E não é só o ministro que está sob pressão. Aliados do PT e do PMDB deram um ultimato à presidente: ela deverá se posicionar sobre o caso até quarta-feira, sob pena de assistir ao agravamento da primeira crise política de seu governo. Segundo o jornal O Globo, interlocutores de Dilma creem que a crise possa complicar ainda mais sua situação com o Congresso. No Planalto, porém, cresce o temor de que a demissão de Palocci possa resultar em uma má escolha para o futuro ocupante da Casa Civil. Embora a avaliação seja de que a situação de Palocci é insustentável, aliados da presidente temem que uma escolha errada possa prejudicar a composição do governo e piorar ainda mais a situação de Dilma.
Palocci e Dilma conversaram no domingo por telefone e acertaram que nenhuma decisão será anunciada até quarta-feira. A presidente falou também com seu antecessor. Estava prevista uma reunião entre ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas Dilma preferiu fazer o contato apenas por telefone – o que não descartou a ida de Lula a Brasília na próxima terça-feira.
Laranja - A edição de VEJA desta semana revela que o apartamento em que o ministro mora na capital paulista pertence a uma empresa fantasma, registrada em nome de um laranja que recebe 700 reais por mês. O apartamento foi repassado à companhia por Gesmo Siqueira dos Santos, que responde a 35 processos na Justiça. Dayvini Costa Nunes, sobrinho de Gesmo, admitiu ser um laranja. Ele vive em na periferia de Mauá, no ABC paulista, e recebe cerca de 700 reais por mês.
Ele primeiro negou ser dono do imóvel, depois voltou atrás: "Desde que você falou comigo, não consigo dormir, por causa dessas coisas que envolvem pessoas com quem não tenho como brigar, como o Palocci, entendeu? Eu não tenho como bater de frente com essas pessoas. Sou laranja", afirmou a VEJA. (Fonte: Veja Online)
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