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terça-feira, 17 de julho de 2012

Apesar da proposta do governo, continua o impasse e a greve dos professores

A greve nas instituições federais de ensino completa nesta terça-feira(17) dois meses e, apesar do governo ter proposto na última sexta-feira(13) um novo plano de carreira, os sindicatos não o acataram e permanecem como "indicativo" de os professores permanecerem parados, rejeitando as promessas do governo.
O governo ofereceu um reajuste que chegaria a até 45% em três anos, a partir de julho de 2013, além da redução dos níveis da carreira, reivindicado pelos docentes. No entanto, para o coordenador do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica (Sinasefe), David Lobão, a proposta apresentada 'é para inglês ver’.

Lobão alega que com o que foi oferecido haverá perda salarial para a maioria das categorias, já que o reajuste será menor que a inflação. Sua maior crítica, porém, é com relação ao plano de carreira apresentado. Ele, na sua avaliação, impede que os mestres continuem a avançar na carreira a menos que obtenham outros títulos, como um doutorado.

A mobilização dos professores já interrompe as aulas em 95% das instituições federais de ensino, em todo o país, segundo as lideranças sindicais. Além das universidades, também estão em greve os professores dos institutos federais de educação profissional e a rede federal de colégios Pedro II, que funcionam no Rio de Janeiro. 

Durante esta semana, assembleias regionais ocorrerão para analisar o novo plano de carreira proposto pelo governo e definir os próximos passos do movimento. Na próxima segunda-feira (23) uma contraproposta será apresentada em encontro com membros do governo. (JB)

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