(Foto: Macio Ferreira/Arquivo)
A crise na diretoria colegiada do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) no Pará fez sua primeira vítima. O diretor administrativo-financeiro da entidade, Elias Pedrosa (foto), foi destituído do cargo. A decisão foi tomada no final da tarde de ontem, em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae. Estavam presentes 12 dos 15 integrantes do Conselho e a decisão teria sido tomada por unanimidade.
Ainda neste ano, será marcada uma nova reunião para escolher o substituto de Pedrosa, indicado para cargo pela Federação do Comércio, uma das entidades mantenedoras do Sebrae. Até que o novo nome seja definido, a diretoria ficará sob responsabilidade da servidora Maria Domingas Pinheiro Paulina, apontada por servidores do órgão como pessoa de absoluta confiança do diretor-superintendente Vilson Schuber.
Ele continua no cargo ao lado da diretora técnica Suleima Pegado. Durante o dia, os boatos eram de que toda a diretoria seria destituída, o que acabou não se confirmando. A crise no Sebrae vem se estendendo há pelo menos seis meses. Comandado por uma diretoria colegiada formada por três integrantes, o órgão está paralisado em razão das profundas diferenças entre os diretores. “Um dá uma ordem, o outro diz o contrário. Um aprova uma viagem, mas o outro veta”, contou ontem um servidor, que pediu para não ser identificado.
A crise ganhou contornos ainda mais críticos há cerca de três semanas. Os 39 gerentes do Sebrae em Belém e no interior enviaram carta à diretoria e ao Conselho Deliberativo reclamando da paralisação das ações e informando que a situação poderia por em risco todo o cronograma de atividades do Sebrae, que tem a missão de contribuir para desenvolver a pequena e micro empresa no Pará.
Na época, o diretor financeiro chegou a responder a carta. Concordou com a crítica e apresentou dez sugestões para resolver os problemas. O documento gerou ainda mais discordâncias e culminou com a reunião que levaria à sua destituição.
O presidente em exercício do Conselho Deliberativo do Sebrae no Pará, Carlos Xavier, contou que a reunião foi solicitada por conselheiros do órgão e tentou minimizar a crise. “As forças políticas que fizeram as indicações da atual diretoria mantiveram os que quiseram manter e substituíam o que desejaram substituir. Essa é uma prerrogativa do Conselho e ocorre em várias administrações do Sebrae pelo Brasil”, disse.
Ele admitiu, contudo, que a causa do afastamento de Pedrosa foram as divergências com outros diretores. “Havia (discordâncias) e estavam comprometendo o próprio desempenho do Sebrae no Pará. Em função disso, o conselho achou por bem fazer essa substituição”. Com um orçamento anual de R$ 65 milhões, o Sebrae Pará se tornou cobiçado e acabou no centro de disputas partidárias, o que estaria na raiz de uma das mais graves crises da história do órgão no Estado.
Ontem, Xavier negou que a demissão tenha tido conteúdo partidário. “Ele é um técnico. Não havia ligação política. A incompatibilidade foi mais na maneira da gestão”, disse. “Não festejo, nem lamento, só acato”, declarou Vilson Schuber, após a reunião. A diretora técnica Suleima Pegado - que em meio à crise chegou a se afastar do órgão, alegando problemas de saúde - não comentou o assunto. (Diário do Pará)
Ainda neste ano, será marcada uma nova reunião para escolher o substituto de Pedrosa, indicado para cargo pela Federação do Comércio, uma das entidades mantenedoras do Sebrae. Até que o novo nome seja definido, a diretoria ficará sob responsabilidade da servidora Maria Domingas Pinheiro Paulina, apontada por servidores do órgão como pessoa de absoluta confiança do diretor-superintendente Vilson Schuber.
Ele continua no cargo ao lado da diretora técnica Suleima Pegado. Durante o dia, os boatos eram de que toda a diretoria seria destituída, o que acabou não se confirmando. A crise no Sebrae vem se estendendo há pelo menos seis meses. Comandado por uma diretoria colegiada formada por três integrantes, o órgão está paralisado em razão das profundas diferenças entre os diretores. “Um dá uma ordem, o outro diz o contrário. Um aprova uma viagem, mas o outro veta”, contou ontem um servidor, que pediu para não ser identificado.
A crise ganhou contornos ainda mais críticos há cerca de três semanas. Os 39 gerentes do Sebrae em Belém e no interior enviaram carta à diretoria e ao Conselho Deliberativo reclamando da paralisação das ações e informando que a situação poderia por em risco todo o cronograma de atividades do Sebrae, que tem a missão de contribuir para desenvolver a pequena e micro empresa no Pará.
Na época, o diretor financeiro chegou a responder a carta. Concordou com a crítica e apresentou dez sugestões para resolver os problemas. O documento gerou ainda mais discordâncias e culminou com a reunião que levaria à sua destituição.
O presidente em exercício do Conselho Deliberativo do Sebrae no Pará, Carlos Xavier, contou que a reunião foi solicitada por conselheiros do órgão e tentou minimizar a crise. “As forças políticas que fizeram as indicações da atual diretoria mantiveram os que quiseram manter e substituíam o que desejaram substituir. Essa é uma prerrogativa do Conselho e ocorre em várias administrações do Sebrae pelo Brasil”, disse.
Ele admitiu, contudo, que a causa do afastamento de Pedrosa foram as divergências com outros diretores. “Havia (discordâncias) e estavam comprometendo o próprio desempenho do Sebrae no Pará. Em função disso, o conselho achou por bem fazer essa substituição”. Com um orçamento anual de R$ 65 milhões, o Sebrae Pará se tornou cobiçado e acabou no centro de disputas partidárias, o que estaria na raiz de uma das mais graves crises da história do órgão no Estado.
Ontem, Xavier negou que a demissão tenha tido conteúdo partidário. “Ele é um técnico. Não havia ligação política. A incompatibilidade foi mais na maneira da gestão”, disse. “Não festejo, nem lamento, só acato”, declarou Vilson Schuber, após a reunião. A diretora técnica Suleima Pegado - que em meio à crise chegou a se afastar do órgão, alegando problemas de saúde - não comentou o assunto. (Diário do Pará)
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