Demissão em massa pode ser o resultado para milhares de trabalhadores domésticos no Pará, caso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece equiparação de direitos trabalhistas seja sancionada pela presidente Dilma Roussef, segundo a avaliação do presidente do Sindicato dos Empregadores Domésticos no Estado do Pará (Sedep), José Nogueira. Ele afirma que o rigor da proposta – que prevê jornada de trabalho de 44 horas semanais, adicional noturno, horas extras, recolhimento do FGTS, entre outros – pode levar o orçamento de grande parte das famílias paraenses a sucumbir.
Conforme avalia Nogueira, ainda que a intenção seja positiva, os métodos que estão sendo avaliados pela Comissão Especial da Câmara são insuficientes para se chegar a uma conclusão favorável para ambas as partes. Com opinião adversa, a presidente da Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Pará, Luzanira Silva, promete fazer barulho na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), para que os parlamentares defendam a categoria junto à Câmara Federal. A PEC aprovada esta semana pela comissão especial ainda terá pela frente a votação em dois turnos pelo plenário da Câmara e depois será analisada pelo Senado.
Luzanira garante que a categoria não medirá esforços para ter aprovada a proposta. "É um direito que nos cabe. Afinal, não é fácil trabalhar em casa de família, das 7h às 19h, e depois ter as tarefas do lar a cumprir", acrescenta. Ela afirma que esteve na Alepa no primeiro semestre deste ano, onde obteve apoio de alguns deputados estaduais. "Tivemos uma audiência com os parlamentares paraenses há alguns meses, que resultou na elaboração de um documento solicitando a aprovação da PEC. O objetivo é fazê-lo chegar à Câmara Federal", comenta, assegurando que vai à Brasília, pessoalmente, se necessário for.
Já Nogueira diz que, caso a proposta consiga aprovação nas duas Casas, bem como a sansão da presidente Dilma, grande parte dos patrões dispensará seus trabalhadores domésticos por não poder arcar com todos os custos. "As próprias domésticas que se empregam na classe A, contratam cuidadoras ou babás, com salários compatíveis à classe C. Elas serão as primeiras a sentirem", acrescenta, desacreditando que a PEC seja aprovada. Ele menciona a mais provável solução para os patrões que não puderem cobrir as despesas: a substituição das domésticas por diaristas, que atuam dois dias alternados da semana.
Belém tem cerca de 30 mil trabalhadores domésticos, sendo que aproximadamente 40% deles recebem abaixo de um salário mínimo legal. (Jornal Amazônia)
Conforme avalia Nogueira, ainda que a intenção seja positiva, os métodos que estão sendo avaliados pela Comissão Especial da Câmara são insuficientes para se chegar a uma conclusão favorável para ambas as partes. Com opinião adversa, a presidente da Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Pará, Luzanira Silva, promete fazer barulho na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), para que os parlamentares defendam a categoria junto à Câmara Federal. A PEC aprovada esta semana pela comissão especial ainda terá pela frente a votação em dois turnos pelo plenário da Câmara e depois será analisada pelo Senado.
Luzanira garante que a categoria não medirá esforços para ter aprovada a proposta. "É um direito que nos cabe. Afinal, não é fácil trabalhar em casa de família, das 7h às 19h, e depois ter as tarefas do lar a cumprir", acrescenta. Ela afirma que esteve na Alepa no primeiro semestre deste ano, onde obteve apoio de alguns deputados estaduais. "Tivemos uma audiência com os parlamentares paraenses há alguns meses, que resultou na elaboração de um documento solicitando a aprovação da PEC. O objetivo é fazê-lo chegar à Câmara Federal", comenta, assegurando que vai à Brasília, pessoalmente, se necessário for.
Já Nogueira diz que, caso a proposta consiga aprovação nas duas Casas, bem como a sansão da presidente Dilma, grande parte dos patrões dispensará seus trabalhadores domésticos por não poder arcar com todos os custos. "As próprias domésticas que se empregam na classe A, contratam cuidadoras ou babás, com salários compatíveis à classe C. Elas serão as primeiras a sentirem", acrescenta, desacreditando que a PEC seja aprovada. Ele menciona a mais provável solução para os patrões que não puderem cobrir as despesas: a substituição das domésticas por diaristas, que atuam dois dias alternados da semana.
Belém tem cerca de 30 mil trabalhadores domésticos, sendo que aproximadamente 40% deles recebem abaixo de um salário mínimo legal. (Jornal Amazônia)
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