Fora de cena por mais de um ano, desde sua barulhenta saída da Vale,
Roger Agnelli está de volta - agora sem gravata. Diz que nos últimos
meses só usou o acessório uma vez, para tratar de negócios com o
primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe. Parece menos formal, mas é o
sujeito ambicioso de sempre. Aos 53 anos, decidiu investir o dinheiro, a
experiência, os contatos globais e tudo aquilo que juntou em 30 anos
como executivo para montar seu próprio negócio, a AGN, uma holding com
projetos nas áreas de mineração, logística e bioenergia, focada em
América Latina e África.
O primeiro negócio, anunciado na semana passada, é a mineradora
B&A - em parceria com o BTG Pactual, do banqueiro André Esteves -,
que começa com R$ 1 bilhão para fazer investimentos. Mas Agnelli e seu
grupo de sócios e executivos também estão à procura de concessões para
operar portos, montaram um laboratório de pesquisas com a intenção de
ampliar o uso da cana como fonte de energia e discutem a criação de uma
trading especializada em fertilizantes e alimentos, em sociedade com a
empresa de comércio exterior Sertrading.
Desde que deixou a Vale, por pressão do governo - que é acionista indireto da Vale - Agnelli mergulhou num exílio voluntário, boa parte dele fora do País. Na entrevista (clique aqui >Dono do próprio nariz) ele fala pela primeira vez como tem sido sua vida fora da mineradora que comandou por onze anos e dos planos que está desenvolvendo. (Estadão)
Desde que deixou a Vale, por pressão do governo - que é acionista indireto da Vale - Agnelli mergulhou num exílio voluntário, boa parte dele fora do País. Na entrevista (clique aqui >Dono do próprio nariz) ele fala pela primeira vez como tem sido sua vida fora da mineradora que comandou por onze anos e dos planos que está desenvolvendo. (Estadão)
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