A Justiça de Jersey, paraíso fiscal europeu, determinou, quinta-feira (17), que empresas que a Prefeitura de São Paulo diz pertencerem ao ex-prefeito Paulo Maluf devolvam aos cofres do município US$ 28,3 milhões (quase R$ 58 milhões).
Em novembro, a Justiça de Jersey determinou a devolução de dinheiro desviado de obras públicas em São Paulo durante a gestão Maluf, mas faltava calcular os juros do processo. Segundo os advogados que a Prefeitura de São Paulo contratou em Londres, o titular da conta, Flávio Maluf, é quem terá que devolver o dinheiro. A Prefeitura de São Paulo diz que as empresas pertencem ao ex-prefeito, e a Justiça diz que o dinheiro foi movimentado pela família Maluf.
A Secretaria de Negócios Jurídicos da Prefeitura de São Paulo informou que foi notificada na quinta-feira sobre a decisão da Corte de Jersey. "O processo está em fase final e de arbitragem de custos advocatícios, que por parte da Prefeitura de São Paulo podem chegar a R$ 15 milhões dispendidos desde o início da referida disputa judicial", afirma a nota.
"A decisão é extremamente importante no combate à corrupção internacional", afirmou nesta sexta-feira (18) o promotor de Justiça Sílvio Antônio Marques, da Promotoria do Patrimônio Público e Social da capital. 'É um valor substancial. Não existe nenhuma decisão mandando devolver tanto dinheiro assim a um órgão público", complementou.
Em novembro, a Justiça de Jersey determinou a devolução de dinheiro desviado de obras públicas em São Paulo durante a gestão Maluf, mas faltava calcular os juros do processo. Segundo os advogados que a Prefeitura de São Paulo contratou em Londres, o titular da conta, Flávio Maluf, é quem terá que devolver o dinheiro. A Prefeitura de São Paulo diz que as empresas pertencem ao ex-prefeito, e a Justiça diz que o dinheiro foi movimentado pela família Maluf.
A Secretaria de Negócios Jurídicos da Prefeitura de São Paulo informou que foi notificada na quinta-feira sobre a decisão da Corte de Jersey. "O processo está em fase final e de arbitragem de custos advocatícios, que por parte da Prefeitura de São Paulo podem chegar a R$ 15 milhões dispendidos desde o início da referida disputa judicial", afirma a nota.
"A decisão é extremamente importante no combate à corrupção internacional", afirmou nesta sexta-feira (18) o promotor de Justiça Sílvio Antônio Marques, da Promotoria do Patrimônio Público e Social da capital. 'É um valor substancial. Não existe nenhuma decisão mandando devolver tanto dinheiro assim a um órgão público", complementou.
No blog do Claudio Humberto: Maluf emplaca indicados na Cohab
O deputado Paulo Maluf (PP) conseguiu, por meio de seu
apoio ao prefeito, Fernando Haddad, indicar sete afilhados políticos
para o comando de diretorias da Companhia Metropolitana de Habitação do
município. Maluf nega que as nomeações sejam fruto de sua influência.
“Não sei nada disso”, afirmou. Segundo o jornal Folha de S. Paulo,
Haddad, por sua vez, disse quando ainda estava em campanha, que não
tinha compromisso algum com o deputado, mas que era aliado ao ministro
Agnaldo Ribeiro (Cidades), partidário de Maluf. A Cohab é responsável
pela construção e distribuição de moradias populares em parceria com o
governo estadual e federal, em São Paulo.
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