O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu o
depoimento do empresário-contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, marcado para esta terça-feira, na Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito que o investiga como o principal mentor e beneficiário das
supostas práticas criminosas desmanteladas pelas operações Vegas e Monte
Carlo.
Na sexta-feira, o advogado de Cachoeira, o ex-ministro da Justiça Marcio
Thomaz Bastos, ajuizara hebas corpus, com pedido de liminar, contra a decisão
do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB),
presidente da CPI, que queria ouvi-lo imediatamente, “mesmo sem lhe
disponibilizar as provas a seu respeito”.
A defesa de Cachoeira alegou que, como ele é investigado, era “imperativo”
que “Carlos Augusto e seus advogados conheçam previamente todas as provas que
poderão servir de substrato aos questionamentos que decerto lhe serão
dirigidos pelos parlamentares”.
De acordo ainda com o advogado Thomaz Bastos, o investigado estaria “impedido
de conhecer com inteireza o que pesa contra ele"
.
Assim, ainda segundo a defesa, “caso decida silenciar, perderá valiosa
oportunidade não só de desconstruir as suspeitas que pesam sobre seus ombros,
mas também de esclarecer fatos que tanto rumor têm causado”. Entretanto,
ainda conforme os advogados, “de toda sorte, para decidir se fala ou se cala,
ele precisa antes saber o que há a seu respeito”.
Leia aqui a decisão do ministro >>Decisão do Supremo suspende depoimento
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