Os norte-americanos, asiáticos e europeus vão conhecer os sabores da
cerveja artesanal da Amazônia no ano que vem. A Amazon Beer, cervejaria
com sede em Belém, pretende exportar seus produtos já no primeiro
semestre de 2013. A intenção é surpreender o mercado internacional com
uma mistura de malte e frutas típicas da região.
Arlindo Guimarães ainda pretende crescer no País antes de iniciar as exportações
“O mundo está globalizado e a cerveja é mundial. Acredito que temos
um produto com potencial grande e único, com um forte apelo da
Amazônia”, avalia o diretor da cervejaria, Arlindo Guimarães, de 53
anos. A Taperebá Witbier, um dos produtos que serão exportados, tem 4,7%
de teor alcoólico e foi lançada este ano. A bebida é aromatizada com o
fruto, também conhecido como cajá, e leva dois tipos de malte: trigo e
cevada.
Criada em maio de 2000, a cervejaria cresce em média 20% ao ano. Para 2012, a meta é alcançar 30% e em 2013 faturar 70% a mais com a expansão para o mercado internacional. Para pavimentar esse caminho, no ano passado foram investidos R$ 9,1 milhões na inauguração de um novo parque fabril no Distrito Industrial de Belém.
Criada em maio de 2000, a cervejaria cresce em média 20% ao ano. Para 2012, a meta é alcançar 30% e em 2013 faturar 70% a mais com a expansão para o mercado internacional. Para pavimentar esse caminho, no ano passado foram investidos R$ 9,1 milhões na inauguração de um novo parque fabril no Distrito Industrial de Belém.
O local hoje pode produzir 70 mil litros por mês, mas a meta
da Amazon Beer é dobrar a capacidade quando as exportações ganharem
espaço. Caso seja necessário, com pequenos ajustes na planta, a produção
pode chegar a 300 mil litros todos os meses.
A ideia da Amazon Beer surgiu quando Guimarães pesquisava
novos negócios para investir – na época ele era sócio de uma franquia da
Totvs, empresa de software, serviços e tecnologia. “Sempre gostei de
cerveja e vinho, mas ficava nas marcas tradicionais. Não tinha acesso a
cervejas especiais e faltava conhecimento”, lembra o empreendedor.
Quando decidiu abrir o negócio, Guimarães precisou estudar o
mercado e, principalmente, acertar na escolha do mestre cervejeiro. Ele
optou por Reynaldo Fogagnolli, que já trabalhou na Brahma e fez cursos
na Alemanha. No início, a produção era de apenas 12 mil litros ao mês.
Hoje, são produzidos 100 mil litros.
Mas antes de focar nas exportações, o planejamento do
empresário, neste ano, é consolidar a Amazon Beer no mercado brasileiro –
atualmente, as cervejas da Amazônia podem ser encontradas no Distrito
Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e, claro, no Pará. Atualmente, as variedades especiais da bebida representam
entre 4% e 5% do mercado brasileiro de cervejas. (Estadão)
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