Condenado a mais de dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal
(STF) por formação de quadrilha e corrupção ativa, o ex-ministro José
Dirceu já conhece seu destino – e não se conforma. Antes de começar a
cumprir sua pena, que deve ser iniciada em regime fechado, o petista
tenta há semanas organizar eventos com militantes do partido em sua
defesa. Mas o que Dirceu não esperava era que seu prestígio estivesse
tão baixo dentro da legenda onde construiu sua trajetória política e
onde alcançou posto de líder influente. Os três primeiros atos
organizados até agora foram esvaziados e não produziram nenhum barulho.
O golpe de misericórdia veio na reunião do Diretório Nacional do PT na
última sexta-feira, em Brasília. Representando Dirceu, Serge Goulart, da
tendência radical O Trabalho, apresentou uma moção sugerindo que o
partido fosse às ruas para promover atos contra o STF e que não
reconhecesse o julgamento do mensalão, A proposta nem chegou a ser votada. A direção do PT não ousou
dar início a um confronto com o órgão que encabeça um dos poderes da
República - e também não quis submeter os mensaleiros a mais uma derrota
pública. Após o encontro, o partido divulgou uma nota, mas nenhuma
linha fazia referência ao mensalão.
Mais aqui >Antes de ir para prisão, Dirceu não consegue mobilizar o PT
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