Os serviços de abastecimento e atendimento da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) não foram prejudicados pelo primeiro dia da greve dos seus funcionários, ontem. A garantia foi obtida pela própria Cosanpa, que conseguiu na Justiça do Trabalho que 70% dos trabalhadores permanecessem em atividade, correspondendo a 899 dos 1.400 empregados administrativos e operacionais. Mesmo com a determinação judicial, muitos servidores participaram da manifestação em frente à sede da empresa durante todo o dia. Eles também fizeram uma assembleia no mesmo local e decidiram que a paralisação vai continuar.
Os grevistas cobravam um reajuste salarial de 10%, correspondente a um aumento real de 2,5% e ao repasse do Índice de Custo de Vida (IVC) de 7,33%. Outra reivindicação é uma correção de 11% no vale-alimentação, que atualmente é de R$ 670,00. Fecha a pauta de reivindicações a realização de concurso público.
"Nós marcamos várias rodadas de negociações, mas a administração desmarcava. Agora só voltaremos a trabalhar quando a Cosanpa marcar uma reunião", informou o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, Ronaldo Cardoso. Ele disse que a Cosanpa tem um déficit de 500 trabalhadores no quadro funcional e que por isso a categoria não aceita "que a Cosanpa gaste mais com os comissionados". Cardoso garantiu que a população não estava sendo prejudicada com a greve. Entretanto, ele disse que entrou na Justiça do Trabalho com um pedido de reconsideração do número de funcionários em atividade. "Íríamos deixar um percentual trabalhando para atender a população. Entretanto, 70% do quadro funcional trabalhando é um percentual elevado", afirmou. (No Amazônia)
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