Não
passar por baixo de escada. Acreditar que gato preto não traz sorte. Ter
receios em relação ao número 13. São diversas as lendas e crendices que
rondam algumas pessoas cada vez que chega uma sexta-feira 13. Enquanto
alguns evitam a data, outros gostam mesmo é de comemorar.
Há cerca de nove anos, um grupo (foto) de amigos se
reúne toda sexta-feira 13 para celebrar a data. A brincadeira, que
iniciou na época em que estudavam juntos, atrai novos adeptos a cada
ano. “Nos reunimos na sexta-feira 13 e no Halloween, e sempre o grupo
vai se renovando”, explica a universitária Camila Conte, 20 anos.
A ideia surgiu de um interesse em comum: o
gosto pelas superstições muito difundidas em países como os Estados
Unidos. “Como na época não tínhamos idade para sair e ir para festas
nesta data, resolvemos reunir para fazer uma festa genuinamente
americanizada, como se fosse Halloween. Fazíamos brincadeiras,
conversávamos e enfeitávamos o local com balões”, conta Henrique Moraes,
20 anos, um dos integrantes do grupo.
Os filmes de terror também são
indispensáveis durante as comemorações, assim como vestir roupas pretas
ou roxas. Eles relembram que os encontros eram sempre marcados por
sustos ou situações engraçadas. “Uma vez apareceu uma senhora na porta e
todo mundo saiu correndo, assustado”, diz Camila. “Qualquer barulho que
ouvíamos já achávamos que era um vulto. Ficávamos impressionados com
qualquer coisinha”, afirma Henrique.
As superstições da data não costumam mais
impressionar os jovens, mas eles também preferem não arriscar a sorte.
“Não duvido muito das superstições, não. Na dúvida, é melhor acreditar”,
diz Nathália de Almeida, 20 anos. Para hoje, eles já aguardam mais uma
reunião do grupo. “Já escolhemos o filme, vamos conversar e também
contar histórias de terror”. (Diário do Pará)
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