No quinquagésimo sétimo dia de greve, o
governo federal apresentou ontem proposta para reestruturar o
plano de carreira e conceder reajuste a professores de universidades e
institutos federais ao longo dos próximos três anos. Pressionado o
Palácio do Planalto atendeu uma das principais reivindicações do corpo
docente, aceitando reduzir de 17 para 13 os níveis de carreira. Além
disso, se comprometeu a reservar R$ 3,9 bilhões para os aumentos
salariais, que deverão ser concedidos de forma gradual até 2015.
Apesar do otimismo das autoridades com o
fim da greve, lideranças de sindicatos que se reuniram nesta
sexta-feira em Brasília com o secretário de relações do trabalho do
Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, ficaram frustradas com o
plano o que deve levar à continuidade da paralisação pelos próximos
dias. Uma próxima reunião está marcada para o dia 23 deste mês. "Estamos
muito insatisfeitos e vamos ir para as bases com essa proposta", disse o
coordenador-geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da
Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), David Lobão.
De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o reajuste
aos docentes será concedido em parcelas - 40% em 2013, 30% em 2014 e 30%
em 2015, totalizando R$ 3,9 bilhões no período. A medida deve
beneficiar 143 mil professores - 105 mil das universidades e 38 mil dos
institutos federais.
A proposta do governo reduz de 17 para 13 os níveis da carreira. O salário inicial do professor com doutorado e com dedicação exclusiva vai passar de R$ 7.627,02 para R$ 8,4 mil. Neste caso, o atrativo está na forma de ingresso do docente na carreira. Atualmente, ele começa como professor adjunto Nível 1 e, com a alteração, o docente receberá R$ 8,4 mil já no primeiro nível de carreira, como professor auxiliar 1.
Os salários dos professores já ingressados na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva vão subir de R$ 7,3 mil para R$ 10 mil. Ao longo dos próximos três anos, a remuneração do professor titular com dedicação exclusiva será reajustada de R$ 11,8 mil para R$ 17,1 mil. Logo que a presidenta Dilma Rousseff sancionar a medida provisória que reajusta o salário de 924 mil servidores federais, o vencimento do professor titular com dedicação exclusiva será alterado de R$ 11,8 mil para R$ 12,2 mil retroativo a março.
Para os docentes dos institutos, haverá novo processo de certificação do conhecimento tecnológico e experiência acumulados na atividade.
Clique e veja as tabelas:
>>> Instituto Federal
>>> Magistério Superior
A proposta do governo reduz de 17 para 13 os níveis da carreira. O salário inicial do professor com doutorado e com dedicação exclusiva vai passar de R$ 7.627,02 para R$ 8,4 mil. Neste caso, o atrativo está na forma de ingresso do docente na carreira. Atualmente, ele começa como professor adjunto Nível 1 e, com a alteração, o docente receberá R$ 8,4 mil já no primeiro nível de carreira, como professor auxiliar 1.
Os salários dos professores já ingressados na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva vão subir de R$ 7,3 mil para R$ 10 mil. Ao longo dos próximos três anos, a remuneração do professor titular com dedicação exclusiva será reajustada de R$ 11,8 mil para R$ 17,1 mil. Logo que a presidenta Dilma Rousseff sancionar a medida provisória que reajusta o salário de 924 mil servidores federais, o vencimento do professor titular com dedicação exclusiva será alterado de R$ 11,8 mil para R$ 12,2 mil retroativo a março.
Para os docentes dos institutos, haverá novo processo de certificação do conhecimento tecnológico e experiência acumulados na atividade.
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