As corregedorias do Sistema Penal e da Polícia Militar do Pará abriram
procedimentos para investigar denuncias de tortura contra detentos da
Colônia Agrícola Heleno Fragoso (CAHF), no Pará. De acordo com
denúncias de familiares dos presos, eles estariam sofrendo com abusos
cometidos por policiais militares e agentes penitenciários durante uma
revista realizada na penitenciária na última segunda-feira (16).
Familiares também dizem que, após denúnciar o caso, estariam sendo
ameaçados.
Um relatório sobre as denúncias foi apresentado pela Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB). O documento foi elaborado após visita da OAB e da
ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública (Segup) ao local. O
documento concluiu que pelo menos 30 detentos teriam sido espancados e
que quatro deles tiveram fraturas.
Segundo Marcelo Freitas, integrante da comissão de combate e a
erradicação da tortura da OAB, na última segunda-feira (16) cerca de 500
presos foram acomodados em uma pequena sala durante 4h. Eles teriam
ficado imobilizados e sujeitos a gás de pimenta e a ofensas morais, sem
receber alimento. Depois disso, ao voltar para as celas, eles teriam
sido submetidos ao que se chama de corredor polonês - duas fileiras de
policiais armados com cassetetes - e, então, espancados.
De acordo com a Superintendência do Sistema Penal (Susipe), no último
domingo (15) alguns detentos teriam ficado revoltados com a apreensão de
bebidas alcoólicas dentro da Colônia. Eles teriam agredido alguns
agentes penitenciários e, no dia seguinte, durante a revista, além de
mais bebidas, foram apreendidas dezenas de armas brancas, 27 celulares e
54 petecas de entorpecentes na colônia.
Celulares, carregadores e fones de ouvido estão
entre os objetos apreendidos durante a revista
(Foto: Divulgação / Agência Pará)
entre os objetos apreendidos durante a revista
(Foto: Divulgação / Agência Pará)
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