou por várias capitais brasileiras, como São Luís e São Paulo. Cristiano está em Belém há mais de três anos, trabalhando com conservação, desbacterização e reconstituição de cadáveres. Foi na capital paulista que ele teve contato com o funeral home e trabalhou por aproximadamente três anos nesse segmento.

O tanatólogo afirma que a proposta americana era de amenizar a situação e para manter o contexto familiar preservado. Entretanto, no Brasil, a opção virou negócio e promete, na avaliação dele, ser um dos próximos investimentos do ramo em Belém. "Também surgiu da necessidade se fazer em um local mais reservado e privado, em que só a família pudesse ter acesso ao local, além da segurança. Em muitos lugares, os velórios são feitos em capelas individuais, mas juntas, uma ao lado da outra. Belém tem um grande potencial", avaliou.

Serviço completo nos velórios chiques pode chegar a R$ 40 mil - Essas casas especializadas preservam todos os cômodos e poucas modificações são feitas na estrutura original. O ambiente oferece inúmeras comodidades, além de instalações e serviços delicados. O bem-velado é um dos itens da lista ofertada, que vai desde estacionamento com manobrista a buffet servido por garçons uniformizados e estilizados.

Para tudo isso, depende - é claro - da condição financeira família. No entanto, os serviços não param por aí. São oferecidas a condução do esquife em carro de luxo, flores exóticas e naturais, canapés, uísques da melhor qualidade, bebidas alcoólicas, hinos religiosos e de clubes, música ao vivo ou preferida do morto, e o que mais for solicitado. É possível encontrar ainda sala de conforto com computadores conectados à internet.

É preciso desembolsar algo em torno de R$ 3 mil para o aluguel da sala mais simples. O valor salta para R$ 4 mil, em média, se os vivos quiserem desfrutar de um buffet durante o velório. No entanto, para os que querem prestar a homenagem em grande estilo, o serviço completo pode chegar até R$ 40 mil. Cristiano considera o serviço caro, mas observa os benefícios. "É mais sutil e minimiza um pouco da dor da família, porque só a família vai para o local. É uma exclusividade que não permite um penetra", afirma.

Tanatólogo trabalha na maquiagem e reconstituição dos corpos - Antes do velório, alguns familiares preferem dar ao morto o ar de serenidade. Em alguns casos, a causa trágica da morte faz com que alguns fiquem desfigurados ou até mutilados. O tanatólogo Cristiano Leão faz maquiagem e a reconstituição corporal de cadáveres após os trabalhos conservação e desbacterização. Ele lembra de uma jovem que teve uma doença na região do tórax e que precisou fazer a reconstituição dos seios dela.

"Teve outra, até recente, que era uma senhora que tinha por volta de 70 anos, mas o rosto jovial deixou muita gente em dúvida da verdadeira idade dela. Ela aparentava estar com 45 e 50 anos", lembra.

Cristiano explica que a reconstituição é feita com massas, tintas e produtos químicos, assim como a maquiagem é aplicada com produtos de beleza. Ele afirma que os serviços nas regiões Sul e Sudeste do País não custam menos de R$ 800,00. Entretanto, o profissional cobra valores a partir de R$ 300,00, no Estado do Pará.

Para tanatólogo, a lição que fica da morte é de aprendizado. "É a única certeza que temos na vida é a morte. A gente acaba se acostumando e aprende a conviver com ela. Com isso, passamos a lidar melhor com ela (a morte)", analisa Cristiano Leão.

Urna ecológica e hidrossolúvel viram opções após a cremação

As inovações do mercado fúnebre não são restritas aos velórios. Ajudar na preservação do meio ambiente e contribuir com a sustentabilidade do planeta são os principais objetivos da urna ecológica. Além disso, é possível fazer com que no local onde as cinzas foram depositadas cresça uma árvore. O serviço já é oferecido em Belém pela Max Domini. Após ser velado, o corpo é cremado e, em seguida, as cinzas depositadas em uma urna ecológica, feita de fibra de bambu.

Dentro da urna são colocadas sementes de plantas e adubo. A urna é enterrada em uma área separada do cemitério parque. Com o passar dos meses, a planta cresce e os parentes podem visitá-la constantemente. Ao invés de uma lápide, é fixada uma identificação no tronco da planta com as informações do falecido. A iniciativa tem atraído muitos adeptos. O custo da urna é de R$ 240,00, acrescido de R$ 2 mil da cremação.

Há a opção ainda para os que desejam depositar as cinzas do ente querido no fundo do mar. A urna hidrossolúvel pode ser adquirida por R$ 450,00, também acrescidos dos R$ 2 mil da cremação. Ela pode ser utilizada para os familiares que preferem manter as cinzas juntas dentro da urna, ao invés de espalhá-las pelo mar ou rio.

Animais - A despedida do animal de estimação também poderá ser mais digna. As obras do crematório pet estão previstas para se iniciar no segundo semestre deste ano. Ao invés do bicho de estimação ser enterrado em um quintal ou terreno baldio, ele poderá ser cremado e o dono pode decidir pela destinação mais adequada para as cinzas do animal. A iniciativa surgiu com base em uma pesquisa de mercado de viabilidade técnica e interesse das pessoas. A previsão é que o serviço entre em funcionamento já no início do próximo ano, oferecido pela Max Domini. O crematório pet atenderá animais com peso máximo de 90 kg. (No Amazônia)

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